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“Se o que procuramos é a perfeição de nosso ser, sua parte física não pode ser deixada de lado; pois o corpo é o suporte material, o corpo é o instrumento que temos que usar...”

Sri Aurobindo

Conforme afirma Sri Aurobindo, o propósito do Yoga é reunir todas as partes divergentes do ser numa unidade indivisível, e não há melhor maneira de começarmos este Yoga do que realmente percebendo o significado do corpo físico em nossas vidas. Se pensarmos que toda a vida caminha para uma evolução espiritual, nosso corpo físico também está fazendo o mesmo trajeto, e pode atingir graus bastante elevados nessa escala, afim de que possa albergar este Ser Espiritual. Para isso, é importante que nos detenhamos em trabalhar o despertar da consciência-corpo, assumindo nosso papel diante desta evolução.

Sabemos que nosso corpo é a morada de outros corpos ou partes que constituem nosso ser, sendo nosso templo em vida, e não, como muitos o condenam, a prisão de nossa alma.  Assim sendo, não devemos nos identificar com ele, apesar da maioria das pessoas assim o fazerem.  Devemos dar-lhe a importância devida, tendo a consciência de que trabalhá-lo é primordial para nossa jornada.  Devemos então, começar o nosso trato com ele a partir de um respeito, e, porque não dizer, de uma reverência.

A primeira e mais importante tarefa a realizarmos é, literalmente, habitarmos este corpo, desenvolvermos com ele uma maior intimidade, sabendo que precisamos moldá-lo de acordo com nossas aspirações, e tendo a consciência que, dentre os muitos corpos que nos constituem, este é que melhor e mais rapidamente responde aos nossos comandos. 

Logo, é necessário que comecemos a ouvir este instrumento, suas necessidades, aquilo que lhe faz bem ou mal, aquilo que o fortifica e o rejuvenesce aquilo que realmente o alimenta e o torna mais saudável e ágil, aquilo que o refina. O corpo fala, e precisamos começar a ouvi-lo, a entendê-lo e a conhecê-lo, pois a maioria de nós desconhece o mínimo de anatomia para poder compreender o seu físico.

Devemos disciplinar nossos hábitos fisiológicos, como horários para as refeições, atividade intestinal, horas de sono, leitura, atividade física, lazer, trabalho. O corpo é capaz de se habituar e sentir-se confortável quando submetido a uma rotina de atividades, sem prejuízo a sua saúde.

Não precisamos ser adeptos a nenhum tipo de alimentação ou dieta específica, mas devemos ter consciência daquilo que ingerimos, deixando de lado os excessos e prazeres nocivos, sabendo distinguir desejo e necessidade.  Se houver consciência na alimentação, nosso corpo dificilmente adoecerá por problemas a ela relacionados. Se for necessário fazermos mudanças, estas ocorrerão sem dificuldade, pois quando fazemos com consciência, o corpo responde, tornando fácil aquilo que parecia impossível.  

Devemos ter cuidado com nossa higiene pessoal, pois a beleza e o cuidado vão refletir muito mais intensamente nossa luz interior.  Não precisamos exagerar, e mascarar com excessos de adornos, nosso brilho pessoal.  Deixemo-nos ver, deixemos que percebam nossa luminosidade natural, ela é nossa real beleza.

É importante que procuremos sutilizar nosso corpo físico, trazendo o refinamento e a beleza para nosso dia a dia.  Assim sendo, devemos procurar selecionar o que ouvimos, lemos, falamos ou pensamos, procurando incluir a beleza, a grandeza e a delicadeza em nossas vidas. Devemos estar atentos ao que falamos, a como falamos, a como nos movimentamos, mesmo no cotidiano, pois este é o melhor momento para se fazer intervenções positivas.

Mantenha seu templo forte, bem exercitado e ao mesmo tempo plástico.  As atividades físicas são de suma importância para a juventude deste corpo devendo ser executadas de forma metódica e regular.  Saiba escolhe-las, sem exageros, martírios ou sacrifícios.  Não queremos nos tornar misses ou misteres mundo, ou mesmo contorcionistas ou exibicionistas, mas não adianta querermos silenciar nossas mentes, se o corpo está a reclamar devido a privações ou exageros impostos. Poderemos assim transformar nosso corpo em um instrumento fácil de responder às necessidades deste futuro homem espiritual.

Devemos também incluir em nossas vidas o relaxamento corporal, técnica importante para recuperarmos nosso sistema nervoso e nos reabastecermos de energia!

A partir de um silencio corporal, poderemos então começar a buscar o silêncio mental.  É necessário que possamos silenciar para ouvir nossa alma, pois esta sussurrará seus objetivos e guiança.

Com consciência e ação correta, conseguiremos transformar nosso corpo em um importante aliado a nossa caminhada, tornando-nos aptos a seguir a nossa sadhana.

“...o corpo converter-se-á, pelo poder da consciência espiritual, em um instrumento verdadeiro e pronto, que responderá perfeitamente ao Espírito”

Sri Aurobindo

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