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S?DHAN? P?DA

Sobre (p?da) a prática (s?dhan?)


 

Yoga S?tra


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Sam?dhi P?da (sobre a superconsciência)

S?dhan? P?da (sobre a prática)

Vibh?ti P?da (sobre as conquistas)

Kaivalya P?da (sobre a Emancipação)

 


Atenuação das causas de aflição

tp>SvaXyayeñrài[xanain i³yayaeg>.1.

tapa?-sv?dhy?ye?vara-pra?idh?nani kriy?-yoga?

(II-1)  Esforço sobre si próprio (tapas), auto-estudo (sv?dhy?ya) e devoção ao Ser Supremo (I?vara-pra?idh?na) são as ações (kriy?) para se obter o estado de união (yoga?) [ou Yoga preliminar].

Até agora, a sua prática foi de esforço sobre si próprio, autoconhecimento e abertura aos insights de sua natureza intuitiva.

smaix-avnawR > ¬eztnUkr[awR í.2.

sam?dhi-bh?van?rtha? kle?a-tan?kara-??rtha? ca

(II-2) O objetivo (arthah) [dessas ações] é provocar (bh?vana) a superconsciência (sam?dhi) e (ca) atenuar (tan?kara?a) as causas de aflição (kle?a).

O objetivo dessas ações foi ampliar a sua consciência e atenuar os obstáculos à compreensão da Verdade.

Aiv*aiSmtaragÖe;ai-inveza> ¬eza>.3.

avidy?smit?-r?ga-dve??bhinive??? kle???

(II-3) O falso conhecimento (avidy?), a identificação com o ego (asmit?), as atrações (r?ga) e repulsões (dve?a) [em relação a objetos] e o forte desejo de viver (abhinive?a) são as grandes causas de aflições (kle???) [ou causas de todas as misérias da vida].

Esses obstáculos eram o desconhecimento, a atividade egóica com seus apegos (paixões e repulsas) e o seu medo de extinção.

Aiv*a ]eÇmuÄre;a< àsuÝtnuiviCDÚaedara[am!.4.

avidy? k?etram uttare??? prasupta-tanu-vicchinnod?r????

(II-4) O falso conhecimento (avidy?) é o campo (k?etra) [onde brotam aqueles que são mencionados em] seguida (uttare???), estejam eles no estado adormecido (prasupta), atenuado (tanu), interceptado (vicchinna) ou ativo (ud?r????).

O desconhecimento é o terreno de onde brotaram todos os outros obstáculos, sejam eles obstáculos inativos, já controlados, em processo de controle ou ainda totalmente ativos e sem controle.

AinTyazuicÊ>oanaTmsu inTyzuicsuoaTmOyaitriv*a.5.

anity??uci-du?kh?n?tmasu nitya-?uci-suhk?tmakhy?tir avidy?

(II-5)  Falso conhecimento (avidy?) é tomar (khy?tih) o não eterno [ou impermanente] (anitya), o impuro (a?uci), o doloroso (du?kha) e o não-Eu (an?tmasu) como sendo o eterno [ou permanente] (nitya), o puro (?uci), o agradável (sukha) e o Si-mesmo encarnado (?tman), respectivamente.

Desconhecimento é tomar como permanente o impermanente, como puro e claro o impuro e turvo, como agradável o desagradável; enfim, é tomar como nossa própria Natureza Divina o que não o é.

†GdzRnzKTyaerekaTmtevaiSmta.6.

d?g-dar?ana-?aktyor ek?tmatev?smit?

(II-6) A percepção de uma existência individual (asmit?) ocorre pela auto-identificação (ek?tma), ou mistura do poder que percebe (d?g-?aktyor), [o Si-mesmo ou puru?a], com o poder do ato de perceber (dar?ana-?aktyor) [buddhi].

A atividade egóica surge pela identificação entre a Percepção Pura e o ato de perceber, entre o Percebedor e o perceptível.

suoanuzyI rag>.7.

sukh?nu?ay? r?ga?

(II-7)  As atrações (r?ga) são conseqüência (anu?ay?) do prazer (sukha).

