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Palestra de Lançamento do Volume 2 de Órion 

 CRoberto

09/04/2005

Realizado no Auditório Ciro Gomes da Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará

 

Um minuto de silêncio, em reverência Àquele, O Onipotente, Onisciente e Onipresente. Àquela Vida oculta que vibra em cada átomo, Àquela Luz oculta que brilha em cada criatura, Àquele Amor oculto que a tudo abrange numa Unidade. O Inominado e Incognoscível que apenas É o que É. Possa todo aquele que se sente uno Contigo, saber que ele é, por isso mesmo, uno com todos os outros.

 

Com o avanço da Ciência, não se concebe mais a separação entre o material e o imaterial, entre energia e matéria. Matéria é energia do vazio quântico coagulada. E qualquer forma de energia é uma forma de informação. Em um nível fundamental, o Ser humano não difere do Universo que o cerca. Ele é um fluxo incessante de informações energéticas, composto de energias mecânicas (químicas, térmicas e sonoras), energias eletromagnéticas (que são resultado do movimento dos elétrons) e energias quânticas (em suas formas condensadas, livres e escuras).

Qualquer estímulo energético captado por nossos sentidos, é uma forma de informação transformada em energia elétrica, que ao trafegar pelo Sistema Nervoso o faz de forma elétrica e química (neuro-endócrina) e gera inúmeras respostas energéticas em todo o complexo que é o Ser humano. Estamos acostumados a pensar que o cérebro é o responsável por nossa vida devido a seus sinais eletromagnéticos e neurotransmissores, mas o coração gera mais que o dobro de energia elétrica e 5 vezes mais energia magnética que o cérebro e neurotransmissores e neuropeptídeos são sintetizados por todo o organismo.

Dessa forma, quatro centros energéticos principais se fazem presentes: o nervoso, o cardíaco, o intestinal e o cutâneo; que interagem entre si e com os nossos sistemas endócrino e imunológico. Mas, mais que isso, existem energias mais sutis que também captamos de alguma forma, as sentimos, as transmitimos, alteram todo o nosso complexo energético e, portanto, são reais: nossos sentimentos, emoções e pensamentos.

Captamos quando uma pessoa querida não está bem, mesmo sem vê-la, sentimos quando alguém nos olha, mesmo estando de costas, sabemos quem é ao telefone, mesmo antes de atendê-lo. “Pré-sentimos” e “pré-vemos” sem usar nossos sentidos físicos, mas temos princípios sutis que captam essas energias emocionais e mentais. E são esses princípios, que também são energéticos, que são trabalhados em terapias complementares como a acupuntura, a homeopatia, o reiki, os florais de Bach, etc.. Somos seres multidimensionais que vivem múltiplas realidades físicas.

Nossa consciência consegue captar essas realidades pessoais sutis na vigília, no sonho e, raramente, no sono profundo. Temos princípios psicológicos pessoais, que são amplamente estudados pela nossa Ciência da Psicologia. Mas temos princípios que transcendem a nossa psique e conectam a nossa consciência a tudo e todos, princípios amplamente desenvolvidos e usados pelos artistas e pelos místicos.

Temos os minerais, o vegetal e o animal dentro de nós. Uma energia sutil nos liga a nossa família, fazendo com que padrões familiares não genéticos se repitam inconscientemente. Jung nos fala de uma energia sutil que une toda a humanidade (o inconsciente coletivo), médiuns captam energias alheias a ele próprio, santos falam do sol e da lua como irmãos, profetas falam com anjos e místicos se sentem unidos a um tipo de Energia Suprema que eles mal conseguem descrever com palavras.

E assim, quando levamos nossa consciência para dentro de nós mesmos entramos em contato com nossos medos e nossas negatividades (raivas, vinganças, invejas, etc.). Entramos em contato com as energias de nossos sentimentos (de prazer e dor), com nossos desejos e repulsas (que fazem com que criemos mecanismos de satisfazê-los), com nossos apegos e com nossos hábitos e tendências.

Muitas vezes é necessário um sofrimento intenso para que tenhamos coragem para olhar para nós mesmos. Nossas noites escuras dos sentidos, como chama São João da Cruz.

