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SAM?DHI P?DA

Sobre (p?da) a superconsciência (sam?dhi)

 

Yoga S?tra


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Sam?dhi P?da (sobre a superconsciência)

S?dhan? P?da (sobre a prática)

Vibh?ti P?da (sobre as conquistas)

Kaivalya P?da (sobre a Emancipação)

 

 

 

 

O que é Yoga?

Aw yaeganuzasnm!.1.

atha yog?nu??sana?

(I-1)  Agora (atha) uma exposição do ensinamento (anu??sana?) para (obter-se) o estado de yoga.

Agora você está pronto para conhecer Deus.

yaegiíÄv&iÄinraex>.2.

yoga? citta-v?tti-nirodha?

(I-2)  Yoga é a cessação (nirodha?) [da identificação com] dos processos reativos (v?tti) da mente (citta).

Conhecê-lo implica cessar todo o nosso barulho interno.

tda Ôòu> Svêpe=vSwanm!.3.

tad? dra??u? svar?pe'vasth?na?

(I-3)  Então (tad?), o Observador (dra??u?) está estabelecido (avasth?nam) em sua própria natureza essencial (svar?pa) [e fundamental].

e nos estabelecermos em nossa própria Natureza Divina.

v&iÄsaêPyimtrÇ.4.

v?tti-s?r?pyam itaratra

(I-4) De outra maneira (itaratra) [fora do estado de yoga], existe identificação (s?r?pyam) [entre o observador e] os processos reativos (v?tti) [mentais].

Pois de outra forma, nos identificaremos com o próprio barulho.

 Modificações da mente

v&Äy> pÂtYy> i¬òai¬òa>.5.

v?ttaya? pañcataya? kli???kli???h

(I-5) Os processos reativos (v?ttaya?) [mentais] são de cinco tipos (pañcataya?) [alguns] dolorosos (kli???) e [outros] não dolorosos (?kli???h).

Nosso barulho interno vem de cinco fontes, dolorosas e indolores:

àma[ivpyRyivkLpinÔaSm&ty>.6.

pram??a-viparyaya-vikalpa-nidr?-sm?taya?

(I-6)  [Eles são:] conhecimento correto (pram??a), conhecimento equivocado (viparyayah), a construção mental (vikalpa) [ou imaginação], o sono (nidr?) e memória (sm?ti).

do nosso conhecimento correto, nossos enganos, nossa imaginação, nosso sono sem sonhos e nossa memória.

àTy]anumanagma> àma[ain.7.

pratyak??num?n?gam?? pram???ni

(I-7) O conhecimento correto (pram??a) [é baseado em] cognição sensorial direta (pratyak?a), inferência lógica (anum?na) ou testemunho reconhecido (?gam?).

Nosso conhecimento correto provém daquilo que captamos com os sentidos, de nossa lógica racional e do testemunho de outros.

ivpyRyae imWya}anmtÔUpàitòm!.8.

viparyayo mithy?-jñ?nam atad-r?pa-prati??ha?

(I-8) O conhecimento equivocado (viparyayah) [supõe] um conhecimento mental (jñ?nam) falso (mithy?) [de uma coisa], que não (a) corresponde (prati??ham) com sua (tad) real forma (r?pa) [e sim com a aparente].

Nossos enganos provêm de nossa relação com as aparências das coisas.

zBd}ananupatI vStuzUNyae ivkLp>.9.

?abda-jñ?n?nup?t?-vastu-??nyo vikalpa?

(I-9) [O processo reativo de] construção mental (vikalpa) [ou imaginação] provém (anup?t?) do conhecimento (jñ?nam) verbal (?abda) vazio (??nyah) [ou sem base em nada] de objetivo (vastu).

Nossas imaginações são barulhos que não se baseiam em nada objetivo.

A-avàTyyalMbna v&iÄinRÔa.10.

abh?va-pratyay?lamban? v?ttir nidr?

(I-10) O processo reativo mental (v?ttir) [que surge durante o] sono profundo (nidr?) baseia-se (?lamban?) na sensação de ausência (abh?va) de qualquer conteúdo mental (pratyaya).

 A própria sensação de ausência de conteúdo mental é o barulho mental próprio do sono sem sonhos.

