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Vimos a importância da formação reticular (SARA) do tronco cerebral no controle, integração e regulação do nosso Sistema Energético Denso (SNC, SNCa, SNE e SECt). Mas como essa informação caminha em nosso corpo denso, às vezes independentemente de ligações nervosas ou sangüíneas?

O que faz o SARA tomar a decisão de despertar o córtex (quando nos programamos para acordar em determinada hora), controlar a dor, a fome, a sede e nossos impulsos sexuais, acalmar o nosso emocional e nossa respiração, melhorando nossa imunidade, e até controlar nosso SNA (nas técnicas iogues e de biofeedback)? De onde vem essa ordem? Pode-se responder que é da nossa força de vontade, um poder inato que temos para transformar nossa vida e mudar a nós mesmos.

Onde está o centro do nosso poder da vontade? O centro responsável por nossas idéias e inspirações? E o centro do nosso amor altruísta? Partindo do conceito, descrito no capítulo anterior, da existência, em nossa constituição, de corpos e de centros sutis de energia ainda não mensuráveis pela nossa ciência atual, a filosofia oriental nos ensina a não mais procurar os aspectos mais íntimos de nossa psique no cérebro físico, mas em centros sutis de força localizados em nossos corpos sutis, forças invisíveis, porém fundamentais, da vida.

Esses centros energético-informativos (Chakras) são áreas multidimensionais que atravessam todos os corpos interligando-os, com três funções principais: vitalizar cada corpo energético (inclusive o corpo físico), transmitir energia entre eles e desenvolver diferentes aspectos da consciência. Encontramos ensinamentos relacionados com os Chakras em muitas tradições espirituais importantes. No budismo tibetano, o conhecimento dos Chakras é totalmente integrado à prática. 

Mas como essas energias, “externas” ao SNC, podem influenciar os neurônios? A própria filosofia perene oriental afirma que essas energias entram no SNC pelo bulbo raquidiano, na parte superior e posterior do pescoço, que se relaciona diretamente, por polaridade, com o centro da Consciência Crística, o olho único presente no sexto Chakra (Cf. adiante), sede do poder da vontade no corpo etérico do homem. Dessa forma pode-se dizer que o corpo humano não se alimenta apenas de matéria (pão), mas também de energia vibratória sutil (a palavra de Deus), esse poder invisível que entra no nosso corpo através do bulbo raquidiano:

“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.

Jesus, o Cristo (Mt 4:4)

E qual é a estrutura mais importante, na regulação de nosso SNC, que ao mesmo tempo está presente no bulbo raquidiano? Podemos, então, concluir que a formação reticular é o órgão físico responsável por receber a energia vital (Prana) advinda do Cosmos através de nossos corpos sutis e seus Chakras, e distribuí-la ao SNC, de acordo com o seu padrão vibratório: a “especificidade prânica”. Transformado em corrente elétrica neuronal, o impulso ativa regiões específicas do SNC, que então “comandam” ações específicas. Assim um sentimento de raiva, que habitaria um centro energético fora do corpo físico, entra como energia sutil pela formação reticular, da qual viaja aos centros relacionados com a raiva, principalmente no hipotálamo, acarretando a conscientização do sentimento e sua expressão física, como descritos anteriormente.

De maneira análoga, mas em sentido contrário, as vibrações captadas pelos órgãos dos sentidos chegam ao SNC onde, depois de processadas e comparadas com registros da memória, viajam aos corpos sutis onde se “transformam” em sensações e percepções conscientes. A filosofia perene explica que essa “transformação” não existe, mas que os impulsos elétricos neuronais chegam ao corpo etérico como ondas energéticas e daí ao corpo astral, sede em que, finalmente, os estímulos “externos” são “sentidos” internamente. As peças chaves nesse trajeto seriam a formação reticular e os Chakras. A noção de corpo etérico, com seus Chakras, e de corpo astral já foi dada no capítulo anterior e será detalhada agora.

Categoria: Órion Volume 2

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