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TODA TEORIA NOVA SÓ SE TORNA VITORIOSA NA GERAÇÃO SEGUINTE

Não existe verdade humana plena e definitiva. E ela está tanto mais distante da realidade, quanto mais subjetiva for. Mas a objetiva pode ser também falha e temporária, a qual vai se aperfeiçoando com a nossa evolução. Apenas a verdade divina é uma realidade definitiva.
Para o método indutivo de Hegel, ou seja, da partida dos efeitos para as causas, do simples para o geral, do sintético para o analítico, o erro é uma fase da verdade. Assim, o hegelianismo defende o princípio filosófico da idéia que tem três momentos para a verdade: tese, antítese e síntese, com cada síntese tendo, por sua vez, mais outra antítese. Com algumas divergências, Hegel era um discípulo de Kant e ensinava que o mundo era como a evolução do espírito em direção da racionalidade, e que o racional era a realidade.

Há uma doutrina dogmática cristã contra a Bíblia que ensina que a ressurreição é do corpo, da carne. Recentemente, o maior teólogo católico da atualidade, o espanhol André Torres Queiruga, da Universidade de São Tiago de Compostela, afirma, de conformidade com a Bíblia (Eclesiastes 12,7), que a ressurreição é do espírito, inclusive a de Jesus ("Repensar a Ressurreição", Ed. Paulinas).

Aliás, esse ensino bíblico e de Queiruga, que endosso, está em consonância com o preconizado pela maioria das religiões, inclusive pelo espiritismo, que trouxe mais luz sobre essa questão. É que os teólogos do passado, por ignorância, confundiam materializações de espíritos com os cadáveres que estão no cemitério. Como se diz, eles confundiam conhaque de alcatrão com catraca de canhão!

A Igreja no passado tomava a história bíblica de Adão e Eva como se esse casal tivesse existido mesmo, literalmente, quando hoje os teólogos católicos lecionam que se trata duma metáfora. Porém muitas igrejas evangélicas ainda ensinam essa falsa verdade antiga da Igreja. Também os seis dias da criação são períodos de milhões de anos cada um para a Igreja, atualmente. Mas os evangélicos ainda pensam que se trata de dias de 24 horas, como assim pensava a Igreja de outrora. Em 1431, a médium clariaudiente Joana d’Arc foi queimada pela Inquisição como feiticeira e herética, mas foi canonizada pela Igreja em 1920.

Conclui-se que nós não podemos ser radicais com a verdade que é, de fato, um pouco da verdade de todos nós, pois, às vezes, a de outrem que, hoje, nos parece falsa, é a que, amanhã, poderá ser-nos a verdadeira. Se todos os erros do cristianismo já tivessem sido corrigidos, ele não estaria às tontas como está hoje, com certos princípios teológicos que a mentalidade do homem do Terceiro Milênio não aceita mais, e quando o cristianismo não pode mais obrigá-lo a aceitá-los!

Inspirando-me em Huberto Rohden, digo que a verdade divina é uma teo-realidade, enquanto que a humana é uma facticidade, isto é, uma imitação da teo-realidade.

Toda teoria nova é rejeitada pelos cientistas, e só se torna vitoriosa na geração seguinte, disse o físico alemão Max Planck, criador da teoria quântica, em 1900, o que está de acordo com essa nossa tese de que a verdade humana, inclusive a científica, é alterada de tempos em tempos, seguindo a evolução!
Categoria: José Reis Chaves

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