Anu-Utiv;yas—àmae;> Smi«t>.11.

anubh?ta-vi?ay?sa?pramo?a? sm?ti?

(I-11) O não completo desaparecimento (asampramo?a?) de um objeto (vi?aya) percebido (anubh?ta) é [o processo reativo mental de] retenção (sm?ti) ou memória.

E nossa memória é o barulho interno proveniente daquilo que retemos após contato com o externo.

Prática perseverante e desapego

A_yasvEraGya_ya< tiÚraex>.12.

abhy?sa-vair?gy?bhy?? tan-nirodha?

(I-12) A cessação (nirodha?) desses (tan) [cinco processos reativos mentais] é obtida pela (abhi) prática perseverante (abhy?sa) e pelo desapego (vair?gya).

Mas só nos desidentificaremos desses barulhos se formos perseverantes e desapegados.

tÇ iSwtaE yÆae=_yas>.13.

tatra sthitau yatno'bhy?sa?

(I-13) A prática perseverante (abhy?sa?) é o esforço (yatna?) [constante] para permanecer firmemente estabelecido (sthiti) nele (tatra) [no estado de cessação dos processos reativos mentais].

A perseverança é o esforço constante de se permanecer imerso no Vazio do Silêncio interior,

s tu dI"RkalnErNtyRsTkaraseivtae †F-Uim>.14.

sa tu d?rgha-k?la-nairantarya-satk?r?sevito d??ha-bh?mi?

(I-14) Entretanto (tu), essa (sa) [prática perseverante] torna-se firmemente (d??ha) estabelecida (bh?mi?) quando levada a cabo (?sevito) por longo (d?rgha) tempo (k?la), de forma apropriada (satk?ra) e sem interrupção (nairantarya).

um esforço duradouro, apropriado e ininterrupto,

†òanuïivkiv;yivt&:[Sy vzIkars—}a vEraGym!.15.

d????nu?ravika-vi?aya-vit???asya va??k?ra-sa?jñ? vair?gya?

(I-15) A consciência (sa?jñ?) de [auto-]domínio (va??k?ra), de alguém que tenha deixado de desejar (vit???asya) por objetos (vi?aya) vistos (d????) ou revelados (anu?ravika), é chamada desapego (vair?gya).

e o desapego é o autodomínio da ausência de desejos conscientes por qualquer coisa, percebida ou não.

tTpr< pué;OyateguR[vEt&:{ym!.16.

tatpara? puru?a-khy?ter gu?avait???ya?

(I-16) Quando se percebe (khy?ter) o Si-mesmo (puru?a), se alcança o (tat) supremo (para?) [desapego] e se manifesta a completa indiferença (vait???ya?) pelos elementos fundamentais da matéria (gu?a).

Mas o verdadeiro desapego só surge quando conhecemos Deus, através da ampliação de nossa consciência.

Tipos de interiorização

ivtkRivcaranNdaiSmtanugmat! s—à}at>.17.

vitarka-vic?r?nand?smit?nugam?t sa?prajñ?ta?

(I-17) O conhecimento transcendente (sa?prajñ?ta?) [ou êxtase consciente que vem com a superconsciência – sam?dhi] é acompanhado (anugam?t) por associações verbais (vitarka) [ou raciocínio dialético], sutis (vic?ra) [ou reflexão mental], de bem-aventurança (?nanda) [ou sentido de puro ser] e de [pura] consciência de uma existência individual (asmit?).

Ampliar nossa consciência é, partindo desse confuso barulho, perceber a verdadeira compreensão das coisas, alcançar a plenitude no vazio e atingir a percepção de nossa verdadeira Natureza Divina.

ivramàTyya_yaspUvR> s<Skarze;ae=Ny>.18.

vir?ma-pratyay?bhy?sa-p?rva? sa?sk?ra-?e?o ' nya?

(I-18) [É necessário] primeiro (p?rva?) um esforço persistente (abhy?sa) na supressão (vir?ma) dos conteúdos da consciência (pratyaya), [para que surja] o outro (anya?) [estado de consciência que transcende o conhecimento – asa?prajñ?ta?] [onde somente existem as] impressões latentes (sa?sk?ra) remanescentes (?e?a?).

