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A Epopéia de Sri R?ma

 


Rama, lakshama e Hanuman

Sri Rama, Hanumam e Lakshmana, olham para fora da floresta.

 

O Ramayana é uma antiga escritura, e um querido poema épico sobre uma encarnação do Senhor Supremo, Sri Krishna (com o nome de Rama), por sobre a Terra, que aconteceu cerca de um milhão e 750 mil anos atrás, como Ramachandra, ou o "rei ideal". A história é rica em intrigas, atos de heroísmo, romances, e aventuras, tendo como protagonista, além de Rama, Laksmana, Sita e Hanuman, o demônio Ravana, bem como monstros e criaturas estranhas, diante da ciência e da ficção. Ainda que seja estranho para a mente moderna, esta história é a absoluta expressão da verdade.

 

No Ramayana o Senhor aparece com a aparência esverdeada, acompanhado por Seu irmão Lakshmana, e pelo grande macaco herói, Hanuman. A epopéia nos narra a maravilhosa personalidade de Sri Rama, com poderosas qualidades, e os planos para coroá-lO como rei. Plano este que foi frustrado, bem como o Seu exílio subseqüente, para dentro da floresta junto com Seu irmão e esposa, e ali realizou façanhas incríveis, matando demônios perigosos. etc. Próximo ao fim do exílio, Sua casta esposa, Sita, foi raptada por Ravana. Rama, acompanhado pelo Seu exército, foi auxiliado pelo exércitos dos macacos, chefiados por Hanuman, originando uma grande batalha entre Rama e Seus aliados e o rei demônio Ravana.

Swami Krishnapriyananda Saraswati

(Resumo da epopéia)

 

Sri Rama e Lakshmana, ainda eram jovens, quando foram convocados pelo sábio Vishvamitra, para ajudar os sábios e sacerdotes que estavam sendo atacados por poderosos Rakshasas, que perturbavam a realização de sacrifícios, e que estavam sendo feitos para o bem do mundo. Certa feita, os sacrifícios iniciaram, chegou a noite, e os demônios atacaram, poluindo a arena de sacrifícios com substâncias impuras, como sangue e partes de corpos mortos. Rama e Lakshmana, sendo versados no uso de armas, acertaram os demônios, enviando-os para centenas de milhares de quilômetros para dentro do Oceano.

O pai dos meninos, o rei Dasarath, desejava encontrar uma esposa adequada para Eles. O sábio Vishvamrita levou-Os até o reino de Mithila, onde estava sendo feita uma cerimônia, pelo rei Janaka, para escolher um marido para a sua filha Sita. O requisito era que a pessoa deveria ser capaz de erguer e arquear o grande arco do Senhor Shiva. Este arco era místico, e nem 300 homens juntos foram capazes de arqueá-lo, nem sequer erguê-lo. Ninguém, exceto Sita, havia erguido este arco, para tirar-lhe o pó. O rei Janaka percebeu que a sua filha deveria ser alguém especial, e que, portanto, deveria ter um esposo igualmente especial como Ela.

Sri Rama facilmente pegou e ergueu o arco, não apenas fazendo isso, como arqueando-o e o quebrando ao fazê-lo. Então Sita colocou uma guirlanda de flores frescas em Rama, dando sinal de que aceitara Rama como Seu esposo.

As esposas foram escolhidas, também para Lakshmana, e para os outros dois filhos do rei Dasarath.Uma grande cerimônia foi preparada para ocasião destes casamentos.

Sri Rama, a Suprema Personalidade de Deus, e Sita, a própria Deusa da Fortuna - Lakshmi, casaram-Se. Eles têm um relacionamento eterno; de modo que seria impossível um outro tipo de casamento d´Eles, a não ser entre Eles mesmos.

