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QUEM SOU EU? O FILME

Um retrato surpreendente da realidade...
Um belo motivo para assistir Quem Somos Nós?...

 

“No início só havia o vazio, transbordando com infinitas possibilidades, das quais você é uma....”

 

O que está acontecendo... E por que estou aqui?... De onde nós viemos?... O que faz a física quântica?... Quem somos?... De onde viemos?... O que devemos fazer?... E para onde vamos?... Por que estamos aqui?... Essa é a pergunta fundamental, não é?... O que é a realidade?

Todas as realidades existem simultaneamente?... Há a possibilidade de que todas as verdades existam lado a lado?... Você já se viu através dos olhos da outra pessoa em que você se tornou?... E já viu a si mesmo através dos olhos do observador alternativo?...

 

Financiado por William Arntz, criador de empresas de software e budista devoto, e escrito por Arntz, pelo diretor Mark Vicente e pela produtora Betsy Chasse, o filme fornece informações de nível elementar com muito charme e criatividade.

O filme é uma reflexão pessoal de 14 cientistas, médicos, físicos, filósofos e teólogos, ante ao paradoxo que se instalou no conhecimento científico acerca do que é o mundo que vivemos, desde a descoberta do mundo quântico, na década de 1.920. Para isso, usa como pano de fundo a história de Amanda, uma excelente fotógrafa, surda-muda, que sofrendo de depressão após seu casamento chegar ao fim, devido ao adultério de seu marido, passa a ter sonhos e visões espirituais muito estranhas.

Fala-se muito da física quântica, muito mais no meio espiritualista do que no científico, justamente por esse mundo se parecer muito mais espiritual, travestido de fantasia e ilusão, do que material cientificista. Um mundo que pode ser muito melhor entendido por uma criança, que acredita na existência realidade do mundo dos gibis que lê, do que por um adulto moldado pela ótica materialista vigente.

Seria sensato acreditar que se eu tiver fé suficiente poderei, inclusive, andar sobre as águas? Seria sensato acreditar que minha mente é co-criadora da realidade em que vivo? Seria sensato acreditar que algo pode ocupar dois locais no espaço, simultaneamente? Seria sensato acreditar que existem infinitos universos paralelos, cada um para cada possibilidade de existência e de escolha? Seria sensato acreditar que o mundo das histórias em quadrinhos pode ser muito mais real do que o mundo que chamo de real?

Nossa realidade é multidimensional, posto que é baseada na possibilidade de existência do mundo quântico multidimensional. Mas além de multidimensional, o mundo das subpartículas é um mundo energético, vazio de materialidade, totalmente impermanente, indeterminado e probabilístico, onde todas as coisas acontecem simultaneamente, independentemente do tempo, onde tudo está fundamentalmente interligado e sincrônico, e influenciado pela mente do observador.

Para essa física das possibilidades o mundo das subpartículas é como “uma nuvem fofa de matéria que aparece e desaparece da existência”... “Parece-se mais com um bit de informação concentrada: um pensamento”. Nesse mundo surge o conceito de superposição, onde cada subpartícula está em mais de um lugar ao mesmo tempo e que é o observador quem determina o local onde ela estará no momento da medição:

 

“Quando não olhamos é como uma onda, quando olhamos é como uma partícula. Quando não olhamos, há uma onda de possibilidades, quando olhamos só existem partículas. Uma partícula, que pensamos ser algo sólido, existe no que chamamos de superposição, espalhando uma onda de possíveis localizações. Todas ao mesmo tempo. E quando você olha, ela passa a estar em apenas uma das possíveis posições. A superposição implica que uma partícula pode estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo. É um conceito muito bizarro, um dos pilares da física quântica”.

 

Isso tem inúmeras repercussões em nossa visão de mundo, mas a que causa mais impacto é a busca de quem é que escolhe? Quem é esse observador?

 

“Sabemos o que um observador faz, do ponto de vista da física quântica, mas não sabemos quem e o quê o observador é na verdade. Temos tentado encontrar uma resposta. Entramos na mente, entramos na cabeça, entramos em todos os lugares... usando todos os recursos que temos para acharmos algo que possa ser o observador. Mas não achamos nada no cérebro. Nada na região do córtex. Nada no subcórtex. Não identificamos um observador lá. Mas mesmo assim temos a sensação de sermos tais observadores observando o mundo lá fora”.

