A Rede Holopráxis

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“Parafraseando Gandhi, não há um caminho para a holopráxis; a holopráxis é o caminho!... Neste fio-de-navalha é que vamos temperando o aço do Ser. Para que possa melhor cortar as amarras da normose! Grato por seguirmos nesta boa Conspiração do Despertar. Em marcha!”

Roberto Crema

 

 

  O Convite

 

"Amigos,

Penso que os primeiros passos do projeto Holopráxis no Ceará estão dados na direção correta. Como toda experiência nova, nossa paciência será testada. Nossa perseverança também. O grupo pode ser tentado a eliminar a diferença, ou o contraste, como modo de harmonização. No entanto, o desafio passa por estar aberto a conviver com a diferença de pontos de vista.

Vejo a experiência de Holopráxis como um campo de troca de testemunhos e impressões, e também como um centro de inspiração para que cada um de nós possa trabalhar a si mesmo com mais eficiência ao longo do caminho do autoconhecimento. Meditação regular, auto-observação, estudo holístico e filosófico, trabalho altruísta e anônimo, são alguns pontos básicos do desafio diário.

O mundo externo só pode ser resultado natural do que ocorre na mente e no coração humanos. É dentro de cada um de nós que começa a paz, e essa tarefa não é simples, nem imediata, mas é a coisa mais importante que há por fazer.

Manifesto meu agradecimento a Cláudio Azevedo por haver aceitado o desafio de coordenar a Holopráxis Ceará, e também minha total confiança no trabalho dele. Que todos possamos apoiá-lo sinceramente nessa tarefa, enquanto manifestamos nossas diferentes visões do caminho.

Força e paz, Carlos Aveline".

A UNIPAZ, criou um projeto piloto nacional intitulado Rede de Holopráxis, que se iniciou em Brasília e em Fortaleza, mas que continua apenas em Fortaleza. O termo holopráxis tem muitas acepções possíveis. Pode ser usado no sentido coletivo e pode ser usado no sentido individual. Sem excluir o sentido de prática coletiva – ioga, dinâmicas de grupo, caminhadas, danças, cantos, poesias – o sentido geral do projeto aponta para práticas fundamentalmente individuais e internas, ainda que possam ser coletivas: a reflexão, a meditação, a leitura, a auto-observação, o diálogo e o trabalho altruísta. Esse é seu foco central a médio e longo prazo. O Projeto Holopráxis não exclui as holopráxis coletivas do seu propósito, mas elas não são, até agora, seu foco central.

Outras maneiras de descrever a idéia do projeto holopráxis são: "prática da presença divina", "prática do silêncio", ou, literalmente em relação à origem da palavra "holopráxis", "a prática da percepção do todo universal". A idéia central do projeto é que cada indivíduo deve assumir responsabilidade sobre sua aprendizagem individual, e ao mesmo tempo ele pode ter um âmbito para trocar idéias sobre o aprendizado em relação à vida.

A primeira etapa será criar em cada campus um grupo de pessoas interessadas no tema e que assumam um compromisso pessoal e perante o grupo pelo seu autoconhecimento e autotransformação (nem que sejam, de início, apenas duas pessoas - "pois Ele Estará no meio delas"). A idéia central do Projeto holopráxis é criar, sem pressa e sem preguiça, um sistema aberto e multidimensional de ajuda mútua no caminho do autoconhecimento, um processo de estímulos à prática diária do auto-aperfeiçoamento, à busca do conhecimento do Ser interior, um espaço de cooperação, debate,  estudo e meditação.

O convite para a Rede Holopráxis é baseado nas seguintes premissas:

  1. Ninguém sabe tantas coisas que tenha o monopólio da verdade.
  2. Ninguém sabe tão pouco que não tenha coisas valiosas a ensinar aos outros.
  3. Devemos trocar impressões e experiências.
  4. Todos são aprendizes. Todos são mestres. Embora uns possam ter mais experiência que outros no caminho, ninguém é essencialmente melhor do que ninguém.

 

Pelo fato de que temos a mente aberta, podemos avançar de mil maneiras e em inúmeras direções externas. O potencial é enorme. Mas deveremos ter a humildade de dar os primeiros passos concretos sabendo que eles são pequenos, limitados, e não espetaculares. O Projeto Holopráxis é um processo. 