A partir de então, nesse mergulho interior, nossas percepções se ampliam e conseguimos captar energias mais sutis ainda. Alguns já têm essa capacidade, independentemente de serem capazes de olhar para o seu inconsciente pessoal. Experimenta-se estados de consciência ampliados que nos levam a situações hoje estudadas pela Parapsicologia (retrocognição, clarividência e pré-cognição), e nos comunicamos com outras formas de energia presentes em outras dimensões da existência (seres de luz e obcessores).

Mas é preciso silenciar todas essas experiências, silenciar nosso corpo físico, nossas emoções e pensamentos para conseguirmos ouvir a Voz do Silêncio.

Uma forma de percepção que se obtém quando se entra em contato com Aquela forma de Energia que deu origem a tudo e a todos. O Elo que une toda a criação e que, de alguma forma, está presente em toda ela: o Vazio, o Nada.

Então se tem a experiência mais avassaladora que um Ser humano pode experimentar. Na linguagem religiosa: experimentamos Deus em nossa consciência. Experimentamos a Verdade, experimentamos o Amor. E todas elas têm um nome para designar essa experiência...

Esse Amor Verdadeiro, é diferente de qualquer forma de amor que o Ser humano normótico pode experimentar. Os gregos falavam de cinco tipos de amor. Pornéia, o amor à matéria e aos sentidos, Storgé, o amor aos consangüíneos, Philia, o amor dos verdadeiros amigos, Eros, a paixão e o amor sensual, e Ágape, o amor totalmente desinteressado, o amor divino.

Mas todas essas formas são como que “iscas”, plantadas pelo Amor Verdadeiro, para que consigamos experimentá-Lo. Até a energia sexual é importante, contanto que saibamos como usá-la, pois ela tanto pode ajudar-nos quanto matar-nos. Essas energias interferem diretamente no complexo energético do Ser humano, levando-nos saúde ou doença.

É assim que adoecemos? É um estado de desarmonia energética que se reflete fisicamente. Para a OMS, saúde é um estado de bem-estar psicossomático, social, ambiental e cósmico. Um estado harmonioso com tudo e com todos. Fazer com que nossas energias físicas, emocionais e mentais vibrem na mesma freqüência da vibração natural de todo o Cosmos. Ser um com Deus.

E assim, diversas filosofias criaram diversas maneiras de mudar nossas freqüências vibratórias de forma a nos levar ao estado de saúde. Enquanto as filosofias ocidentais visam somente à saúde física, as filosofias orientais visam antes à saúde sutil visando, como conseqüência a saúde física, mas tendo como alvo a experiência direta da Verdade: de Deus.

Mas o ocidente já começa a se dobrar perante as comprovações de eficácia de técnicas como a homeopatia, a acupuntura, os florais de Bach, a medicina ayurvédica indiana, o Reiki, o Johrei, a massoterapia, etc., mesmo sem os compreender totalmente, pois ainda não construiu aparelhos para medir essas energias sutis.

E a nossa medicina avança, com a Psiconeuroimunologia, a Cardiopsicologia, o Biofeedback, etc. comprovando as influências de nossas emoções e de nossos pensamentos na nossa saúde física, fatos já milenarmente descritos por todas as tradições sapienciais.

E a ciência médica, comprovando todas essas tradições, hoje fala do cuidado com a nossa alimentação, da influência da energia solar em nossa saúde, e do correto respirar, da atividade física, dos exercícios de relaxamento e da meditação como meios de se obter nossa harmonia física, emocional e mental, para que possamos ouvir aquela Voz do Silêncio, nem que seja durante o nosso último suspiro: durante o nosso morrer.

E até o nosso último suspiro e o que ocorre após ele, já são objeto de estudos científicos sérios. Os inúmeros relatos registrados de continuidade da consciência pessoal após a morte clínica atestada por médicos, nas conhecidas experiências de quase-morte. Pessoas que morreram, experimentaram contato com essas outras realidades, e voltaram à vida no mesmo corpo físico, que estava morto para os médicos, nos fazem perceber e intuir que “morrer” não é o fim. Nada de novo se nos voltarmos a todas as tradições religiosas, que afirmam a existência de vida após a morte.