Fred Alan Wolf

Ph.D em Física

 

Se o mundo é, fundamentalmente, um mundo de possibilidades infinitas, porque sigo repetindo as mesmas escolhas e tendo a falsa convicção de que não tenho o poder de mudar a minha vida? Esse questionamento é o cerne do filme, que tenta mostrar, psico-neuro-endocrinamente, porque somos reféns de nossos hábitos. Chega-se à definição dos samsk?ras da filosofia hindu (e budista): nossas tendências, ou impressões subliminares, produtoras de nossos desejos e impulsos (v?san?s), pensamentos (vrttis) e ações (karma). Para a filosofia hindu, isso é um círculo viciosos onde nossas ações (karma) retro-alimentam nossas tendências (samsk?ras), que por sua vez ditam nossas ações (karma). Mas não é somente uma filosofia, isso é a nossa realidade de vida.

Fundamentalmente, o filme mostra que apesar de existirem infinitas possibilidades de escolha, como somos viciados (temos o hábito) em determinadas emoções, seguimos repetindo padrões de comportamento e de escolha, e recriando, em nossa realidade, todos os tipos de circunstâncias que gerem as emoções as quais estamos dependentes. Em outras palavras, somos dependentes de sentimentos e emoções para produzir, em nosso corpo, determinados neuropeptídeos pelos quais estamos viciados.

 

“Bem... minha definição sobre vício é bem simples. É algo que você não consegue parar! Criamos situações para suprir as necessidades bioquímicas das células do nosso corpo, criamos situações que satisfaçam nossas necessidades químicas. Um viciado sempre vai precisar de um pouco mais... para poder satisfazer sua necessidade química. Minha definição significa que se você não consegue controlar seu estado emocional, você está viciado nele”.

 Joe Dispenza

Especialista em neuroquímica,

neurofisiologia e genética

 

Assim, nosso corpo físico, com bilhões de unidades de consciência (células) dependentes e ávidas por “experimentarem” novamente a presença de determinadas moléculas de emoção, forma toda uma rede neural de sinapses, a partir de um conjunto de memórias que a reforçam, para produzir e reproduzir circunstâncias que gerem novamente situações que produzam aqueles neuropeptídeos específicos. Formamos um holograma mental que nos condiciona a padrões fixos, a partir daquilo que está registrado em nossas memórias conscientes e, principalmente, subconscientes.

“Sempre perseguimos algo após a reflexão no espelho da memória”.

Amit Goswami

Ph.D em Física Quântica

Processamos 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas só tomamos conhecimento de 2.000 bits (0,0000005% do total) que compõem as informações mais relevantes sobre o que está ao nosso redor, nosso corpo e o tempo: nossa memória consciente. E essa filtragem é regida por nossos condicionamentos prévios, aquilo que, de alguma forma, já conhecemos e interagimos previamente. Ou seja, vejo apenas o que tenho a habilidade de ver, de acordo com referenciais e condicionamentos que já estão na minha memória. O restante da informação, que não é integrada, vai para o nosso subconsciente e forma nossa memória subconsciente. E é a soma de todas essas impressões que cria os nossos condicionamentos e cria o que dizemos que “sou eu”: minha personalidade e caráter.

Além disso, à medida que progredimos no tempo, mais quantidade de informação sai da memória consciente (nos esquecemos) e vai à subconsciente. Então a mente subconsciente compõe a maior parte de nossa personalidade. Somos regidos por nossas memórias subconscientes, que, na verdade, é a soma das necessidades bioquímicas de todas as minhas células: minha memória celular, meu subconsciente e meus hábitos e vícios (samsk?ras) são a mesma coisa. Está em meu subconsciente (em todas as células de meu corpo) a fonte ininterrupta de todos os meus pensamentos.

Do ponto de vista cerebral, o interno é igual ao externo: “ele não sabe a diferença entre o que vê no ambiente e o que resgata de suas lembranças”. Se as mesmas áreas cerebrais são ativadas nos dois processos o que é real: os estímulos que capto por meus sentidos ou aquilo que surge em pensamento ou sonhamos em nossos sonhos? Estamos em um mundo virtual (matrix?). Qual é o mundo real? Como sair e “ver lá fora”?

