O Que é Wicca?

 

Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino). Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses.

Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano.
Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios", ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar.

A maioria dos pagãos parece concordar com várias dessas crenças comumente sustentados:

  1. A divindade é imanente ou interna, bem como transcendente ou externa. Isso é expresso com freqüência nas frases: "Tu ás Deus" e "Tu és Deusa". Isso pretende representar que os Deuses tanto estão no Universo, no Planeta, quanto dentro de cada um de nós. Nós somos manifestações dos Deuses.
  2. Uma multiplicidade de deuses e deusas, como deidades individuais e como facetas dos dois Aspectos Divinos.
  3. Amor e respeito pela Natureza como algo divino por direito próprio fazem da conscientização ecológica e dessa atividade uma obrigação religiosa.
  4. Descontentamento com as organizações religiosas monolíticas e desconfiança de supostos messias e gurus.
  5. A convicção de que os seres foram feitos para viver vidas repletas de Amor, alegria, prazer e humor. A concepção de "pecado original" inexiste.
  6. O direito de agir como bem quiser, desde que isso não prejudique a ninguém.
  7. O conhecimento de que, com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são totalmente capazes de realizar magia.
  8. A importância da conscientização e celebração dos ciclos solar e lunar e também de outros em nossas vidas.
  9. Uma grande fé na capacidade das pessoas de resolverem seus próprios problemas e dificuldades.
  10. Um total compromisso com o crescimento, evolução e equilíbrio pessoal e universal. Espera-se que o pagão realize esforços intermitentes nessas direções

A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte.

O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma alguma, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Concelho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.)

A Lei Tripla ( ou Lei de Três ) é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa , seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar à você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você.

Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos.

A palavra Bruxo aplica-se (ou ao menos deveria ser aplicada APENAS) aos representantes da Arte. A palavra WARLOCK que significa "aquele que rompe o juramento" é usada para apontar traidores da Grande Mãe.

Como a Arte Wicca é uma religião orientada para a Natureza, a maioria dos seus membros está envolvida de uma maneira ou de outra com movimentos ecológicos e com reivindicações ambientais atuais.

Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte.

Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.

Os bruxos não praticam qualquer forma de baixa magia, magia negra ou "mal". Não cultuam nenhum diabo, demônio ou qualquer entidade do mal, e não tentam converter membros de outras fé ao Paganismo. Respeitam todas as religiões e acham que a pessoa deve ouvir o "chamado da Deusa" e desejar verdadeiramente, dentro de seu coração, sem qualquer influência externa ou proselitismo, seguir o caminho wiccano.

*** Fonte: Wicca: A Feitiçaria Moderna.


Origens da Bruxaria Wicca

Falar em origem da bruxaria é o mesmo que retornar aos primórdios da Humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza.

Segundo os estudiosos da Pré-História, a primeira demonstração de arte devocional foram as MADONAS NEGRAS, encontradas em cavernas do período Neolítico. Portanto, as Deusas da Fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Da mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando a Luz a uma criança, todo o Universo deveria ter sido criado por uma GRANDE MÃE. Entre os povos que dependiam da caça, surgiu o culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero. Os chifres sempre representaram a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias cósmicas. Hoje a figura do Deus Cornífero é bastante problemática, pois, com o advento do Cristianismo, ele foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões judaico-cristãs. Ele não é reconhecido e muito menos cultuado pelas Bruxas. O Diabo é venerado apenas pelo Satanismo, que é um culto Anti-Cristão. Como a nossa religião já existia muitos milhares de anos antes do Cristianismo, não temos nada a ver com o Diabo e os Satanistas.
Existem vários ramos da Bruxaria, em diversas partes do mundo, mas aqui, estamos nos ocupando da Wicca. Ela surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles! Mas como esse povo foi o mantenedor da tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais da Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o simbolismo correto, e não misturemos os Panteões num mesmo ritual.

A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tenham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo. Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da Wicca a incorporar elementos do Panteão Greco-Romano, especialmente na Bruxaria Italiana.

Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus.
Se fôssemos descrever essa época infame, em que milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, foram perseguidas, torturadas e assassinadas pela Inquisição, com certeza, escreveríamos um livro com milhares de páginas, mas este não é o nosso objetivo. Muitas das vítimas da Inquisição não eram Bruxas, e sim, pessoas com problemas de saúde, doenças mentais, deficiências físicas ou somente o alvo da suspeita e inveja do povo. Também era comum se acusar pessoas para tomar seus bens, pois esses eram divididos entre os inquisidores. Durante o tempo das fogueiras, o medo fez com que muitas de nós permanecêssemos no anonimato para resguardarmos nossa vidas e nossa famílias.

Muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu. Por isso, não é correto dizer que a Wicca de hoje é a mesma de séculos atrás. No presente, um grupo de pessoas abnegadas e corajosas está redescobrindo e recriando a Nova Bruxaria ou Neo Paganismo, como também é conhecido.

Eu recomendo que se leia alguns livros dado na bibliografia, para um conhecimento mais profundo da história, e que se pesquise outras formas da bruxaria além da Wicca, pois todas essa formas são derivadas do Xamanismo Primitivo, e só poderão enriquecer o nosso trabalho.


AS DEUSAS E OS DEUSES NA WICCA

Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições.

Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.

Princípio Feminino ou Grande Mãe.

A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.

A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.

Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!

Princípio Masculino ou Deus Cornífero.

Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento.

Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber p verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. Quando discutirmos a Roda do Ano, esses conceitos serão novamente explicados na parte dos rituais.

Mas o sentido profundo do simbolismo na Bruxaria só pode ser verdadeiramente entendido através da meditação e do contato intuitivo com a energia dos Deuses.

Texto retirado de: AS BRUXAS DO BRASIL - CURSO WICCA PARA BRASILEIROS - MICAELA ELGEL


Ritual de Auto-Iniciação

O Ritual de Auto-Iniciação é um compromisso entre você e os Deuses, portanto deve ser feito em absoluta solidão.

Escolha uma Lua Cheia, próxima de seu aniversário, se possível, vá para um lugar próximo à Natureza. Uma casa de campo ou praia é o ideal. No dia do Ritual, procure estar em contato com a Natureza. Tire o dia para descansar. Afaste-se um pouco da televisão, dos jornais e de todas as fontes de notícias negativas. Esqueça as contas, os problemas de família e tire o fone do gancho.

Escolha um local onde você não seja interrompida.

Antes do Ritual, limpe cuidadosamente o local onde ele será realizado, mentalizando que todas as energias negativas estão saindo juntamente com a poeira.

Tome um banho relaxante. Um banho com pétalas de rosa e algumas gotas de perfume é o ideal.

Este Ritual pode ser feito ao ar livre, mas como a pessoa deve estar nua, eu acho melhor fazê-lo num recinto fechado para não atrair curiosos, e, principalmente, para não ter problemas com a Polícia!

Você pode seguir à risca o Ritual abaixo, ou usá-lo como base para criar o seu próprio Ritual, o que é bem melhor, pois você deve usar as suas próprias palavras para se dirigir aos Deuses sem ficar copiando ou simplesmente decorando textos de terceiros.

Os Materiais necessários para o Ritual são os seguintes: 

  • Uma vela preta representando a Deusa
  • Uma vela branca representando o Deus
  • Quatro velas para os Quadrantes, sendo uma vela preta para o Norte, uma vela branca para o Leste, uma vermelha para o Sul e uma azul para o Oeste (essas são as cores da tradição Celta, se você quiser, pode mudá-las)
  • Incensório com incenso do seu agrado
  • Um pires de Sal Marinho
  • Uma vasilha com água de fonte, de rio ou água mineral. Procure não usar água de torneira
  • Um Athame ou qualquer punhal de sua escolha
  • Um cálice de Vinho Tinto (caso você não possa tomar bebidas alcoólicas, substitua por suco de maçã ou água)

O Ritual deve ser feito após o crepúsculo. deixe que o local escolhido receba a luz da Lua por alguns minutos. No dia do Ritual, procure não comer carne e nem tome drogas de espécie alguma. Faça um jejum ou coma frutas e verduras.

Quando for para o Círculo, tenha a certeza de que levou o material necessário para não ter que sair e interromper o Ritual.

Se houver outras pessoas na casa, peça para que você não seja interrompida durante aquele período.

Durante o Ritual, você deve estar nua, sem jóias ou qualquer adorno. Os cabelos ficam soltos se forem compridos.

O objetivo do Ritual é nos apresentarmos aos Deuses da forma mais natural possível.

Acenda as velas em seus respectivos Quadrantes, que devem ser determinados com uma bússola antes do Ritual.

Monte o Altar ao Norte, com a vela da Deusa à esquerda e a vela do Deus à direita.