No caminho de volta para Ayodhya, a cidade do rei Dasarath, a comemoração foi interrompida por uma forte tempestade de poeira. O Senhor Parasurama, outra encarnação do Senhor Krishna, desvelou-Se como sendo a causa da tempestade, e ficou de pé fazendo um desafio para Rama. Ele queria que ter a certeza de Rama, e Lhe deu outro arco do Senhor Siva. Se Rama pudesse usar o arco-e-flecha com uma flecha mágica, Parasurama deixaria Ele passar. Certamente, Rama o fez, provando ser a Suprema Personalidade de Deus, diante de uma outra forma da Suprema Personalidade de Deus; realizando um outro passatempo do Senhor.

O tempo transcorria feliz em Ayodhya. O rei Dasarath decidiu afastar-se, e coroar Rama como o próximo rei, no seu lugar. A cidade alegrou-se, e fizeram os preparativos para o grande festival de coroação. Mas havia uma pessoa que não alegrou-se com isso, era Manthara, a criada corcunda da rainha Kaikeyi, a mais jovem e favorita do rei Dasarath, das três rainhas. Imaginando que a sua própria fortuna decairia, como rainha mais moça, e que era não era a mãe do próximo rei, então Mathara aproximou-se de Kaikeyi, dizendo que a jovem rainha não teria futuro com a coroação de Rama. Então, conspirando em segredo, as duas criaram uma conspiração, ao redor de dois favores do rei Dasarath, de uma promessa feita a alguns anos atrás, quando o rei foi salvo numa batalha. Na ocasião, elas não decidiram o que queriam, então, agora, elas queriam que as coisas fossem diferente.

Deprimida com a notícia do desejo do rei da coroação de Rama, e com a possibilidade de ficar rebaixada na sua condição de rainha (o que não seria verdade), ela retirou-se para o interior dos seus aposentos. Ela descabelou-se, retirou suas jóias, e jogou-se no chão chorando. Quando o rei Dasarath encontrou-a em tal situação, ele perguntou sobre o que estaria errado? Ela, então, disse-lhe que queria receber dele as duas promessas agora, uma vez que o rei havia prometido qualquer coisa que ela quisesse, então ela disse para o rei: "Conceda que meu filho Bharath seja coroado no lugar de Rama, e envie Rama para floresta por 12 anos!".

Dasarath não pode retirar a sua promessa, e ninguém pôde dissuadir Kaikeyi da sua determinação. Dasarath ficou muito abalado.

Rama aceitou a ordem como se o Seu pai tivesse pedido para Ele, e, assim, tanto Ele como Seu irmão Lakshmana, e Sua esposa Sita, que insistiram em ir com Ele, foram para o interior da floresta. Eles se vestiram com cascas de árvores, que Kaikeyi havia avidamente providenciado, como parte do seu pedido para o rei.

Uma carruagem levou Rama, Sita e Lakshmana para fora da cidade. Toda a população ficou muito triste e pesarosa por tal acontecimento, seguindo e dormindo na floresta com Eles. Mas cedo pela manhã, antes dos habitantes da cidade terem acordado, Rama, Sita e Lakshmana partiram silenciosamente numa carruagem, para fugir das pessoas. Apesar de tudo, Sri Rama tinha concordado com o exílio, e Ele não ficaria exilado se as pessoas da cidade ficassem junto com Ele e Seus acompanhantes.

Uma vez tendo enviado a carruagem, sozinha, para a cidade de onde vieram, e tendo abandonado a vizinhança da cidade de Ayodhya, e penetrado na floresta, na área onde viviam os sábios, Rama, Lakshmana e Sita, estavam completamente sós. Ali, Eles encontraram o primeiro dos muitos demônios que encontrariam posteriormente. Este era Viradha, que tinha muitas cabeças de animais amarradas na sua lança, e que havia agarrado Sita. Uma batalha travou-se entre Rama, e o demônio, junto com Lakshmana, no que Sita foi liberada.

Lakshmana construiu uma cabana para Rama e Sita, e Eles viveram nela uma vida simples e humilde por muitos anos. Os sábios e eremitas dos arredores freqüentemente vinham visitá-lOs, e pediam ajuda para os ataques constantes dos Rakshasas que atacavam e matavam os sábios. etc. Rama e Lakshmana mataram muitos demônios meio-homens, durante anos.