Mas para isso, temos que suprimir tudo o que surgir em nossa tela mental para se poder perceber nossos próprios condicionamentos.

O esforço na prática

-vàTyyae ivdehàk«itlyanam!.19.

bhava-pratyayo videha-prak?tilay?n??

(I-19) Esse estado de consciência que transcende o conhecimento, nos seres imateriais (videha) e nos fundidos (lay?n?m) na matéria (prak?ti), [se deve à persistência da] imagem mental (pratyayo) de existência (bhava) [pessoal].

Para alguns seres da natureza, essa percepção já é presente,

ïÏavIyRSm&itsmaixà}apUvRk #tre;am!.20.

?raddh?-v?rya-sm?ti-sam?dhi-prajñ?-p?rvaka itare???

(I-20)  [No caso] dos outros (itare??m), [o estado de consciência mencionado em I-18 – asa?prajñ?ta? sam?dhi], é precedido (p?rvakah) por fé (?raddh?), energia (v?rya), memória (sm?ti) e superconsciência (sam?dhi) com conhecimento transcendente (prajñ?) [ou sa?prajñ?ta?].

mas nós necessitamos de auto-entrega, suficiente energia e registros pessoais de experiências e conhecimentos transcendentes.

tIìs<veganamasÚ>.21.

tivra-sa?veg?n?m ?sanna?

(I-21) [O estado de consciência que transcende o conhecimento – asa?prajñ?ta?] está mais perto (?sanna?) para aqueles [que praticam] com muita (tivra) intensidade (sa?veg?n?m).

Alcançar a supressão das imagens em nossa tela mental implica numa prática intensiva,

m&ÊmXyaixmaÇTvat! ttae=ip ivze;>.22.

m?du-madhy?dhim?tratv?t tato'pi vi?e?a?

(I-22) [Visto que uma] diferenciação (vi?e?a?) também (api) [surge] em razão (tatah) do teu (tv?t) suave (m?du), médio (madhya) ou intenso (adhim?tra) [esforço].

pois há uma diferença de conquistas entre quem mantém um suave, médio ou intenso esforço,

Via direta mediante a devoção

$ñrài[xanaÖa.23.

i?vara-pra?idh?n?d v?

(I-23) E também (v?) [está próxima para aqueles que praticam a] auto-entrega (pra?idh?n?t) ao Senhor (I?vara).

e quem se entrega totalmente ao Senhor:

¬ezkmRivpakazyErpram&ò> pué;ivze; $ñr>.24.

kle?a-karma-vip?k??ayair apar?m???a? puru?a-vi?e?a I?vara?

(I-24) Esse Ser Supremo (I?vara?) é um Si-mesmo (puru?a) especial (vi?e?a), que é incólume (apar?m???a?) às causas de aflições (kle?a) da vida e aos resultados imediatos (vip?ka) ou latentes (??ayaih) das suas ações (karman).

Aquele que age incólume aos efeitos de suas ações,

tÇ inritzy< svR}bIjm!.25.

tatra nirati?aya? sarvajña-b?jam

(I-25) Nele (tatra) está, em grau mais elevado (nirati?aya?), a semente (b?jam) da Onisciência (sarvajña).

Aquele que é a Suprema Energia Onisciente,

s pUvRe;amip gué> kalenanvCDedat!.26.

sa p?rve??m api guru? k?len?na-vacched?t

(I-26) Mestre (guru?) [aquele que dissipa a ignorância] inclusive (api) dos primeiros (p?rve??m) [mestres], pois não está condicionado (?navacched?t) [ou limitado] pelo tempo (k?la).

Mestre dos mestres, não limitado pelo tempo e

  tSy vack> à[v>.27.

tasya v?caka? pra?ava?

(I-27) Seu (tasya) símbolo verbal místico (v?caka?) é aquele continuamente novo (pra?ava?): [o OM].

cuja Voz ecoa no Vazio como o divino Som criador.

t¾pStdwR-avnm!.28.

tajjapas tad-artha- bh?vana?

(I-28) Sua (taj) constante repetição (japah) [do pra?ava? OM], [junto com] a evocação mental (bh?vana?) de seu (tad) significado objetivo (artha).