No Altar também devem estar o Cálice, o Athame, o sal, a água e o incenso, que deve ser aceso na vela da Deusa.

Você também pode colocar no Altar coisas que sejam importantes para a sua vida e outros objetos de seu agrado.

Lembre-se que a liberdade é a essência da Bruxaria!

Apague as luzes e deixe que somente a luz das velas ilumine o aposento.

Segure o Athame com ambas as mãos e trace o Círculo no sentido horário, começando pelo Norte, e diga com energia e máxima concentração:

"Em nome da Deusa e do Deus, eu traço este Círculo de proteção! Dele nenhum mal sairá. Dentro dele, nenhum mal poderá entrar. Pelos guardiões dos Quatro Quadrantes da Terra, eu convido todos os Elementais da Terra, do Ar, do Fogo e da Água para que entrem nesse Círculo e me auxiliem nessa iniciação."

Volte ao Norte, beije a Lâmina do seu Athame e coloque-o novamente no Altar. Pegue o Sal, jogue três punhados na Água e diga:

"- Abençoado seja o Sal que purifica esta Água!"

Segure a vasilha com a Água salgada e dê três voltas ao redor do Círculo, em sentido horário, enquanto deixa cair algumas gotas no chão. Volte ao Norte e diga:

"- Da mesma forma que o Sal purificou a Água, que minha vida seja purificada pelo Amor da Grande Mãe!"

Pegue o Incenso e dê três voltas ao redor do Círculo, no sentido horário, volte ao Norte e diga:

"- Abençoada seja esta Criatura do Ar, que leva até os Deuses a minha oferenda de Alegria!"

Fique de fronte para o Altar e diga:

"- Eu (diga seu nome completo), compareço diante dos Deuses de minha livre e espontânea vontade, abrindo meu coração para as verdades e ensinamentos da Wicca. Juro perante os Deuses jamais usar meus conhecimentos para prejudicar qualquer criatura viva ou para finalidades egoístas.

Juro nunca fazer em meus Rituais de Wicca nada que cause dor, sofrimento, humilhação ou medo a nenhuma criatura viva.

Juro defender meus irmãos e irmãs na Arte, bem como divulgar a Wicca para todos os que desejarem aprender, sem jamais tentar converter ninguém às minhas crenças ou menosprezar as crenças alheias.

Juro amar o Planeta Terra, procurar sempre harmonia com toda a Natureza, e, acima de tudo, colocar sempre a vida humana acima de interesses materiais.

Juro nunca prejudicar meus irmãos da Arte ou revelar seus nomes mágicos, embora eu tenha o direito e a obrigação de me defender contra energias ou pessoas negativas que queiram me prejudicar ou fazer mal aos que eu amo.

A partir de agora, não existe nenhuma parte de mim que não seja dos Deuses; portanto, meu corpo é sagrado.

Nenhuma parte dele é impura ou vergonhosa. Meu corpo merece todo o respeito, como fonte divina de vida e prazer.

A partir de agora, a verdadeira autoridade sobre mim virá somente dos Deuses. Não aceitarei nenhum tipo de opressão, nem ficarei ao lado dos que oprimem meus semelhantes em busca de poder.

A partir de hoje, lutarei para que a Justiça do Deus e Amor da Deusa sejam estabelecidos na Terra.

Assim seja!


Pegue o Cálice, derrame um pouco de vinho no chão e diga:

"- Da mesma forma que este vinho se derramou, que o poder seja tirado de mim se eu não cumprir meu juramento!"

Molhe o dedo no vinho, desenhe um Pentagrama no ponto entre as sobrancelhas e diga:

"- Que meus pensamentos sejam guiados pela Luz dos Deuses!"

Molhe o dedo novamente, e desenhe um Pentagrama em cada Pálpebra, dizendo:

"- Que meus olhos vejam o Poder dos Deuses em toda a Natureza."

Molhe o dedo, desenhe um Pentagrama em sua boca, dizendo:

"- Que todas as minhas palavras sejam para propagar o Amor dos Deuses."

Molhe o dedo e trace um Pentagrama em seu coração, dizendo:

"- Que a Grande Mãe esteja em meu coração, para que eu tenha compaixão por todos os seres humanos e por todas as criaturas."

Molhe o dedo e trace um Pentagrama na Região Sexual, dizendo:

" - Que meu sexo seja abençoado pelos Deuses, para que haja fertilidade em minha vida."