 


O e-grupo Em Busca do Eu

"Realmente, a idéia do Holopráxis é começar devagar, começar pequeno, criando um padrão vibratório que possa ser generalizado, mais adiante, quando consolidado. Tudo que será grande um dia deve começar em pequena escala, modestamente.  E também deve terminar modestamente na hora certa. E deve preservar a modéstia quando estiver no auge. A modéstia é de fato a marca da grandeza".

Carlos Aveline

O e-grupo Em Busca do Eu é um grupo de discussão, mas também um grupo de pessoas encarnadas que devem ser um grupo de ação altruísta voluntária, pois essa ação transforma muito mais as pessoas. Assim, o desafio de construir uma paz interior comunga com o desafio de construir a paz exterior, a paz nas relações, a paz na sociedade, a paz no país e no planeta.

E é nesse sentido, procurando criar e manter um campo vibracional, que iniciamos as atividades aqui em Fortaleza. Um ponto estrategicamente importante é que o e-grupo deve ter, como uma prioridade, o encontro em 'carne, osso e alma". Em todos os momentos em que esse encontro não for possível, o e-grupo fará com que estejamos continuamente "re-unidos", mas cada qual escolhendo a hora e o local em que vai "ouvir" os outros e a hora e o local em que vai "falar" aos outros. Seria um espaço de questionamentos, levantamentos de dúvidas, comentários, anseios, sugestões, alegrias e choros.

Assim, o e-grupo Em Busca do Eu foi criado em torno das pessoas que fizeram o curso "Em Busca do Eu: uma Visão Transpessoal da Psicologia no Yoga Sutra de Patañjali", com duração de 5 meses (60h), onde a visão do iRaja-yoga e do Vedanta é integrada com conceitos da Psicologia Transpessoal, da moderna Física Quântica, do Pathwork, e da obra crística "Um Curso em Mlagres".

Como diz Aveline:

 

"As perplexidades, o interrogar-se, o saber que não se sabe, são pontos a valorizar. O perguntar-se é mais importante que o responder-se".

 

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Estamos em uma era de poluição mental e precisamos de mais silêncio para ouvir o coração –  meta principal do Holopráxis –  do que de mentes entulhadas de informações. Informação nem sempre é consciência, ademais não poderemos nunca conhecer tudo. A melhor informação pode estar no essencial, no silêncio, pois é somente nele, numa mente aparentemente desocupada, que o coração pode falar. Seria uma medida para evitar a lotação das caixas postais, evitar a dispersão mental, valorizar os temas próprios do grupo e preservar o magnetismo dos temas da Rede de Holopráxis

Pensamos que devemos trabalhar sempre nos fazendo perguntas. No caminho do autoconhecimento, as perguntas que fazemos são mais importantes que as respostas que pensamos que temos. Perguntando-nos, mantemos a mente aberta para o novo e disponível para meditar. A Verdade está sempre além dos rótulos de mente rotineira.

Uma questão central do caminho do autoconhecimento, entre outras, é como administrar o nosso espírito crítico sem fechar os olhos para os equívocos próprios e alheios e também sem cair no espírito de condenação, nem em qualquer forma de pensamento e sentimento que não seja construtivo. Olhar para os erros é importante. Um velho ditado afirma que os sábios aprendem com os erros dos outros, os aprendizes aprendem com seus próprios erros, e só os tolos não aprendem nem com seus próprios erros.

Por isso surgiram três propostas de princípios gerais e abstratos para a atuação do Projeto Holopráxis. Não são dogmas nem imposições. São apenas  convites à reflexão, marcos referenciais que cada um lerá e administrará a seu modo, caso sejam aprovados.