Quando se mantém o foco mental Nele e em Seu divino Som,

tt> àTyKcetnaixgmae=PyNtraya-aví.29.

tata? pratyak-cetan?dhigamo 'py antar?y?-bh?va? ca

(I-29) Em conseqüência (tata?) [da prática de I-28] adquire-se (adhigamah) a orientação da consciência (cetana) para o interior (pratyak) e (ca) também (api) o desaparecimento (abh?vah) dos obstáculos (antar?ya).

obtém-se a remoção de todas as distrações que nos impedem a interiorização no Silêncio.

Os obstáculos e soluções

VyaixSTyans<zyàmadalSyaivritæaiNtdzRnalBx-UimkTvanviSwtTvain
icÄiv]epaSte=Ntraya>.30.

vy?dhi-sty?na-sa??aya-pram?d?lasy?virati-bhr?nti-dar?an?labdhabh?mi-katv?navasthitatv?ni citta-vik?ep?s te 'ntar?y??

(I-30) Estes (te) [são os] obstáculos (antar?y??) [que causam a] distração (vik?ep?h) da mente (citta): doença (vy?dhi), apatia (sty?na), dúvida (sa??aya), falta de entusiasmo (pram?da) [ou displicência], preguiça (?lasya), avidez por objetos mundanos (avirati), confuso ponto de vista (bhr?nti-dar?ana), não-conquista de um estágio [de interiorização] (alabdhabh?mikatva) e instabilidade [da conquista de um estágio de interiorização] (anavasthitatva).

As distrações que podem assim serem vencidas são: a doença, a apatia, a dúvida, a falta de entusiasmo, a preguiça, a busca pelo mundano, a confusão mental, a não-conquista ou a instabilidade na conquista de uma etapa de interiorização.

Ê>odaEmRnSya¼mejyTvñasàñasa iv]epsh-uv>.31.

du?kha-daurmanasy??gamejayatva-?v?sa-pra?v?s? vik?epa-sahabhuva?

(I-31) Insatisfação (du?kha), depressão (daurmanasya), nervosismo (a?gamejayatva) e respiração (?v?sa-pra?v?s?) [irregular] acompanham (sahabhuva?) as distrações (vik?epa).

Insatisfações, depressões, nervosismos e alterações respiratórias são sintomas causados por essas distrações.

tTàit;exawRmektÅva_yas>.32.

tat-prati?edh?rtham eka-tattv?bhy?sa?

(I-32) A fim de (?rtham) neutralizar (prati?edha) esses (tat) [sintomas causados pelas distrações, deve haver] uma prática perseverante (abhy?sa) [de fixar a mente] em uma só (eka) verdade ou princípio essencial (tattva).

A fim de cessar esses sintomas e serenizar a mente, para conseguir se manter o foco mental Nele, deve-se manter o foco em um único dos seguintes princípios:

Pacificação da mente

mEÇIké[amuidtaepe]a[a< suoÊ>opu{yapu{yiv;ya[a— -avnatiíÄàsadnm!.33.

maitr?-karu??-muditopek????? sukha-du?kha-pu?y?pu?ya-vi?ay??a? bh?van?ta? citta-pras?danam

(I-33) A serenização (pras?danam) da mente (citta) [é obtida] pelo cultivo (bh?van?ta?) [de atitudes de] cordialidade (maitr?), compaixão (karu??), alegria (mudit?) e equanimidade (upek??) diante de situações (vi?ay??a?) de satisfatoriedade (sukha), miséria (du?kha), virtude [ou justiça] (pu?ya) e injustiça [ou perversidade] (apu?ya).

cultivar atitudes de cordialidade perante sintomas agradáveis, de compaixão perante sintomas dolorosos, alegria perante o virtuoso e equanimidade perante o injusto;

àCDdRnivxar[a_ya< va àa[Sy.34.

pracchardana-vidh?ra??bhy?? v? pr??asya

(I-34) Ou (v?) [a mente se sereniza] pela expiração (pracchardanam) e retenção (vidh?ra??bhy??) do alento (pr??asya) [ou respiração].

expirar e manter-se relaxado e confortável na ausência de respiração; ou

iv;yvtI va àv«iÄéTpÚa mns> iSwitinbNxnI.35.

vi?ayavat? v? prav?ttir utpann? manasa? sthiti-nibandhan?