Molhe os dedos e trace um Pentagrama em cada um de seus pés, dizendo:

"- Que meus pés me levem pelos caminhos da Felicidade, e que os Deuses guiem todos os meus passos."

Segure o Cálice com ambas as mãos, beba o Vinho, deixando um pouco no fundo, e diga:

"- Este é o Útero da Grande Mãe. Dele eu vim, e para ele eu voltarei com Alegria! Que assim seja, para o bem de todos!"

Jogue o resto do vinho no chão.

O Ritual em si está terminado, mas você ainda pode ficar mais alguns minutos no Círculo para meditar sobre a Bruxaria e todas as promessas assumidas.

Obs.: se você quiser assumir um nome mágico, assim que derramar o vinho no chão, diga:

"- De agora em diante, meu nome perante os Deuses é (diga seu nome mágico)."

Este nome deverá ser conhecido somente por você! Dentro de Um Ano e Um Dia, você poderá fazer um novo Ritual para confirmar seus votos, mantendo ou alterando seu Nome Mágico.

O Ritual de Auto-Iniciação é uma data de muita alegria; portanto, não fique preocupada se errar algumas palavras ou esquecer alguma coisa. Nem precisa ficar preocupada se você não souber falar palavras bonitas. O mais importante é o que está em seu coração, e os Deuses conhecem muito bem as palavras sinceras. Se você não tiver os materiais necessários ou um ambiente propício, improvise dentro das suas condições.

Use a imaginação, pois o mais importante é o Amor e a Devoção pelos Deuses.

Texto retirado de: AS BRUXAS DO BRASIL - CURSO WICCA PARA BRASILEIROS - MICAELA ELGEL


Instrumentos da Wicca

Os instrumentos usados nos rituais da Wicca têm a sua origem perdida no tempo. Eles são importantes focos de concentração e ferramentas para provocar alterações de consciência, mas é preciso que se saiba exatamente o seu significado para que sejam usados corretamente. Embora eles possam dar um toque de beleza e alegria aos rituais, uma verdadeira Bruxa jamais deve ficar dependente deles, porque a verdadeira Bruxa se faz com a mente e com o coração!

  • A Vassoura
  • A Varinha
  • O Incensário
  • O Caldeirão
  • O Athame
  • O Cálice ou Taça
  • Cristais
  • A Túnica
  • O Pentagrama
  • A espada cerimonial
  • O Livro das Sombras
  • O Altar

A Vassoura

As bruxas usam sempre sua vassoura, tanto em rituais como no seu dia-a-dia. Começamos os rituais varrendo toda a área, ato que é realizado sem que a vassoura toque o solo, com a bruxa visualizando a limpeza do astral. Isso purifica todo o espaço e traz tranqüilidade ao ambiente. A Vassoura também pode ser usada para a proteção da casa, sendo colocada atrás da porta principal.

A Varinha

Usamos a varinha para invocações e direcionamento de energias. Quando queremos chamar os deuses, para que nos protejam durante um ritual, é com ela que o fazemos. Quando traçamos o círculo mágico no chão ou dirigimos qualquer encantamento, é também por meio da varinha. Você pode imaginar, então, o quanto ela é importante para nós! Pode ser feita de um delgado galho de uma árvore ou um galho mais resistente de erva. Alguns dizem que o carvalho, a macieira, o pessegueiro e a cerejeira são as árvores que melhor se adequam à confecção da varinha. Eu, por minha vez, considero que qualquer árvore pode ser escolhida, desde que tenha sido despertado estreito elo entre ela e a pessoa, o mesmo acontecendo com as ervas.

Lembre-se de que só você pode sentir o material que mais a sensibiliza. Se sua sensibilidade conduzi-la a um galho de uma velha mangueira, não pense duas vezes, essa será a sua varinha! Muitas vezes demoramos a encontrar nossa varinha. Não devemos nunca nos impacientar nessa procura, pois corremos o risco de escolher errado. Quando encontrar o material que mais se harmoniza com sua energia, é hora, então, de colhê-lo.

Numa noite de lua cheia, dirija-se à árvore ou erva que tiver escolhido. Chegando lá, sente-se o mais próximo que puder. Converse com a árvore ou erva, diga-lhe sua intenção, o porquê de querer um pedaço da planta e peça-lhe permissão para o corte. Esse é um dos mais belos momentos da bruxaria, pois estabelecemos um elo tão forte com a planta, que podemos perceber o seu consentimento. Após a planta ter-lhe concedido o corte, pegue uma faca de prata e virgem, de preferência na forma de meia-lua e, delicadamente, corte o galho escolhido.