Certa feita, um demônio mulher chamada de Surpanakha aproximou-se da cabana. Escondidos por entre as árvores ele viu a bela forma de Rama e ficou cobiçosa. Então, ela desejou Rama, mas ela se esqueceu de mudar a sua forma para uma bela mulher. Na sua horrorosa forma, ela se aproximou de Rama e pediu para Ele deixar a sua "magrela" esposa Sita, e casar-se com ela, no seu lugar.

Rama havia jurado não aceitar outra esposa além de Sita, apesar da cultura da época permitir o casamento de um rei com várias outras esposas. Assim, Ele não tinha como cumprir o pedido de Surpanaka, mesmo que ela fosse uma bela e maravilhosa mulher, mas uma vez que ela era um demônio feio, Ele a provocou: "Eu sou casado, mas por que você não aceita meu irmão que não tem esposa, e fica com ele?". Ele olhou para Lakshmana, e viu que Ele era também atrativo. Então Lakshmana entrou no "jogo", também, dizendo que Rama era uma escolha melhor. Ficando irada, Surpanakha atacou Sita repentinamente, mas Lakshmana, num relâmpago, cortou as orelhas e o nariz de Surpanakha.

Surpanakha saiu correndo, chamando seu irmão mais novo, Khara, que tinha um exército a sua disposição. Vendo a sua irmã desfigurada, e vendo a sua posição de demônio da floresta ser insultada, Khara, primeiramente, enviou quatorze demônios guerreiros para matar os três. Mas Rama matou todos eles; então, Khara reuniu o seu exército e organizou um forte ataque. No caminho, eles tiveram um mau presságio, como um falcão na carruagem, corvos, chacais uivantes, chamas ao redor do Sol, e nuvens que choviam sangue. Mas no seu orgulho, Khara ignorou estes sinais...

Segundo a tradição dos Vedas, não é uma boa idéia ignorar os sinais de maus presságios. Rama destruiu todo o exército do maldoso Khara, não sobrando nada que não fosse destruído. Depois de todos os soldados serem mortos, chegou a vez de Khara ser morto, e Sri Rama saiu completamente vitorioso. Lakshmana não fez parte desta luta; Ele ficou tomando cuidado de Sita.

Surpanakha foi então procurar pelo seu irmão mais velho, o demônio Rakshasa mais perigoso, com dez cabeças, chamado Ravana. sendo astuto nos seus métodos, e querendo vingar-se da morte do seu irmão Katha. Surpanakha não apenas referiu-se ao fato da morte do irmão e do seu desfiguramento, como também mencionou que Sita, a esposa de Rama, tinha uma rara beleza, sendo a mulher mais linda do mundo.

Ravana, sendo famoso por atemorizar e atormentar os sem-deuses, era bem conhecido pelo seu harém, o qual ele tinha formado por raptar as esposas e princesas de outros reinos, ao redor de todo o universo. Então, ele ficou obcecado com a idéia de raptar Sita de Rama.

Nesta gravura nós vemos Ravana indo até o demônio Maricha para pedir ajuda na realização de um plano. de forma interessante, Maricha era um dos demônios que havia sido jogado a milhares de quilômetros dentro do Oceano, quando Rama foi chamado para ajudar os sábios na floresta. Tendo tido um encontro anterior com Rama, Maricha decidiu-se afastar-se das suas atividades demoníacas, para se tornar um sábio.

Não respeitando a decisão de Maricha, Ravana ordenou que ele se tornasse um veado dourado (pelos poderes místicos que tinha), para ajudar na conspiração contra Rama. Quando Maricha tentou recusar isso, Ravana ameaçou matá-lo. Então Maricha pensou que ser morto por Rama seria melhor do que ser morto por Ravana, e então ele concordou em ajudar nos planos malignos de Ravana.