A paixão é o apego proveniente do prazer, e

Ê>oanuzyI Öe;>.8.

du?kh?nu?ay? dve?a?

(II-8) As repulsões (dve?a) são conseqüência (anu?ay?) da dor (du?kha)

a repulsa é o apego proveniente da dor.

SvrsvahI ivÊ;ae=ip twaêFae=i-invez>.9.

svarasav?h? vidu?o 'pi tath? r??ho 'bhinive?a?

(II-9) A forte ânsia de viver (abhinive?a?) [é o desejo de viver] inato (svarasav?h?) que domina (r??hah) a todos (tath?) até mesmo (api) os eruditos [ou os sábios] (vidu?ah).

Já o apego à vida é inato até ao maior sábio.

Causas sutis de aflição

te àitàsvheya> sUúma>.10.

te pratiprasava-hey?? s?k?m??

(II-10) Esses (te), [os kle?as] em suas manifestações sutis (s?k?m??), podem ser evitados (hey?s) pela sua reabsorção de volta à sua origem (pratiprasava).

As manifestações sutis desses obstáculos podem ser evitadas pela análise de suas causas, e

XyanheyaStdv&Äy>.11.

dhy?na-hey?s tad-v?ttaya?

(II-11) As modificações (v?ttaya?) [mentais que surgem] deles (tad) [pela ação dos kle?as] devem ser evitadas (hey?s) pela meditação (dhy?na).

o barulho mental por elas provocado deve ser evitado pela meditação.

Rompendo o ciclo das ações

¬ezmUl> kmaRzyae †òa†òjNmvednIy>.12.

kle?a-m?la? karm??ayo d????d???a-janma-vedan?ya?

(II-12) As causas de aflição (kle?a) são a fonte (m?la) que alimenta o reservatório de ações (karm??aya?), [cujos efeitos] ocasionam as experiências (vedan?ya?) na vida (janman) visível (d??ta) [ou atual] e nas invisíveis (?d??ta) [ou futuras].

Esses obstáculos são a fonte de todos os nossos condicionamentos, registrados em nosso mais profundo inconsciente, causas de todas as nossas experiências presentes ou passadas e futuras.

sit mUle tiÖpakae jaTyayu-aeRga>.13.

sati m?le tad-vip?ko j?ty-?yur-bhog??

(II-13) Enquanto a raiz (m?le) [dos kle?as] existir (sati), [existirão] suas (tad) conseqüências (vip?ka?): vidas de diferentes classes (j?ti), durações [de vida] (ayur) e experiências (bhog??).

Enquanto existirem esses obstáculos existirá, como conseqüência, o renascimento nas mais diversas formas de experiência,

te ’adpirtap)la> pu{yapu{yhetuTvat!.14.

te hl?da-parit?pa-phal?? pu?y?pu?ya-hetutv?t

(II-14) Os efeitos (phal??) alegres (hl?da) ou tristes (parit?pa) dessas (te) vidas, têm sua origem (hetutv?t) em ações meritórias [ou justas] (pu?ya) ou não aceitáveis [ou injustas] (apu?ya).

de forma que experiências alegres ou tristes são conseqüências de ações meritórias ou não aceitáveis.

pir[amtaps<SkarÊ>oEguR[v&iÄivraexa½ Ê>omev sv¡ ivveikn>.15.

pari??ma-t?pa-sa?sk?ra-du?khair gu?av?tti-virodh?c ca du?kham eva sarvam vivekina?

(II-15) Para quem desenvolveu o discernimento (vivekina?), tudo (sarva) é unicamente (eva) dor (du?kham) por causa dos sofrimentos (du?khai?) inerentes às mudanças (pari??ma), ansiedades (t?pa) e tendências (sa?sk?ra) bem como (ca) dos conflitos (virodh?) que permeiam os movimentos (v?ttis) das qualidades fundamentais do universo (gu?a).

Isso continuará até que vocês desenvolvam o discernimento de perceber que tudo isso é fonte de dor, por causa da impermanência e das ansiedades da vida, de seus condicionamentos e dos conflitos entre seu caráter e o mundo à sua volta.

hey< Ê>omnagtm!.16.

heya? du?kham an?gata?