Amarre no lugar do corte um objeto seu ou, mesmo, uma mecha de seus cabelos; é o seu presente para a planta, sinal de gratidão.

O Incensário

O incensário pode ser feito de metal, barro, cerâmica ou, até mesmo uma concha encontrada na praia. Não importa, na verdade, o material; fundamental é que ele permita que o incenso queime sem apagar constantemente . Meu incensário é um pentagrama dourado, facilmente encontrado em lojas esotéricas.

O Caldeirão

Quando pensamos em bruxas, inevitavelmente surge a imagem do caldeirão. Claro que para nós, bruxas, ele de forma alguma foi feito para cozinhar criancinhas, como na estória de João e Maria! Para nós, ele representa o Útero da Deusa, essência da fertilidade e do eterno feminino. Nele as coisas se transformam; o grão se torna alimento; a raiz, remédio... O caldeirão desempenha papel muito importante nos rituais. Nos da primavera, colocamos nele água pura de fonte e muitas flores.

Nos de inverno, deixamos uma chama de fogo sair de dentro dele, representando o retorno do calor e da luz solar. Não precisa ser grande, o importante é que seja de ferro ou barro. Seu tamanho varia, mas é aconselhável que nele caiba no mínimo um litro d'água.

O Athame

O Athame nada mais é do que um punhal, de preferência de prata, com o cabo preto, pois essa cor absorve o poder, e assim, fica-se sempre com uma carga de energia positiva armazenada no instrumento. Não cortamos nada com o athame; só o usamos como instrumento direcionador de energia durante os rituais ou encantamentos.

Por ser essencialmente masculino, ele está relacionado ao Deus Cornífero.

O Cálice ou Taça

Na taça, temos outra vez representado o útero da Grande Mãe, a sua infinita fertilidade; e dela podemos nos servir para beber o vinho durante os rituais ou para guardar a água pura de fonte que sempre devemos ter em nosso altar. A Taça pode ser feita de qualquer material: A minha é toda de cristal, que "roubei" do enxoval de minha avó.

Cristais

Os cristais tem o poder de armazenar energia criativa, filtrar ambientes, e é sempre interessante usá-los em seu altar . Porém é preciso ressaltar que, a destruição trazida por uma mina de pedras semi-preciosas . Assim, não saia como uma maluca comprando quilos de pedras!

Quem sabe você até já não as tem,em jóias de família? Caso não, você até pode comprá-las, mas esteja consciente do como aquelas pedras chegaram até suas mãos.

Eu tenho uma boa coleção de pedras, todas as comprei. Na época não tinha noção de como elas eram conseguidas (nunca havia parado para pensar). Hoje em dia converso muito com elas, e sempre que possível, coloco-as perto de terra fértil, plantas e as deixo receber a luz do Sol e da Lua.

A Túnica

Embora muitos "Covens" (nome pelo qual são conhecidas as assembléias dos Bruxos, que significa "Irmandade") prefiram trabalhar "vestidos de céu", ou seja, completamente nus, existe a opção de se usar a Túnica, tradicionalmente negra. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a sua energia seja "vampirizada". A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal, como se costuma pensar erroneamente. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes.

Porém, não se deve usar somente a cor negra, pois precisamos da vibração de todas as cores. E muito menos por mero exibicionismo ou para parecer ESOTÉRICO!

Trabalhar nus ou com Túnicas deve ser uma escolha do grupo. Deve-se ter o cuidado para que a nudez não atraia pessoas mal-intencionadas. A nudez deve ser um sinal de pureza, de libertação de nossos medos e tabus. Para tanto, é preciso ter um coração puro diante dos Deuses e dos nossos semelhantes, trabalhando muito bem com nossos corpos.

É impossível se trabalhar inibida pela nudez, o que tornará o ritual totalmente improdutivo. Se esta for a situação, é melhor usar uma Túnica, mas, com o tempo, é preciso superar esses bloqueios, pois eles são frutos de uma moral Judaico-Cristã repressiva, sendo que a nudez deve ser encarada como algo natural.

O Pentagrama ou Pentáculo

O Pentagrama é uma estrela de cinco pontas, usada para proteção. Pode ser feito de madeira, de qualquer metal, como também pode ser desenhado e colado numa cartolina e depois recortado.