A ciência atual não tem como responder a questões como essa, mas já sabe que existem multi-realidades ou multi-possibilidades sob a influência direta de um observador? É o observador que tem o poder de escolher ou criar uma “realidade” (possibilidade) para chamá-la de real! E esse poder de escolha, para ser real, tem de transcender as nossas memórias, fonte de nossos pensamentos e de nossas repetições. Somente então, começa a surgir a apropriação de minha responsabilidade diante de minha própria vida: escolho exercer meu livre-arbítrio e não mais ser regido pelos meus hábitos.

Partindo da noção de multidimensionalidade quântica, surge a possibilidade de que existamos, simultaneamente, em infinitas dimensões, e que quando algo nos acontece aqui, todas as outras possibilidades ocorram nas outras dimensões. A capacidade de poder escolher uma entre todas as possibilidades é a real libertação de que nos falam as tradições orientais. Reconhecer o local onde nós temos o real poder de escolha nos torna iluminados.

E o filme nos mostra que é a repetição diária do exercício de recriar a nossa própria realidade, a partir de uma escolha consciente, a forma de atingir esse ponto libertador de consciência do observador iluminado. Há um estado mental em que saímos do fluxo ininterrupto de pensamentos, exercendo nosso poder da vontade, e passamos a estar concentrados na natureza de nossos pensamentos e de nossa realidade como um todo. Nesse momento nos tornamos aptos a recriar nossa realidade.

À medida que notamos pequenas alterações em nossa vida, surgidas a partir de nossas escolhas conscientes, vamos desprogramando, cada vez mais rápido, nossos hábitos subconscientes (neuroquímicos) pela diminuição da quantidade de receptores celulares para determinadas emoções. Além disso, desfazemos sinapses nervosas que não mais disparam juntas, fazemos novas sinapses e multiplicamos a quantidade de novos receptores para novos neuroquímicos.

Joe Dispenza relata a sua experiência pessoal de como cria o seu dia, como ele coloca em prática o que constata em seus estudos neurofisiológicos e dá uma perfeita descrição daquele estado de consciência, que transcende a nossa personalidade, a que os hindus chamam de samadhi:

“Temos que formular o que queremos e nos concentrar tanto nisso, e nos focar tanto nisso e estar tão conscientes disso, que perdemos a noção de quem somos. Perdemos a noção do tempo. Perdemos a noção de nossa identidade... No momento em que estamos totalmente envolvidos nessa experiência, em que perdemos a noção de quem somos, em que perdemos a noção do tempo... esta experiência que estamos tendo é a única coisa real. Todos já tiveram essa experiência quando puseram na cabeça que queriam muito algo. Isso é a física quântica em ação, é a manifestação da realidade. É o observador em plena ação".

Começa aqui a verdadeira viagem interdimensional de nossa consciência, que pode perceber todas as possibilidades e escolher uma, reconhecer a interconexão essencial entre todos os aspectos e possibilidades de seu próprio “eu”, a real capacidade de criar a própria realidade física e a interconexão e unidade quântica fundamental do Universo. Vê o próprio passado e futuro dentro de si mesmo, do seu presente, aprende a se ver pelos olhos de uma possibilidade dimensional sua e aprende a se ver pelos olhos do Observador.

“As pessoas apenas deviam aprender como elas são realmente incríveis e como suas mentes são realmente incríveis... e que não somente possuem essa coisa inacreditável dentro da cabeça... que pode  nos ajudar a transcender nós próprios. Pode existir um modo de o cérebro nos levar para um nível mais alto de existência, onde poderemos entender o mundo de forma mais profunda, onde poderemos entender nossos relacionamentos,  com as coisas e com as pessoas, de uma forma mais profunda. E nós podemos, finalmente, achar um maior significado para nós mesmos no mundo. Pode mos mostrar que existe uma parte espiritual no nosso cérebro a qual  todos nós podemos acessar...”.

Andrew Newberg

Médico Radiologista

Prêmio ao vencedor: Todos serão Um!

Faça conhecido o desconhecido

 

Categoria: Cláudio Azevedo

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