(II-16) O sofrimento (du?kham) que ainda não chegou (an?gatam) [pode e deve] ser evitado (heya?).

Só então vocês perceberão que todo sofrimento pode e deve ser evitado,

Ôò&†Zyyae> s<yaegae heyhetu>.17.

dra?t?-d??yayo? sa?yogo heya-hetu?

(II-17)A origem (hetu?) daquilo que [pode e deve] ser evitado (heya) é a união (sa?yoga) do vidente (dra?t?) com o visto (d??yayo?).

através da separação Daquele que vê daquilo que é visto.

àkazi³yaiSwitzIl< -UteiNÔyaTmk< -aegapvgaRw¡ †Zym!.18.

prak??a-kriy?-sthiti-??la? bh?tendriy?tmaka? bhog?pavarg?rtha? d??ya?

(II-18) Com uma disposição (??la?) [constante] para a luminosidade (prak??a), atividade (kriy?) e inércia (sthiti) [ou sattva, r?jas e tamas], o visto (d??ya?) [o lado objetivo da manifestação] toma forma (?tmaka?) [ou é conhecido, através da interação entre] os elementos tangíveis da natureza (bh?ta) e suas percepções pelos nossos sentidos (indriya), e tem por propósito (artham) [proporcionar ao Eu] experiências (bhoga) e liberação (apavarga).

O Universo manifestado tomou sua forma, através de sua inércia, atividade e harmonia, somente para nos proporcionar experiências e liberação,

ivze;aivze;il¼maÇail¼ain gu[pvaRi[.19.

vi?e??vi?e?a-li?gam?tr?li?g?ni gu?a-parv?ni

(II-19) Os quatro níveis (parv?ni) dos princípios fundamentais da natureza (gu?a) [são] o particular (vi?e?a) [ou concreto], o universal (avi?e?a) [abstrato ou arquetípico], o diferenciado (li?ga-m?tra) e o indiferenciado (ali?ga).

através de quatro níveis fundamentais de manifestação: o particular concreto, o abstrato universal, o todo diferenciável e o todo indiferenciado.

Ôòa †izmaÇ> zuÏae=ip àTyyanupZy>.20.

dra??? d??im?tra? ?uddho 'pi pratyay?nupa?ya?

(II-20) O Observador (dra???), [que é] observação (d??i) pura (m?tra?), apesar (api) de puro (?uddha?), percebe (anupa?ya?) [através de] imagens mentais (pratyaya).

O Ser, que é a Pura Observação, apesar de puro, só percebe através de imagens mentais,

tdwR @v †ZySyaTma.21.

tad-artha eva dr?yasy?tm?

(II-21) A parte visível (dr?yasya) da essência (?tm?) existe dessa forma (eva) [para ser] objeto (artha) daquela (tad) mesma. [Isto é, a natureza manifestada existe somente para servir ao Eu].

captadas pela sua parte manifestada, que só deveria existir para essa função de fornecer imagens mentais.

k«taw¡ àit nòmPynò< tdNysaxar[Tvat!.22.

k?t?rtha? prati na??a? apy ana??a? tad-anya-s?dh?ra?atv?t

(II-22) Mesmo que (api) [o visto] desapareça (na??a?) para aquele (prati) [Observador] que percebeu seu significado (k?t?rtha?), continua a existir (ana??a?) [para os outros], por ser comum (s?dh?ra?atv?t) aos (tad) demais (anya).

Mesmo que a realidade manifestada desapareça para Aquele que percebeu seu significado e função, continuará existindo em função dos outros que ainda não perceberam.

SvSvaimzKTyae> SvêpaepliBxhetu> s<yaeg>.23.

sva-sv?mi-?aktyo? svar?popalabdhi-hetu? sa?yoga?

(II-23) A natureza autêntica (svar?pa) e os poderes (?aktyo?) de ambos (sva-sv?mi) são adquiridos (upalabdhi) devido (hetu?) à sua união (sa?yoga?) [entre o Observador e o observado].

A natureza da manifestação e seus poderes inerentes só surgem mediante essa união entre o perceptível e o Percebedor,

tSy heturiv*a.24.