(I-35) Ou (v?) [a mente se sereniza] quando se produz (utpann?) uma perfeita (pra) percepção (v?ttir) [mental] de um objeto (vi?ayavat?) mantendo (nibandhan?) inativa (sthiti) a mente discriminativa (manasa?).

permanecer no presente, mantendo-se um foco mental e inibindo-se a atividade discriminativa e associativa da mente.

ivzaeka va Jyaeit:mtI.36.

vi?ok? v? jyoti?mat?

(I-36) Ou (v?) [a mente se sereniza através de percepções] indolores (vi?ok?) ou luminosas (jyoti?mat?) [experimentadas interiormente].

Esse foco mental pode ser qualquer percepção interior, indolor ou luminosa,

vItragiv;y< va icÄm!.37.

v?ta-r?ga-vi?aya? v? cittam

(I-37) Ou (v?) a mente (cittam) [se sereniza quando] dirigida àqueles objetos (vi?aya?) [que estão] livres (v?ta) de apego (r?ga).

ou a lembrança de seres livres do apego,

SvßinÔa}analMbn< va.38.

svapna-nidr?-jñ?n?lambana? v?

(I-38) Ou (v?) [a mente se sereniza quando] apoiada (alambana?) em conhecimentos (jñ?na) obtidos durante o sono, com sonhos (svapna) ou sem sonhos (nidr?).

ou de conhecimentos oníricos,

ywai-mtXyanaÖa.39.

yath?bhimata-dhy?n?d v?

(I-39) Ou (v?) [a mente se sereniza pela prática da] meditação (dhy?n?d) que (yatha) se desejar (abhimata).

ou, enfim, a prática meditativa que se desejar.

Resultados da serenização mental

prma[uprmmhÅvaNtae=Sy vzIkar>.40.

param??u-parama-mahattv?nto 'sya va??k?ra?

(I-40) [Quando a mente se sereniza], seu (sya) poder de controle (va??k?ra?) estende-se (antah) desde o mais ínfimo átomo (param??u) até a grandeza (mahattva) suprema (parama).

A serenidade mental assim obtida nos dá o controle desde o micro até o macrocosmo. 

]I[v&Äeri-jatSyev m[e¢RhIt&¢h[¢aýe;u tTSwtdÃnta smapiÄ>.41.

k???a-v?tter abhij?tasyeva ma?er grah?t?-graha?a-gr?hye?u tatstha-tadañjanat? sam?patti?

(I-41) Após o total enfraquecimento (k???a) [da identificação com] os seus (sya) processos reativos (v?tti) [da mente], como (iva) uma jóia (ma?i) transparente (abhij?ta) assume (tatsthata) [a cor de uma superfície] colorida (tadañjanat?), o conhecedor (grah?t?), o processo do conhecimento (graha?a) e o objeto conhecido (gr?hye?u), [se fundem numa] completa absorção (sam?patti?) [recíproca].

À medida que o barulho mental se enfraquece, da mesma forma que uma jóia transparente assume a cor do que está em seu íntimo, o eu inferior paulatinamente toma a forma do Eu Superior.

  tç zBdawR}anivkLpE> s—kI[aR sivtkaR.42.

tatra ?abd?rtha-jñ?na-vikalpai? sa?k?r?? savitark?

(I-42) Nela (tatra), [na completa absorção – sam?patti?] com raciocínio dialético (savitark?), se misturam (sa?k?r??) as construções mentais indistinguíveis (vikalpa) do som (?abda), do objeto em si (artha) e da sua compreensão mental (jñ?na).

No estágio inicial de ampliação da consciência, os nomes, os objetos e sua verdadeira compreensão mental são indistinguíveis.

Sm&itpirzuÏaE SvêpzUNyevawRmaÇin-aRsa inivRtkaR.43.

sm?ti-pari?uddhau svar?pa-??nyev?rtha-m?tra-nirbh?s? nirvitark?

(I-43) Na purificação total (pari?uddhi) da memória (sm?ti), quando a mente se esvazia (??nya) de sua natureza essencial (svar?pa), refletindo (nirbh?sa) exclusivamente o objeto em si (artha-m?tra), [atinge-se a completa absorção – sam?patti?] sem raciocínio dialético (nirvitark?).