Mas essas tradições descrevem com detalhes muitos aspectos dessa passagem, dessa viagem da consciência a uma outra dimensão da existência, normalmente velada a nossos olhos. E são essas mesmas tradições, com exceção de nossa Igreja Cristã atual, que também afirmam que nossa consciência volta à vida física, sempre que parte dela com alguma pendência. A ciência ainda não tem nada a dizer sobre isso, mas também não tinha nada antes da vinda da descoberta do mundo quântico, quando,a partir de então, passou a constatar a veracidade de inúmeros ensinamentos espirituais.

Quiçá a nossa personalidade ainda exista para presenciar mais esse avanço da ciência, negando ou confirmando as notícias que muitas consciências já disseram e ainda dizem, do que ocorre no mundo de lá. 

 

AGRADECIMENTOS FINAIS

Agradeço fundamentalmente Àquela Incognoscível, a Verdade, pela oportunidade de buscá-La, e a bênção de poder tentar difundi-La. Tudo em minha vida tem sido regido por essa busca e por essa tentativa. Agradeço ao Cosmos e às incríveis “coincidências significativas”, mecanismo vital das sincronicidades que fazem tudo estar no lugar certo na hora certa. Agradeço também a todos os Seres de Luz e Homens Perfeitos que, inspirando a humanidade, defendem e propagam o Divino Propósito, que conhecem e ao qual servem. Agradeço à Galáxia, ao Planeta Terra, aos minerais, às plantas, com seus frutos e flores, suas cores e sentimentos, e aos animais com seus exemplos de sinceridade e fidelidade.

Agradeço à minha querida avó Maria Judith Freire de Andrade, representando toda a minha ancestralidade, pelo exemplo de bondade, paciência, resignação e perseverança ante às adversidades que lhe surgiram em vida. Esse exemplo considero e admiro como um ideal. Agradeço a toda a minha família através de meus pais, João Ferreira de Azevedo e Maria Jaci Freire de Azevedo, e através de minhas irmãs, Kátia Valéria Freire de Azevedo e Sayonara Freire de Azevedo, em cujo seio aprendo e pratico a arte do bom convívio social, mesmo diante de todas as dificuldades que essa prática traz.

Agradeço a Mariâm Nogueira Lopes, minha primeira esposa, e a meus filhos, Ana Lia Lopes de Azevedo (a desenhista desse livro), João Roberto Lopes de Azevedo (o meu lindo) e Isadora Medeiros e Botelho (minha enteada), em cujo convívio sigo obtendo aprendizados pessoais inestimáveis. Agradeço à minha grande amiga Paula Guimarães, companheira querida em muitas horas difíceis, e também aos facilitadores de minha formação holística de base, na UNIPAZ - Ceará, que contribuíram imensamente no aprimoramento de minha verdadeira obra prima, em constante evolução, que sou eu mesmo: Jean Yves Leloup, Pierre Weil, Roberto Crema, Harbans Lal Arora, Dra. Susan Andrews, Gislaine Maria d’Assumpção, Célia Burgos, Lama Padma Samten, Lika Queiroz e Lia Diskin.

Agradeço novamente ao amigo Carlos Cardoso Aveline, pelas recomendações preciosíssimas de cunho editorial que tanto engrandeceram esse volume, e também ao amigo Fritjof Capra, cujas obras despertaram meu interesse pela física quântica e pelas ligações entre ela e todas as tradições de sabedoria. Agradeço ao incentivo de meu Mestre Shihan Wagner Bull, aos amigos Wilson Mourão e Ricardo Kelmer, e, principalmente, a Juliana Araújo de Medeiros.

Juliana, com seus profundos questionamentos, seu compromisso irredutível com o autoconhecimento e com a Verdade, sua análise profunda dos acontecimentos e seu imenso e compassivo coração, me embriaga a alma, me alimenta o intelecto e me alegra o coração. Não há como descrever o indescritível ou por em palavras o inexprimível, apenas agradecer por tudo o que recebi e continuo recebendo...

 

Categoria: Cláudio Azevedo