(II-24) Sua (tasya) origem (hetu?) [da identificação entre o Observador e o observado] é o falso conhecimento (avidy?), [ou seja, a falta de percepção, por parte do Observador, de sua real natureza].

que surge devido à falta de percepção do Ser, de sua própria natureza.

td-avat! s<yaega-avae han< td! ¸ze> kEvLym!!.25.

ad-abh?v?t sa?yog?bh?vo h?na? tad d??e? kaivalya?

(II-25) Com o desaparecimento (abh?v?t) disso (tad) [do falso conhecimento – avidy?], [também] some (abh?vo) a união (sa?yoga?) [entre o Observador e o observado]. É a completa cessação (h?na?), a (tad) [pura] observação (d??e?) no estado de Emancipação da consciência (kaivalyam).

Somente quando some essa falta de percepção é que some definitivamente aquela união, no mais alto estado de ampliação da consciência em Pura Observação.

Os oito passos e o discernimento permanente

ivvekOyaitrivPlva hanaepay>.26.

viveka-khy?ti? aviplav? h?nop?ya?

(II-26) A prática ininterrupta (aviplav?) do discernimento permanente (viveka-khy?ti?) [entre o Real e o irreal – a percepção direta da Realidade] é o meio para se obter (up?ya?) a dispersão (h?na) [do falso conhecimento – avidy?].

Somente através do ininterrupto discernimento é que vocês destruirão o desconhecimento,

tSy sÝxa àaNt-Uim> à}a.27.

tasya saptadh? pr?nta-bh?mi? prajñ?

(II-27) Nesse caso (tasya) [do discernimento permanente], a percepção direta da Realidade (prajñ?) se encontra na última (pr?nta) etapa (bh?mi?) de um total de sete (saptadh?).

através de sete estágios que conduzem à percepção direta da Realidade.

yaega¼anuóanadzuiÏ]ye }andIiÝra ivvekOyate>.28.

yog??g?nu??h?n?d a?uddhi-k?aye jñ?na-d?ptir ? viveka-khy?ti?

(II-28) Da prática contínua (anu??h?n?) dos itens (a?ga) que levam à meta final (yoga), ocorre a destruição (k?aya) das impurezas (a?uddhi) e brota a luz interior (d?pti?) da sabedoria (jñ?na) que evolui até (?) o discernimento permanente (viveka-khy?ti?).

A destruição das impurezas que velam o despertar da luz interior e a percepção direta da Realidade, é alcançada pela prática contínua do Yoga,

yminymasnàa[ayamàTyaharxar[aXyansmaxyae=òav¼ain.29.

yama-niyam?sana-pr???y?ma-praty?h?ra-dh?ra??-dhy?na-sam?dhayo '???v a?g?ni

(II-29) Os oito (a???) itens (a?ga) são: auto-restrições (yama), observâncias (niyama), postura (?sana), controle da energia respiratória (pr???y?ma), abstração sensorial (praty?h?ra), concentração (dh?ra??), meditação (dhy?na) e superconsciência (sam?dhaya?).

constituída de oito itens: auto-restrições, auto-observâncias, imobilidade, ausência de respiração, abstração sensorial, concentração mental, meditação e ampliação da consciência (superconsciência).

Auto-restrições e observâncias

Aih<sasTyaSteyäücyaRpir¢ha yma>.30.

ahi?s?-saty?steya-brahm?cary?parigrah? yam??

(II-30) Não-violência (ahi?s?) [ou inofensividade], não-mentira (satya) [ou veracidade], não roubar (asteya) [ou honestidade], ausência de anseio pelos prazeres dos sentidos (brahm?carya) [não-indulgência ou continência] e possuir somente o necessário (aparigrah??) [ou não-possessividade] são as auto-restrições (yam??).

As auto-restrições são a não-violência, não-mentira, não-roubo, não-desejo e não-posessividade,

jaitdezkalsmyanviCDÚa> savR-aEma mhaìtm!.31.

j?ti-de?a-k?la-samay?navacchinn?? s?rvabhaum? mah?-vratam

(II-31) [Estes os cinco votos] independem (anavacchinn??) de costumes e convenções (samaya), classe social (j?ti), lugar (de?a), tempo (k?la) ou ocasião (samaya), [e, estendendo-se a] todas (s?rva) as situações (bhaum?), constituem o Grande Voto (mah?-vratam).

que constituem o Grande Voto, porque independem de costumes, convenções sociais, época, lugar ou ocasião, estendendo-se a todas as situações.

zaEcs—tae;tp>SvaXyayeñrài[xanain inyma>.32.

