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No capítulo passado descrevemos o corpo astral como um envoltório energético na forma oval, perpassando e envolvendo por todos os lados o corpo físico-etérico com partículas em incessante movimento, à semelhança de água em ebulição, atingindo uma distância variável de vários centímetros além dele. A mais simples de suas funções seria a conversão dos sinais elétricos que chegam ao SNC em sensações.

Os nossos desejos e instintos habitam o corpo de desejo (Kama) e nosso raciocínio lógico é formado e desenvolve o corpo mental inferior (Manas inferior). Desses dois corpos, Kama-Manas (nosso corpo astral), brotam todos os nossos sentimentos e emoções, os quais se manifestam no corpo físico-etérico das mais variadas formas. Essa é a segunda função. Além disso, existe uma terceira função, específica do próprio corpo astral, que são os sentidos astrais, que serão descritos adiante.

O desenvolvimento evolutivo desse corpo sutil, ação estimulada pela vontade, faculta ao homem receber “ajuda” proveniente de seus corpos mais superiores (sutis), ou seja, o desenvolvimento evolutivo (purificação) do eu inferior, facilita o afluxo de energias sutis do “Eu superior”. Essa energia superior se manifesta tanto no corpo emocional quanto no mental, capacitando ao homem o desenvolvimento de um intenso amor (Bhakti) ou de uma visão intelectual (conhecimento espiritual) clara da vida e das coisas (Jnana).

Vimos que nossa aura compõe-se de nosso corpo etérico (azulado, interpenetra o corpo físico e se estende até cerca de 8 cm do mesmo), de nosso corpo emocional (multicolorido, interpenetra o nível físico-etérico e se estende até cerca de 75 cm do corpo físico) e do corpo mental (amarelado, interpenetra o nível físico-etérico e o emocional, e se estende até cerca de 2 m do corpo físico). Barbara Ann Brennan, descreve dentro da aura humana, mais quatro princípios, interpenetrando o físico-etérico-emocional-mental, que podem ser identificados clarividentemente: um nível energético astral 11:80 muito mais multicolorido (responsável pela troca energética de sentimentos no plano astral), uma cópia em negativo do corpo etérico que serve de base à formação do mesmo (de cor azul-cobalto – corpo etérico padrão 11:97), o nível das emoções mais elevadas do amor incondicional (que se apresenta como uma luz tremeluzente de cor pastel com um brilho intenso prateado opalescente – corpo celestial 11:98) e, finalmente, um nível oval de luz dourada (nível Ketérico padrão 11:99) que contém toda a estrutura do corpo físico e de toda a aura.

Helena Blavatsky (1.831-1.891) também cita a existência desse nível Ketérico padrão, ao qual chamou de Ovo ou Envoltório Áurico, como um princípio eterno e fundamental. Essa parte do corpo causal feita de Akasha (termo védico para a energia cósmica que serve como um Registro Universal do presente, passado e futuros), serve de substrato para a formação do corpo astral do “eu inferior” e, conseqüentemente, de nossa aura. Seria responsável também, pela memória das existências passadas (para quem acredita em reencarnação), ou memória coletiva (para quem não acredita em reencarnação), às quais arquiva no inconsciente da memória celular, facultando lampejos ou recordações esporádicas delas. Refletiria-se assim nos pensamentos, palavras e atos do homem, e serviria como registro cármico individual, depósito de todos os bons e maus poderes do homem.

O Envoltório Áurico é o princípio que delimita os princípios inferiores dos princípios imortais. É a ligação entre Kama-Manas inferior (o corpo astral) e Manas superior (o corpo causal). Após a “morte” física, quando o Prana se esvai do corpo físico-etérico, o corpo astral, junto com o seu Envoltório Áurico, permanece ainda algum tempo vivendo no mundo astral (Cf. no Capítulo IV).

Categoria: Órion Volume 2

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