Representa os cinco elementos: Terra, Água, Fogo, Ar e Éter (espírito). Sempre que possível, use-o perto de você.

A espada cerimonial

A espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo.

Em certas tradições wiccanianas, a espada cerimonial é usada no lugar do athame pela Alta Sacerdotisa de um coven, para traçar e apagar o círculo.

A espada cerimonial, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais mágicos.

O Livro das Sombras (BoS)

O Livro das sombras (também conhecido como "Livro Negro" ou "Book of Shadows") é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos.

Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por um coven.

Quando ocorre a morte de um bruxo, seu Livro das Sombras pode ser passado para seus filhos e netos, mantido pelo líder do coven (se o bruxo tiver feito parte de um) ou queimado para proteger seus segredos.

Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende da vontade pessoal do bruxo, e da tradição a qual ele seguia.

O Altar

Sempre que possível, uma Bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou Luxuoso.

Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais.

Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, Água para esse mesmo Elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Abuse da sua criatividade, pois o Altar é o seu espaço pessoal, onde deve ser colocado todo o seu Amor. Se, por algum motivo, você não puder montar um Altar onde você mora, crie um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.

* Fonte: Revelações de uma bruxa - Márcia Frazão Wicca: A Feitiçaria Moderna - Gerina Dunwch - Curso Wicca para Brasileiros - Micaela Elgel

Símbolos

Os símbolos são parte importante tanto no aspecto religioso como no mágico da Wicca. Eles são marcados em vestes, velas, ferramentas ritualísticas, amuletos e talismãs, e são ritualisticamente usados pelos bruxos para alterar sua consciência e produzir energia criativa. Os signos do zodíaco e dos planetas são mualdeirão da Bruxa Wicca, assim como também os símbolos abaixo:

As três luas

É o símbolo sagrado da Deusa, que indica suas três faces: A virgem, A Mãe e a Anciã. É utilizado em invocações à Grande Mãe e a todas as deidades lunares.

O Pentagrama

É um dos símbolos pagãos mais poderosos e mais populares utilizados pelos bruxos na magia cerimonial. Ele representa os quatro e místicos elementos, fogo, água, ar e terra, superados pelo espírito.

O Triângulo

É um símbolo da manifestação infinita da magia ocidental, usado em rituais para invocar os espíritos quando o selo ou sinal da entidade a ser invocada está colocado no centro do triângulo. O triângulo, equivalente ao número três, é também sagrado da Deusa Tripla. Invertido, ele representa o princípio masculino.

O Selo de Salomão

O selo de Salomão é um hexagrama que consiste de dois triângulos entrelaçados, um voltado para cima, e o outro, para baixo. Simboliza a Alma humana, pois une o princípio feminino ao masculino.

O Ankh

É um antigo símbolo egípcio. Simboliza a vida, o conhecimento, o cósmico, o intercurso sexual e o renascimento. Também é conhecido como "Cruz Ansata".

O Olho de Hórus

É outro antigo símbolo egípcio muitas vezes usado na Feitiçaria. Representa o "Terceiro Olho".

Além dos mencionados, existem centenas de outros símbolos antigos usados em Wicca, como os de fertilidade masculina e feminina, sinais de paz, números, flores, animais, criaturas e outros.

A Roda do Ano

A Roda do Ano representa o sagrado círculo onde a Deusa virgem concebe seu filho, o vê crescer, se apaixona por ele, até que a morte leve-o a Terra da Juventude Eterna, para novamente renascer.

Muitas pessoas tem dificuldade de aceitar que o deus morra, por não entenderem que ele realmente é Eterno - tão eterno quando a natureza. Ele sacrifica-se para dar continuidade a própria vida, fechando o Sagrado Círculo - Criação, crescimento, apogeu e declínio.

A Destruição do velho revigora a força Natural, pois este é substituído pelo novo.

Essa Roda é marcada por oito Sabbaths:

Yule

Sua comemoração acontece por volta do dia 21 de junho. Nesse período a Deusa da a luz a seu filho e amante, o Deus Cornífero. Yule é um tempo de grande escuridão, da mais longa noite do ano, quando o inverno se estabelece. Entre os antigos povos primitivos, era o dia em que imploravam que o inverno não fosse por demais rigoroso e que as forças da natureza estivessem sempre ao seu lado. Como o Deus Cornífero também é o Sol, Yule marca o renascimento desse astro dentro da Roda do Ano.

