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Aprenda sobre budismo Ch’an (Zen) lendo-o de A a Z

São Paulo - 2005

Tenho constatado uma enorme lacuna no mercado editorial brasileiro no que se refere a uma literatura mais técnica sobre o budismo. Ofereci ao meu editor este trabalho, que pretende ser não somente um dicionário, porém, também, um livro-texto para aqueles que querem conhecer melhor a doutrina do Buda, e mesmo para quem quiser segui-la como filosofia de vida ou como psicologia de auto-conhecimento e auto-realização.

Os verbetes aparecem com grande freqüência em páli, idioma original no qual foi escrito o Cânone budista. Alguns consideram o páli como um dialeto do sânscrito, língua sagrada da Índia, terra onde nasceu o Buda Shakyamuni e o budismo. Logo no início surgiram comentários e escritos importantes em sânscrito também. Vocês poderão observar a grande semelhança entre ambos.

Desta maneira, também é freqüente o aparecimento de verbetes em sânscrito. A partir da Índia, o budismo estendeu-se, primeiro para a China, depois para a Coréia e acabou chegando ao Japão. Claro que esta é apenas uma das vias de disseminação da Doutrina budista. Assim, procuramos, sempre que possível, oferecer as correspondências dos verbetes, também em chinês e japonês. Algo em tibetano, especialmente em função da intensa divulgação do budismo tibetano através de seu grande líder.

Falamos em livro-texto, pois procuramos nos estender um pouco mais no significado dos verbetes, em vez de somente dar-lhe um sinônimo, ou versão, em português. Com isso, o leitor poderá fazer um estudo do Dharma em ordem alfabética, o que torna a leitura mais fácil, leve e ordenada para a boa compreensão da matéria.

Na verdade, este trabalho eu já o tinha como um resumo pessoal quando comecei minha vida nesta senda. Faço parte da Buddha’s Light International Association (BLIA), sediada aqui no Brasil junto ao Templo Zu Lai, na cidade de Cotia-SP (Km 28 da Raposo Tavares). Foi com este meu contato, e no maravilhoso “abrigo” das monjas deste Templo, que tive a grande fortuna de conhecer melhor o budismo, a ponto de segui-lo como filosofia de vida.

Observo que o povo brasileiro está sequioso dos ensinamentos do Buda Shakyamuni. Estou escrevendo numa 2ª feira, ontem, na cerimônia de domingo no Templo Zu Lai, tivemos, com alegria, a recepção de um público da ordem de mais de 1800 pessoas, entre às 10 horas da manhã até às 17 horas. E é sempre assim. Elas lá aparecem, espontaneamente, curiosas, encantadas, fazendo-nos mil perguntas, o que mostra uma busca intensa do nosso povo, para ter algo em que acreditar, alguém em quem confiar, para, enfim, encontrar um caminho que possa diminuir o inexorável sofrimento da vida, especialmente, desta Vida Severina, o Samsara brasileiro. E o budismo tem muito a oferecer. São milhares de anos de sabedoria e prática a que nós, ocidentais, não estamos acostumados a experimentar no cotidiano.

A BLIA são os olhos, os braços, as pernas, a fala dos monges, pois eles são poucos, e lhes seria impossível dar atendimento a todos que os procuram. Este Templo foi inaugurado em 2003, e por ele já passaram milhares de visitantes. E muitos vão mais a fundo nesta visita, vindo cada vez com maior freqüência, e acabando por participar de cursos sobre a Doutrina, sobre Meditação, sobre pacificação de nossas mentes, e ainda matriculando-se em artes marciais, música, culinária, aulas de mandarim, oferecidas em seu espaço.

O fundador desta Escola, chamada Fo Guang Chan (O Buda da Luz da Montanha), o Venerável Mestre Hsing Yün, já está com mais de setenta anos de idade, mas dando assistência plena a quase duas centenas de templos espalhados pelo planeta. Ele esteve presente na inauguração de nosso Templo. Podemos dizer, em poucas palavras, que esta Escola, chamada Ch’an, é uma corrente do Budismo Humanista, que prega o contato dos monges e praticantes com todas as pessoas, sem qualquer tipo de discriminação. Ou seja, é um budismo horizontal em relação à Humanidade, e, não somente, vertical, como os budistas de muito antigamente, que se isolavam em montanhas e cavernas buscando uma iluminação solitária sem se preocupar com os demais seres vivos.

O Templo Zu Lai e a BLIA mantêm a Universidade Livre Budista Zu Lai, e já está no seu segundo ano de formação para a carreira, seja como Professor de Darma, seja como monge. É dentro deste espírito acadêmico que organizei este dicionário-texto, facilitando as pesquisas dos discípulos e do público interessado, em geral.

 

 

 

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