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Há 3.700 anos que israelenses e árabes vivem em conflitos. E esses conflitos ganharam uma dimensão internacional, no sentido de que revivem a chamada Guerra Fria entre a direita e a esquerda.

Primeiramente, quero dizer que desejo que ambos os povos, para os quais tenho grande admiração, deponham suas armas e resolvam seus problemas numa mesa de conversações. São muitos os laços cultural-religiosos que unem os brasileiros aos judeus e árabes. Aliás, as civilizações cristãs e árabe-israelenses estão unidas pelas tradições filosófico-religioso-bíblicas. O islamismo está permeado de elementos culturais, religiosos e históricos do Velho e Novo Testamento. Apesar de algumas diferenças teológicas entre as três religiões, o cristianismo é filho do judaísmo e o islamismo é filho dos dois. Assim, pois, se nós lamentamos quaisquer guerras, já que não devemos ser indiferentes ao sofrimento de nenhum povo, sejam quais forem a sua etnia e crença, com mais razão lamentamos o que ocorre no Oriente Médio.

Reprovamos a falsidade e a demagogia de muitas pessoas, mormente de líderes governamentais e de classes sociais, por assumirem posições a favor dos palestinos, simplesmente porque elas são simpatizantes da esquerda, e não porque sejam de fato solidárias com os palestinos que estão sofrendo. Para elas, é ser ultrapassado quem não tem repulsa pelos Estados Unidos. Elas existem até lá dentro do próprio país do Tio Sam. E elas atacam também Israel, justamente por ele e os EUA serem grandes amigos. Essas pessoas morrem de saudades da Guerra Fria! Por isso, elas vêem nesse conflito uma espécie de válvula de escape de seus interesses políticos ideológicos enrustidos.

E vejamos a origem dos conflitos israelense-árabes. Abrão era casado com Sara, uma mulher estéril. E ela própria propôs a Abrão que ele tivesse filhos com Hagar, uma egípcia serva deles. E, assim, nasceu Ismael. Mais tarde, porém, Sara acabou dando à luz Isaque. Quando ele desmamou, Abrão, para comemorar esse fato, deu um banquete. Mas Ismael debochou de Isaque. Sara, aborrecida com isso, pede a Abrão que rejeite Hagar e Ismael, e mande-os para o deserto, no que foi atendida.

Deus disse a Abrão que, por Isaque, seria chamada a descendência de Abrão, mas que faria também de Ismael uma grande nação. Como se vê, os dois filhos de Abrão receberam promessas positivas de Deus (capítulo 20 de Gênesis). Isaque casou-se com Rebeca, que deu à luz os gêmeos Esaú e Jacó. Os dois, ainda no ventre, já brigavam. Seriam eles inimigos de vidas passadas? Esaú é o mais velho, pois nasceu antes de Jacó.

Uma profecia foi feita a Rebeca pelo Senhor. Não creio que seja o próprio espírito de Deus o responsável por ela, pois Ele não faz acepção de pessoas. E eu não tomo nenhuma posição sobre ela, pois a acho muito estranha.

Ei-la: "Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço" (Gênesis 25,23). E são Paulo a confirma em Romanos 9,12 e 13: "O mais velho será servo do mais novo. Como está escrito: Amei a Jacó, porém, me aborreci de Esaú". Essa profecia dá o que pensar a todos os povos seguidores da Bíblia!

Eu respeito a fé religiosa dos palestinos radicais que, em combate, de acordo com sua crença, morrem sorridentes. Porém, será motivo de grande alegria para todo o mundo, quando, um dia, eles puderem sorrir, não por matarem e morrerem, mas por salvarem vidas, inclusive, a sua própria vida!


ttttt

Categoria: José Reis Chaves

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