No período de Yule, devemos ornamentar nosso altar com um azevinho, folhas de figueira ou cipreste e manter velas acesas simbolizando o retorno da luz do Sol.

Esse é o tempo da realização de feitiços e preparação de amuletos voltados para a proteção.

Em Yule, honramos a Deusa no seu aspecto divino e eterno de Mãe, sendo o Deus sua criança divina, o novo ano solar.

Imbolc

Celebrado por volta do dia 31 de julho ou 1 de agosto. Imbolc marca o restabelecimento da Deusa após ter dado à luz ao seu filho Deus. Ela é acordada, então, pela luz dos dias, que se tornam gradativamente mais longos. Seu filho já não é mais um bebê, tendo se tornado um jovem sedutor, e seu poder é sentido no morno calor dos dias, agora um pouco mais compridos. Esse calor fertiliza a Terra, ou seja, a Deusa, e proporciona ao longo do período a germinação das sementes.

É o sabbath dedicado à purificação. É a festa da fertilidade, caracterizada por muitas velas acesas, que representam nossa própria iluminação e inspiração.

Imbolc também é conhecido como Oimelc, Lupercalia, Festa de Pã, dia de Brigit, além de outro nomes.

Nesse período, não existem flores nem frutos no altar, representando o que acontece com a natureza.

É tempo propício para a realização de feitiços ligados à fertilidade e à prosperidade.

Ostara

Celebrado por volta do de 21 de setembro, é o Equinócio de Primavera. Neste dia comemoramos o primeiro dia de primavera, quando as energias da natureza desabrocham de forma exuberante.

É o tempo em que a Deusa envolve a Terra com seu manto fértil e o Deus Cornífero vivência sua maturidade. No período de Ostara, noites e dias são iguais e tanto o Deus como a Deusa impelem os animais selvagens à reprodução. É o tempo em que vivenciamos o começo enquanto ação que nos leva a novos acontecimentos. Nosso altar deve estar decorado com narcisos e ovos coloridos. Os narcisos representamos primeiras flores da primavera e os ovos pintados, a fertilidade. Devem ser realizados feitiços ligados a começos, ou seja, novos amores, nova casa, novo emprego, nova vida, etc. Em Ostara, a Deusa é reverenciada no seu aspecto de Deusa da Primavera, e o Deus, no seu aspecto de Deus da Fertilidade.

Beltane

É celebrado no dia 31 de Outubro. Beltane marca a entrada do Deus Cornífero no seu período adulto; ele já não é mais um jovem sedutor e se transformou num verdadeiro homem. Dentro de si habita toda a potência da natureza masculina, e ele deseja a Deusa ardentemente. Ela também se apaixona, e juntos fazem amor sobre as relvas floridas.

Nesse ritual, deve-se colocar no jardim um tronco ou mesmo um bambu, no centro de um grande círculo. Esse poste deve ser muitas fitas coloridas que cairão quase até o solo. As pessoas deverão dançar em círculo, segurando a ponta de uma fita. Na verdade, esse poste representa nada mais nada menos do que o fallus, ou seja, o órgão genital masculino.

Deve-se ter também nesse período o caldeirão repleto de água com flores boiando na sua superfície. O altar deve estar decorado com uma grande variedade de flores. É tempo dos feitiços ligados à fertilidade feminina e ao amor.

A Deusa é, então, venerada como noiva, e o Deus, como Senhor da Floresta; Beltane é tempo de celebração da Sagrada União.

Litha

É celebrado por volta de 21 de dezembro. É o tempo do solstício de verão, quando os poderes da Natureza se encontram no apogeu, e a Terra se encontra banhada pela fertilidade da Deusa e do Deus. Tudo é claro, e o sol brilha com enorme intensidade. É tempo das flores solares, como o girassol e a calêndula. O altar deve ter muitos girassóis expressando a potência do Sol nessa época. Ervas mágicas devem ser queimadas no incensário e é também o tempo de colher. Os feitiços são os que estão destinados a aumentar nossas energias e também os de proteção. A Deusa é honrada no seu aspecto Gaia, Mãe Terra, e o Deus, no seu Aspecto de Deus Sol.