O plano que Ravana propôs, era este: Maricha, de modo sobrenatural, na figura de um belo veado dourado, deveria descolar-se até a cabana de Rama, Lakshmana e Sita, de tal modo que Sita deveria ficar hipnotizada ao vê-lo, e pedir para Rama capturá-lo para Ela. Desta forma tanto Rama como Lakshmana seria atraídos para saírem da proteção de Sita. Mas o que aconteceu foi o seguinte, Rama realmente saiu na perseguição para pegar o veado, mas o Seu irmão tinha suspeitado de toda a coisa, e então Rama pediu para que Lakshmana ficasse ali e protegesse Sita.

Estando na floresta, Sri Rama começou a perceber o plano sujo, atirando e flechando mortalmente o veado místico. Tão logo foi flechado, o veado caiu morrendo, mas imitou a voz de Rama dizendo : "Socorro, Lakshmana, socorro!". Sita ouviu o apelo, e implorou para que Lakshmana fosse acudir o pedido de Rama. Lakshmana sabia que nada podia ferir Rama, mas quando Sita ficou assim tão agitada, e ouvindo Ela dizer que Rama poderia morrer, Lakshmana sentiu-se magoado com isso, e concordou em deixar a cabana. Então ele invocou um círculo mágico protetor ao redor de Sita, e da cabana, e disse para que Ela permanecesse no círculo, e então Ele saiu para encontrar Rama.

Quando Lakshmana saiu, Ravana veio, disfarçando-se de um Brahmana enfraquecido, e pedindo comida (a tradição védica diz que não se deve negar alimento para um Brahmana, que pede por ele). Com compaixão, Sita trouxe alimento para ele, saindo de dentro do círculo mágico. Imediatamente, Ravana revelou a sua verdadeira identidade, e raptou Sita, colocando-A dentro da carruagem, puxada por asnos, com rostos endiabrados.

Na carruagem, voando alto no ar, Sita gritou por ajuda. Uma tentativa heróica de ajudar Sita veio na forma de Jatayu, um velho falcão que havia sido amigo do pai de Rama, o rei Dasarath. Jayatu não era um pássaro comum, e então ele atacou Ravana, destruindo a carruagem. Mas Ravana feriu Jatayu com flechas, e eles todos caíram no chão. Jatayu caiu mortalmente ferido; Ravana segurou Sita, e vou com ela sem a ajuda da carruagem.

Vendo que Sita estava perdida, Rama correu para a floresta Se lamentando, chamando pelo nome d´Ela, e perguntando para todos onde Ela poderia estar. Lakshmana estava se lamentando por ter desobedecido as ordens do Seu irmão, tendo a cabeça curvada. Em toda a floresta, os animais também ficaram pesarosos pelo ocorrido.

Enquanto Sri Rama procurava por Sita, Ravana carregou-A cruzando o Oceano, para o seu reino de Lanka, colocando-A sobre guarda, rodeada por demônios mulheres, num bosque. Devido a uma maldição, Ravana não ousava forçar uma mulher, temendo a morte, mas ele esperava convencê-la através dos seus encantos masculinos. No caso de falhar nos seus encantamentos masculinos, ele disse a ela que se ela não o aceitasse, dentro de um ano, ele iria comer o seu corpo no café-da-manhã.

Sita ficou desesperada, e decidiu jejuar até a morte. Sabendo disso, os semi-deuses ficaram ansiosos pelo que a morte de Sita causaria no coração de Rama, e por não matar Ravana. Os semi-deuses temiam Ravana enormemente, e haviam confiado em Rama de libertar o universo inteiro da tirania de Ravana. Então, Sri Indra, o semi-deus das chuvas (o maior dos semi-deuses em importância), foi até Sita com um pote de arroz-doce, o qual era um alimento espiritual, que havia sido oferecido para a Suprema Personalidade de Deus (Prasada). O alimento dado por Indra trazia a bênção de que, quem o comesse, jamais sentiria fome. Sita, respeitando o alimento espiritual, aceitou-O, deixando a idéia de jejuar até a morte. Acompanhando o Senhor Indra estava Nidra, o semi-deus que colocou os demônios que estavam de vigia a dormir, durante toda a reunião com Sita.