?auca-sa?to?a-tapa?-sv?dhy?ye?vara-pra?idh?n?ni niyam??

(II-32) Limpeza (?auca), contentamento (sa?to?a), esforço sobre si próprio (tapa?) [austeridades, auto-superação ou ascetismo], auto-estudo (sv?dhy?ya) [repetição da sílaba OM ou estudo das Escrituras] e devoção ao Ser Supremo (I?vara-pra?idh?na) [ou auto-entrega ao Senhor] constituem as observâncias (niyam??).

As auto-observâncias são a auto-limpeza o contentamento, o auto-esforço, o auto-estudo e a auto-entrega.

ivtkRbaxne àitp]-avnm!!.33.

vitarka-b?dhane-pratipak?a-bh?vana?

(II-33) Para extinguir (b?dhane) o raciocínio dialético (vitarka) [pensamentos impróprios], a constante ponderação (bh?vana?) nos [ou investigação da natureza e as implicações dos] opostos (pratipak?a) [é o remédio].

Para isso, a constante ponderação nos opostos e nas suas implicações é uma excelente ferramenta,

ivtkaR ih<sady> k«tkairtanumaeidta lae-³aexmaehpUvRka m&ÊmXyaixmaÇa
Ê>oa}ananNt)la #it àitp]-avnm!.34.

vitark? hims?daya? k?ta-k?rit?numodit? lobha-krodha-moha-p?rvak? m?du-madhy?dhim?tr? du?kh?jñ?n?nanta-phal? iti pratipak?a- bh?vana?

(II-34) Pensamentos impróprios (vitarka), como os de violência (hims?) e similares (?daya?), podem ser gerados diretamente (k?ta) [por provocação], indiretamente (k?rita) [por indulgência] ou aprovados (anumodit?) [por conivência], sejam eles causados (p?rvak?) por avidez (lobha) [ou ganância], ira (krodha) [ou ressentimento] ou engano (moha) [ou ilusão], que se apresentem em grau suave (m?du), médio (madhya) ou intenso (?dhim?tra?), que resultem (phal?) em dor (du?kha) [ou pesar] e ignorância (?jñ?na) sem fim (ananta) [ou percepção distorcida]; por essas razões (iti) existe a necessidade de ponderar (bh?vana?) nos [ou investigar a natureza e as implicações dos] opostos (pratipak?a).

principalmente quando surgirem pensamentos de violência direta, indireta (indulgência) ou conivente, causados por ganância, ira ou engano, de forma leve, moderada ou intensa, ou que resultem em dor ou ignorância.

Benefícios das auto-restrições e observâncias

Aih<saàitóaya< tTs—inxaE vErTyag>.35.

ahi?s?-prati??h?y?? tat-sa?nidhau vaira-ty?ga?

(II-35) Estando firmemente estabelecido (prati??h?y??) na não-violência (ahi?s?), em sua (tad) presença (sa?nidhau) deixa de existir (ty?ga?) hostilidade (vaira).

Pois quando se está estabelecido como não violento, some-se de nossa presença toda a hostilidade;

sTyàitóaya< i³ya)laïyTvm!.36.

satya-prati??h?y?? kriy?-phal??rayatva?

(II-36) Estando firmemente estabelecido (prati??h?y??) na veracidade (satya), o fruto (phala) das ações (kriy?) depende somente (??raya) de ti mesmo (tva?) [da tua vontade].

quando estabelecido na veracidade, tudo dependerá somente da própria vontade;

ASteyàitóaya< svRrÆaepSwanm!.37.

asteya-prati??h?y?? sarva-ratnopasth?na?