Lammas

É celebrado por volta do dia 2 de fevereiro. Também conhecido sob nome de Lughnasadh, é o período da colheita, quando as plantas da primavera mostram seus frutos e sementes, assegurando, assim, futuras colheitas. Nesse período, o Deus Cornífero gradualmente perde sua força, e as noites vão lentamente ficando mais longas do que os dias. A Deusa observa ternamente o fenecimento de seu amante, sabendo que, dentro dela, ele vive enquanto seu filho. No altar devemos colocar ramos de trigo, espigas de milho e flores da estação. Assamos bolos e pães, e os comemos junto com outros frutos do verão. É tempo de agradecer o alimento recebido e realizar os feitiços ligados à prosperidade. A Deusa é, então, honrada no seu aspecto Semente, e o Deus é reverenciado no seu aspecto de Senhor da Colheita.

Mabon

É celebrado por volta de 21 de março. É o equinócio de outono, quando a colheita iniciada em Lammas atinge sua plenitude. Mais uma vez dias e noites são iguais, e o Deus se prepara para partir, deixando seu corpo físico e ingressando na sua jornada rumo ao impessoal, para dar lugar ao renascimento da Deusa. A Natureza declina, preparando-se para o inverno. As folhas caem melancolicamente, e tudo parece fenecer tal qual o luminoso Sol.

Nesse período o altar deve ser adornado com flores da estação e alguns frutos. É tempo de realização, de feitiços banidores daquilo que não mais se quer, como hábitos sedimentados ou, mesmo, doenças. A Deusa é, então honrada no seu aspecto de Mãe Terra Provedora, e o Deus é homenageado no seu aspecto de Grão.

Samhain

É celebrado por volta do dia 30 de abril, 1 de maio. É o período de despedida do Deus Cornífero, que vai penetrar na eterna escuridão e retornar, renascido em Yule.

Samhain é também conhecido sob nome de Festa dos Mortos e Festa das Maçãs.

Por ser uma das datas mais importantes para as bruxas, em que se comemora a passagem do ano, ponto em que a Roda completou seu ciclo, Samhain também tornou-se conhecido como Dia das Bruxas.

Samhain é tempo de reflexão, em que olhamos para o Ano que passou e procuramos reconhecer nossos atos e deles extrair o significado de nossa vivência. Nesse dia, as bruxas sentem que o grande portal que separa a realidade física da espiritual está aberto, e nessa noite relembramos nossos ancestrais e podemos estabelecer intensa ligação com eles. O altar deve ser ornamentado com maças e folhas de cipreste, e em seu centro deve-se colocar uma cuia cheia de água e algumas velas acesas. É o dia da celebração da escuridão e da morte, e os espíritos nos auxiliam na leitura de oráculos. Em Samhain reverenciamos a Deusa no seu aspecto de Senhora dos Mistérios e o Deus, em seu aspecto de Senhor da Morte. É o período em que o ciclo se cumpre, deixando-nos a esperança do renascimento.


Covens ou Assembléias

A que é um coven? Coven é, nada mais nada menos, que um grupo de bruxos e bruxas, que se unem num laço mágico, sob o objetivo de louvar a Deusa e o Deus e o juramento de fidelidade a Arte.
Um coven, tem como filosofia o "Perfeito Amor e a Perfeita Confiança". Isso quer é, dentro do coven deverá prevalecer a união, pois um coven é, antes de mais nada, uma família.

Tradicionalmente, ele abriga o máximo de 13 pessoas. Num grupo tão pequeno, todos tornam-se de vital importância, e a falta de qualquer membro faz falta.

Em bruxaria, não exite nenhuma entidade hierárquica . O coven não precisa ser associado a nenhuma fundação "Maior" com um "grande chefe" comandando tudo.

O líder do coven, deve possuir sensibilidade e poder interior para canalizar a energia do grupo, para dar início e interromper cada fase do ritual, ajustando a duração de acordo com o animo do grupo. Ele normalmente é escolhido pelo próprio grupo.

Para tornar-se membro de um coven, o bruxo deve ser iniciado, deve submeter-se a um ritual de comprometimento no qual os ensinamentos e segredos internos do grupo são revelados. A iniciação é seguida de um longo período de treinamento, onde a confiança do grupo é aos poucos conquistada.

Um coven sempre mantém encontros periódicos, para o treinamento de exercícios, troca de experiências, comemoração de sabbaths e esbats, além de trabalharem juntos em outros rituais. Cada coven tem seu próprio símbolo e nome; covens próximos podem e devem trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro.

*** retirado do meu Livro das Sombras - Baseado no livro: A Dança Cósmica das Feiticeiras.

Categoria: Magia e Rituais