Quando a mente associativa se esvazia de suas crenças e “pré-conceitos”, atinge-se um novo estágio mais puro de consciência, onde se inicia a compreensão da Verdade.

@tyEv sivcara inivRcara c sUúmiv;ya VyaOyata.44.

etayaiva savic?r? nirvic?r? ca s?k?ma-vi?ay? vy?khy?t?

(I-44)  De igual maneira maneira (etayaiva) se explica (vy?khy?t?) [a completa absorção – sam?patti?] com (savic?ra) e sem (nirvic?ra) associações com objetos (vi?ay?) sutis (s?k?ma) [como raciocínio dialético ou reflexão mental].

E essa compreensão da Verdade também deve ser esvaziada e purificada de nossas crenças e “pré-conceitos”,

sUúmiv;yTv< cail¼pyRvsanm!.45.

s?k?ma-vi?ayatva? c?li?ga-pary-avas?nam

(I-45) [Essa] sutileza (s?k?ma) dos objetos (vi?ayatva?) estende-se (pary-avas?nam) até (ca) o indeterminado (ali?ga) [estágio de manifestação dos elementos fundamentais da matéria – gu?a]

até que se atinja a percepção da mais sutil e indeterminada manifestação objetiva das coisas.

ta @v sbIj> smaix>.46.

t? eva sab?jah sam?dhih

(I-46) Essas (t?) [absorções] realmente (eva) pertencem a um tipo de superconsciência (sam?dhih) com "semente" (sab?jah).

Todo esse processo de ampliação da consciência descrito, se limita ao universo manifestado.

inivRcarvEzar*e=XyaTmàsad>.47.

nirvic?ra-vai??radye 'dhy?tma-pras?da?

(I-47) A claridade (pras?da?) do Ser interior (adhy?tmam) [surge] com a transparência (vai??radya) [do estado de completa absorção – sam?patti?] sem associações sutis (nirvic?ra).

Nesse segundo estado ampliado de consciência percebe-se, em nosso íntimo, a claridade de nosso Ser Interior, da Presença,

\tM-ra tÇ à}a.48.

?tambhar? tatra prajñ?

(I-48) Nele (tatra) [no estágio transparente de completa absorção sem associações sutis – nirvic?ra sam?patti?), o conhecimento transcendente (prajñ?) é a Verdade (?tambhar?).

e se conhece a Verdade.

ïutanumanà}a_yamNyiv;ya ivze;awRTvat!.49.

?rut?num?na-prajñ?bhy?m anya-vi?ay? vi?e??rthatv?t

(I-49) [O conhecimento direto da Verdade – prajñ? ?tambhar?] é diferente (anya) do conhecimento (prajñ?bhy?m) baseado no testemunho (?ruta) ou em inferência (anum?na), [porque] abrange (vi?ay?) um objeto (arthatv?t) [ou aspecto] particular (vi?e??).

O conhecimento da Verdade difere de qualquer conhecimento que um dia tenhamos tido,

t¾> s<Skarae=Nys<SkaràitbNxI.50.

taj-ja? sa?sk?ro 'nya-sa?sk?ra-prati-bandh?

(I-50) A impressão latente (sa?sk?ra?) produzida (ja?) por este (taj) [conhecimento transcendente] inibe (pratibandh?) as outras (anya) impressões (sa?sk?ra).

e o registro na memória desse conhecimento inibirá quaisquer outros registros,

tSyaip inraeexe svRinraexaiÚbIRj> smaix>.51.

tasy?pi nirodhe sarva-nirodh?n nirb?ja? sam?dhi?

(I-51) Com a supressão (nirodhe) até mesmo (api) daquelas (tasya) [outras impressões], [ocorre a] supressão (nirodha) de todas (sarva) [as modificações da mente] e a superconsciência (sam?dhi?) sem semente (nirb?ja?) surge.

até que se consiga inibir até esse último barulho mental, entrando para sempre no reino do Imanifesto, na morada do Pai-Mãe.

BIBLIOGRAFIA

1. Azevedo, Cláudio; Yoga S?tra de Pat?ñjal?, Editora Órion, Fortaleza, 2.006;
Categoria: Escrituras Hindus