(II-37) Estando firmemente estabelecido (prati??h?y??) na honestidade (asteya), todas (sarva) as espécies de riquezas (ratna) apresentam-se (upasth?nam).

quando estabelecido na honestidade, todas as riquezas surgem;

äücyRàitóaya< vIyRla->.38.

brahm?carya-prati??h?y?? v?rya-l?bha?

(II-38) Estando firmemente estabelecido (prati??h?y??) na ausência de anseio pelos prazeres dos sentidos (brahm?carya) [não-indulgência ou continência], [grande] vitalidade (v?rya) é adquirida (l?bha?).

quando estabelecido na continência, adquire-se grande vitalidade;

Apir¢hSwEyeR jNmkw—tas—baex>.39.

aparigraha-sthairye janma-katha?t?-sa?bodha?

(II-39) Quando o “correto possuir” (aparigraha) [ou não-possessividade] se estabelece com firmeza (sthairye), surge todo o conhecimento (sa?bodha?) do "como" e do "porquê" (katha?t?) da existência (janma).

e quando estabelecido no correto possuir, conhece-se todos os “comos” e “porquês”.

zaEcat! Sva¼juguPsa prErs<sgR>.40.

?auc?t sv??ga-jugups? parai?-asa?sarga?

(II-40) A limpeza física (?auc?t) [conduz ao] distanciamento (jugups?) do próprio (sva) corpo (a?ga) e ao isolamento social (parai?-asa?sarga?).

Quando estabelecido na pureza física, estabelece-se na busca do próprio íntimo, isolando-se socialmente,

sÅvzuiÏsaEmnSyEka¢yeiNÔyjyaTmdzRnyaeGyTvain c.41.

sattva?uddhi-saumanasyaik?gryendriya-jay?tma-dar?ana-yogyatv?ni ca

(II-41) Além disso (ca), [a pureza física produz] pureza mental (sattva?uddhi) [ou pureza harmônica], [disposição ao] contentamento (saumanasya), unidirecionalidade (ek?grya), controle (jaya) dos sentidos (indriya) e aptidão (yogyatv?ni) para a compreensão (dar?ana) do Si-mesmo encarnado (?tma).

e adquirindo a pureza e o contentamento mental. Surge o controle dos sentidos e o foco mental em busca de nossa Natureza Divina.

s—tae;adnuÄm> suola->.42.

sa?to??d anuttama? sukha-l?bha?

(II-42) [Através] do contentamento (sa?to??t) [ou auto-suficiência] se obtém (l?bha?) uma felicidade (sukha) insuperável (anuttama?).

Pois através do contentamento se obtém uma felicidade insuperável,

kayeiNÔyisiÏrzuiÏ]yat! tps>.43.

k?yendriya-siddhir a?uddhi-k?ay?t tapasa?

(II-43) Faculdades extraordinárias (siddhir) do corpo (k?ya) e dos sentidos (indriya) [são obtidas] com a destruição (k?ay?t) das impurezas (a?uddhi) por meio das austeridades (tapasa?) [ou do esforço sobre si mesmo].

e a capacidade de se auto-superar, que leva à destruição de todas as impurezas restantes, adquirindo-se extraordinárias faculdades corporais e sensitivas.

SvaXyayaidòdevtas—àyaeg>.44.

sv?dhy?y?d i??a-devat?-sa?prayoga?

(II-44) Do auto-estudo (sv?dhy?y?t) [repetição da sílaba OM ou estudo das Escrituras] resulta a conexão (sa?prayoga?) com uma deidade pessoal (i??a-devat?).

Quando profundamente estabelecido no auto-estudo conecta-se com a Presença,

smaixisiÏrIñrài[xanat!.45.

sam?dhi-siddhir I?vara-pra?idh?n?t

(II-45) Através da auto-entrega a Deus (I?vara-pra?idh?n?t) conquista-se (siddhi?) a superconsciência (sam?dhi).

e quando profundamente entregue a essa Presença, obtém-se a superconsciência.

Postura

iSwrsuomasnm!.46.

sthira-sukham ?sanam

(II-46) A postura (?sanam) [deve ser] estável (sthira) e agradável (sukham).

A única postura física recomendada para se exercutar essa entrega é aquela estável e agradável,

àyÆzEiwLyanNtsmapiÄ_yam!.47.

prayatna-?aithily?nanta-sam?patttibhy??

