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O cristianismo, a partir do quarto século para cá, perdeu muito de suas verdadeiras características fundamentadas no Evangelho.

Há muitos cristãos que se deixam levar mais pelas coisas exteriores e festivas do cristianismo, tais como os rituais e cerimônias, sem se preocuparem em nada com a sua reforma íntima. No entanto, é com a mudança de vida que o budismo, o hinduísmo e outras religiões orientais preocupam-se. Daí que as doutrinas orientais fazem mais sucesso no Ocidente do que as cristãs fazem no Oriente.
E, apesar de toda a miséria da Índia, sua cultura religiosa hinduísta faz com que ela tenha apenas 1% de assassinatos por 100 mil habitantes por ano. Já no Brasil, a maior nação católica do mundo, esse índice de criminalidade é assustador, pois é de 50 assassinatos!

Algo está, pois, errado com o cristianismo. É que ele não dá mesmo prioridade à vivência do Evangelho, mas a crenças em doutrinas dogmáticas polêmicas desde suas instituições. Muita gente morreu na fogueira por não as aceitar, mas ninguém morreu queimado por não ser caridoso, o que, aliás, seria também um erro. Mas a caridade é que é a base do ensino evangélico: "Eu vos deixo um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros".

E Jesus ensinou também que, se alguém estiver no altar fazendo oferendas e se lembrar de que não está bem com um seu semelhante, que vá, primeiro, reconciliar-se com o seu próximo, e só depois, então, volte ao altar para continuá-las. Realmente, estarmos reconciliados com o nosso semelhante é mais importante do que fazermos oferendas a Deus. Deus não precisa de oferendas, mas todos nós temos necessidade de estar em paz uns com os outros, sem o que nós não podemos ser felizes. Ademais, o amor a Deus passa pelo crivo do amor ao próximo (1 João 4,20).

Outros cristãos dão polpudos dízimos para os líderes religiosos e tapinhas nas costas deles, achando que, com isso, eles comprem o céu, como se Deus fosse um político ou juiz corrupto!
E por que será que o cristianismo primitivo conquistou rapidamente o continente europeu, mas hoje, 2.000 anos depois, apenas um terço do mundo é cristão? Urge, pois, que o cristianismo volte às suas origens!

As autoridades eclesiásticas, malhando em ferro frio, tentam romper as barreiras que se impõem à marcha do cristianismo, convocando concílios e sínodos. Mas se recusam a desvencilhá-lo de seus erros doutrinários que o dividem. Os hereges Ário, Orígenes, são Clemente de Alexandria e os gnósticos deixaram saudades! Com eles vitoriosos, o cristianismo já teria conquistado, se não todo, quase todo o mundo!

As autoridades cristãs contrárias a eles, ao longo dos séculos, estão como que colocando remendos de pano novo em vestes velhas, dando azo à ironia dos adversários do cristianismo, a exemplo de Nietszche, que disse que cristão só houve um, e morreu na cruz!

Mas, graças a Deus, Nietszche até que se enganou, pois houve, sim, e há muitos cristãos verdadeiros anônimos e os famosos, entre estes Francisco de Assis, são Vicente de Paulo, Teresa de Calcutá, irmã Dulce, Bezerra de Menezes e Chico Xavier, que não viveram preocupados com a crença ou não em dogmas, mas com a vivência do Evangelho, ou seja, o amor e o servir aos seus semelhantes, principalmente os mais carentes e marginalizados!
Categoria: José Reis Chaves

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