Rama e Lakshmana haviam encontrado o pássaro Jatayu morrendo, que no seu último suspiro disse para Eles o que havia acontecido. Então Eles entraram na floresta na direção do Oceano, centenas de milhas adiante. No caminho, Eles foram repentinamente capturados por um gigante, um terrível demônio chamado de Kadanbha. Kabandha não tinha pescoço, e tinha braços de oito milhas de cumprimento. Rama e Lakshmana lutaram com o demônio, fazendo com que ele afastasse seus braços, fazendo com que caíssem no chão.

Conta-se o seguinte: era dito que o demônio havia sido um semi-deus, que queria assumir a forma de um demônio para assustar as pessoas. Um sábio, irritado por aquele comportamento, amaldiçoou-o para que permanecesse como um demônio. O sábio, disse também, que ele seria libertado, no curso dos tempos, por Rama e Lakshmana. Um vez, numa luta com Indra, ele recebeu um raio que retirou-lhe a cabeça colocando-a no peito.

Rama e Lakshmana mataram o demônio, e cremaram o seu corpo. Desta maneira, Kabandha subiu aos céus na sua forma de semi-deus, e orientou Rama para pedir ajuda dos macacos, que estavam sob a governo do rei macaco, Sugriva.

Na floresta, Rama e Lakshmana encontraram os macacos, reinados pelo rei Sugriva, onde conheceram Hanuman e Seus companheiros.

Um bando de macacos foi enviado para o sul do continente, tendo sido orientados por testemunhas de que Sita havia sido levada para lá, cruzando o oceano. Os macacos escolheram Hanuman como sendo o único capaz de pular, cruzando o oceano. Hanuman transformou-se num gigante, subiu no topo de uma montanha, e voou por sobre as ondas de Lanka, na procura de Sita.

Ao chegar em Lanka, Hanuman transformou-se num pequeno macaco, andando ao redor da cidade a procura de Sita. Então Ele A encontrou num bosque, rodeada pelas demônios de Ravana. Na primeira vista, Sita suspeitou que se tratasse de mais um truque de Ravana, para atormentá-la, mas Sri Hanuman convenceu-A ao cantar as glórias de Sri Rama, dando a correta descrição d´Ele. Finalmente, Sri Hanuman presenteou Sita com o anel de Rama, o qual Ela reconheceu.

Hanuman foi capturado pelos soldados de Ravana. Então, eles decidiram humilhá-lO em vez de matá-lO, não levando o mensageiro de Rama muito a sério. Eles colocaram fogo na cauda de Hanuman, e Ele, em retaliação, colocou fogo na cidade. Ele disse que uma maldição cairiam por sobre o reino de Ravana, pela ofensa de ter raptado Sita, então ele saltou novamente, retornando para onde esta Rama, levando as notícias.

Rama tinha no Seu auxílio um exército de milhões de macacos, mas a enorme distância do continente até Lanka, no Oceano, era um obstáculo. Os semi-deuses do mar prometeram para Rama que as pedras iriam flutuar na construção de uma ponte, que deveria ser construída. Os macacos trabalharam arduamente, carregando pedras e árvores para construir a enorme ponte. Todo o exército marchou, cruzando a ponte, até Lanka.

A cidade de Lanka, na manhã seguinte, despertou rodeada de milhões de soldados macacos. Ravana, por sua vez, tinha um enorme exército de demônios Rakshasas, de modo que uma grande batalha ocorreu.

Num determinado ponto, milhares de setas-serpentes picaram Rama e Lakshmana, que caíram no campo de batalha para morrer. Mas a grande águia Garuda, veio salvá-lOs. Garuda é transportador do Senhor Vishnu. Ele tinha o desejo de servir a missão do Senhor, nos Seus passatempos, ajudando o Senhor Ramachandra.