(II-47) [A perfeição se obtém] mediante (abhy??) relaxamento (?aithily?) do esforço de vontade (prayatna) e da completa absorção (sam?pattti) no infinito (?nanta).

cuja perfeição se obtém mediante o relaxamento consciente e a completa absorção na espiral infinita.

ttae ÖNÖani-"at>.48.

tato dvandv?nabhigh?ta?

(II-48) Em conseqüência (tata?) não se afeta (anabhigh?ta?) com as polaridades (dvandva).

Somente assim estaremos protegidos de todas as polaridades.

O controle da energia respiratória

tiSmn! sit ñasàñasyaegRitivCDed> àa[ayam>.49.

tasmin sati ?v?sa-pra?v?sayor gati-viccheda? pr???y?ma?

(II-49) Uma vez que (tasmin) existindo (sati) [a perfeição da postura vista em II-47], a cessação (viccheda?) do fluxo (gati) na inalação (?v?sa) e exalação (pra?v?sayor) do ar leva ao controle da energia respiratória (pr???y?ma?).

Conseguido isso, poder-se-á obter o controle da energia respiratória,

baýa_yNtrStM-v&iÄdeRzkals—Oyai-> pir†òae dI"RsUúm>.50.

b?hy?bhyantara-stambha-v?ttir de?ak?la-sa?khy?bhi? parid???o d?rghas?k?ma?

(II-50) [Esse controle é obtido através do exercício de] modificações (v?ttir) externa (b?hya), interna (abhyantara) ou suprimida (stambha) e é regulado (parid???a?) pelo espaço (de?a) [percorrido pela energia], pelo tempo (k?la) [decorrido], pelo número (sa?khy?bhi?) [de respirações], pela profundidade (d?rgha) e sutilileza (s?k?ma?) [da respiração].

através de retenções externas, internas ou intermediárias, da visualização de seu fluxo por determinado tempo e número de repetições, e através da profundidade e sutileza da própria respiração,

baýa_yNtriv;ya]epI ctuwR>.51.

b?hy?bhyantara-vi?ay?k?ep? caturtha?

(II-51) O quarto (caturtha?) [tipo de exercício de modificações] transcende (?k?ep?) os âmbitos (vi?aya) externo (b?hya) e interno (abhyantara).

até que se transcenda o externo, o interno e o intermediário num quarto estado.

tt> ]Iyte àkazavr[m!.52.

tata? k??yate prak???vara?am

(II-52) Em conseqüência (tata?), [da obtenção do controle da energia respiratória] se atenua (k??yate) o véu (?vara?am) [que encobre] a luz (prak???) [do conhecimento].

É nesse estado de ausência de movimentos respiratórios, que se atenua o véu que encobre a luz da Verdade,

xar[asu c yaeGyta mns>.53.

dh?ra??su ca yogyat? manasa?

(II-53) E também (ca) torna apta (yogyat?) à concentração (dh?ra??su) a mente sensível (manasa?).

e que a mente fica pronta para a concentração,

A abstração sensorial

Sviv;yas—àyaege icÄSvêpanukar #veiNÔya[a< àTyahar>.54.

sva-vi?ay?sa?prayoge citta-svar?p?nuk?ra? ivendriy???? praty?h?ra?

(II-54) A abstração dos sentidos (praty?h?ra?) é como (iva) [se fosse] uma imitação (anuk?ra?) da natureza essencial (svar?pa) da mente (citta), [que ocorre quando] os sentidos (indriy????) se retiram (asa?prayoge) de seus (sva) objetos (vi?aya).

pois ela se retira dos sentidos para seu próprio seio,

tt> prma vZyteiNÔya[am!!.55.

tata? param? va?yatendriy????

(II-55) Em conseqüência (tata?) [alcança-se] o supremo (parama) domínio (va?yat?) dos sentidos (indriy???m).

e obtém o supremo controle dos próprios sentidos.

BIBLIOGRAFIA

1. Azevedo, Cláudio; Yoga S?tra de Pat?ñjal?, Editora Órion, Fortaleza, 2.006;
Categoria: Escrituras Hindus