 

  1. Quando surgir em nós a consciência das limitações humanas na UNIPAZ ou em qualquer âmbito e cenário da vida, devemos perguntar-nos se podemos ajudar. As situações que nos dizem respeito são as situações em que podemos ajudar. As situações em que não podemos ajudar não nos dizem respeito. Mas o simples pensamento positivo ajuda, assim como o pensamento negativo alimenta os defeitos e atrapalha. “O olhar é estruturante”, diz Roberto Crema. De fato, o modo como olhamos tem um certo efeito transformador sobre a realidade olhada. Esse é o poder mágico do pensamento. Por isso o pensamento e a fala corretos são antigos preceitos da filosofia oriental. Mais: são instrumentos da misteriosa magia da fraternidade universal.
  2. Podemos ter uma severa  consciência de erros e defeitos humanos dentro de nós e em outras pessoas, em instituições de que participamos e em instituições de que não participamos. O amor à verdade, a confiança na verdade – satyagraha – nos dá coragem de olhar os fatos de frente. Mas essa consciência da precariedade, por mais aguda e precisa que seja, deve ter sempre um peso secundário, e a consciência do potencial divino, e o nosso compromisso pessoal com o potencial divino dentro e fora de nós deve ser a âncora, a base, o centro e o ponto iluminador da nossa consciência total. Se em determinado momento a consciência dos erros ganhar força, tudo bem. Mas deve ser um fenômeno passageiro, e devemos contemplar serenamente a fantasia da negatividade enquanto ela passa por nós. A ação, por sua vez, deve ser sempre construtiva. Porque a Verdade da vida mostra sua precariedade externa e sua perfeição interna, uma perfeição-semente, lá no interior, que nos cabe alentar.
  3. Devemos aceitar nossos limites e os limites do possível para usar nossas forças com realismo e assim vencer. A onipotência, como sentimento, é uma fantasia que provoca irresponsabilidade e leva à derrota. Mas devemos aceitar também o fato de que os limites do que é possível para nós podem ser gradualmente ampliados até o infinito, se tivermos atenção e operarmos de acordo com uma percepção de longo prazo.

 

Cláudio Roberto Freire de Azevedo

 Coordenador do Projeto Rede Holopráxis na UNIPAZ Ceará

 

 

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Manifesto Sobre a Liberdade e o Compromisso

Carlos Aveline

Vemos que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, e que a etapa inicial do  projeto holopráxis deve dar lugar a uma etapa posterior, com algumas definições  mais claras. Sabemos que tomar decisões sempre implica fazer renúncias.

Na questão do trabalho altruísta, há um ponto de encontro da liberdade pessoal  com o compromisso pessoal. Cada um deve fazer sua própria equação química e  alquímica no que tange à combinação   correta de  liberdade e compromisso.

As pessoas devem ter a oportunidade de assumir um compromisso  com um trabalho altruísta e também a liberdade de assumir mil  outros compromissos em sua vida. O  COMPROMISSO com seu próprio autoconhecimento espiritual e profundo  pode ser asfixiado ou combinar-se  harmoniosamente com  sua LIBERDADE de passear com o cachorro, ver aquele bom filme, namorar, viajar, colecionar  selos, cuidar dos filhos e netos, fazer um lanche extra batendo papo com amigos.

E  o  COMPROMISSO com o passeio do cachorro, o filme na televisão, a obrigação profissional, etc, pode prejudicar ou combinar-se harmoniosamente com a  imensa LIBERDADE interior de meditar no universo,  de buscar a paz que mora no coração, de encontrar a presença divina e a bênção incondicional.

Essa última liberdade  assusta a mais de um. E Erich Fromm escreveu um livro indispensável intitulado "O Medo à Liberdade". Pode ser que em parte nós nos agarremos  às coisas pequenas da vida por medo do silêncio e da liberdade interior. Talvez fiquemos com os compromissos pequenos e externos para fugir dos compromissos grandes e internos com nosso próprio crescimento. O compromisso e a liberdade interior andam lado a lado. Cada um deles terá maior ou menor peso segundo o temperamento de cada um. Ambos são fundamentais.

Nesse contexto, o projeto holopráxis também tem que ter várias camadas de compromisso e de liberdade, para que todos possam sentir-se bem. Tomar decisões sempre vai implicar aceitar limites e renunciar a possibilidades que não serão desenvolvidas. Este é  um preço menor por abrir novos horizontes sempre maiores e mais amplos em nossas vidas.

O holopráxis quer começar pequeno para poder ir pensando essas coisas. Perguntar-se é mais importante que ter respostas prontas. Mesmo assim, devemos produzir algumas definições nos próximos, digamos, 10 dias.  Até lá, aguardamos sugestões e testemunhos de todos. Por exemplo, sobre a questão do compromisso com liberdade e vice-versa.  E, como diz Roberto Crema, EM MARCHA!

 


 

 

Categoria: Holopráxis