De fato, as milhares de flechas eram serpentes transformadas misticamente em setas. Mas Garuda come as serpentes, e eles ficaram com muito medo ao vê-lO. As serpentes recuperaram a forma de serpentes, e rapidamente deslizaram para fora dali. Então, Garuda tocou Rama e Lakshmana, curando-os dos Seus ferimentos.

A batalha colérica durou dias. Ravana havia perdido os seus generais mais importantes. Então ele percebeu que era hora de acordar Kumbakarma, o irmão de Ravana. A única característica era o fato de ele ser um gigante. Há muito tempo atrás, ele havia criado um tumulto no universo, comendo muitas pessoas, e os semi-deuses o amaldiçoaram colocando-o para dormir 364 dias por ano, e apenas despertando um dia por ano para comer.

Kumbakarma dormia no chão de uma caverna com oito milhas de comprimento, para acomodar sua forma gigante. Tropas de demônios entraram na caverna, tendo que tolerar o ciclone da respiração má que saia do demônio, quando ele roncava. Eles trouxeram baldes de sangue para gratificá-lo. Eles fizeram ruídos, com galopar de cavalos, elefantes, asnos, andando por sobre e ao redor do seu peito. Não foi fácil acordar o gigante do seu sono.

Quando Kumbakarma, finalmente, acordou, ele juntou-se a batalha, matando milhares de macacos com um simples balançar da sua maça, jogando punhados dos soldados macacos dentro da sua boca, e os comendo. Os macacos jogavam rochas e pedaços de montanha no demônio, mas nada adiantava.

Finalmente, Rama o matou, primeiro cortando um dos seus braços, e depois o outro, depois suas pernas, e, por fim, a sua cabeça.

A batalha enfureceu, e Rama e Lakshmana foram feridos gravemente por flechas especiais, e foi dito que apenas um tipo de erva poderia curar a febre, e salvá-lOs da morte. Esta erva estava numa montanha no Himalaia, e Os salvaria.

Hanuman, mais uma vez, pulou alto no ar e voou até o Himalaia, encontrando a montanha, mas não conhecia qual era a erva que deveria colher. Então, ele pegou a montanha e carregou-a com ele para o campo de batalhas, onde estavam os especialistas que conheciam a erva e sabiam como realizar o tratamento com ela. Deste modo, Rama e Lakshmana foram tratados com a erva, bem como todo o exército de macacos.

Todos os generais de Ravana foram mortos, e agora Ravana estava lutando pessoalmente com Rama. Nesta ocasião, Indra deu uma carruagem de ouro para Rama, de modo que ficaram frente a frente em meio a batalha. Rama atirou muitas flechas nas cabeças de Ravana, mas cada uma que caía, outra surgia nas costas de Ravana, jogando flechas em Rama. Finalmente, Rama atirou uma flecha mística em Ravana, jogando o demônio no chão, e o matando.

A grande batalha terminara. Sita retornou para Rama, mas Rama fingiu desconfiar d´Ela. Ele pensou, "Sita havia sido fiel a Ele ou não?". Ele deu a Ela a liberdade. Estando deprimida, Ela preparou uma pira, acendeu-a, e entrou no fogo. Em seguida, o semi-deus do fogo, Agni, trouxe-A de forma sem nenhum dano, dizendo: "Rama, o senhor deve aceitá-lA; Ela é absolutamente pura".

A época do período de exílio havia passado, e era tempo de retornar a Ayodhya. Rama, Lakshmana, Sita, Sugriva, e também Hanuman, e muitos outros que ajudaram na batalha contra Ravana, foram para a cidade, nos maravilhosos aeroplanos que haviam sito roubados dos semi-deuses, tendo agora sido recuperados.

O irmão de Rama, Bharat, do qual o reino forçou o exílio, jamais havia aceito a realeza, e reinou representando Rama. Houve um grande regozijo no retorno triunfante de Rama, que governou o reino na retidão.

 

O Ramayana

© Direitos de tradução, para o Português da SOCIEDADE DA VIDA DIVINA BRASIL
 

Categoria: Artigos de Yoga

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