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“Os remédios homeopáticos... são remédios energéticos e atuam sobre o corpo físico diretamente a partir do campo [áurico]. Quanto maior a potência, mais elevado o nível áurico sobre o qual eles atuam”  10:204.

Barbara Ann Brennan

 

Homeopatia é uma doutrina médica reconhecida oficialmente, criada pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1.755-1.843), que baseia o tratamento das doenças na utilização, em doses muito reduzidas, de princípios e substâncias que produzem no homem sintomas semelhantes aos que se quer curar. O termo homeopatia define bem essa ação: homoios (semelhante) e pathos (sofrimento). A cura não viria pelo combate aos sintomas, mas pelo estímulo a eles. Para Hipócrates, não apenas os contrários curam, mas os semelhantes também.

Das quatro escolas principais, que existem hoje, o unicismo é o método mais tradicional. Ele defende que cada pessoa necessita de somente um remédio, escolhido de acordo com as características pessoais e estilo de vida. Outra escola conhecida é o pluralismo, a qual defende que se prescreva sempre mais de um medicamento os quais, usados alternadamente, se complementariam em seus efeitos de cura. Já o complexismo, que também defende o uso de mais de um medicamento, recomenda que se usem todos simultaneamente, várias vezes ao dia. A escola que mais se aproxima da medicina convencional é a do organicismo, onde se receita um medicamento com base, unicamente, nas queixas imediatas, objetivando curar apenas os sintomas vigentes.

Mais do que tratar algo específico, o tratamento homeopático objetiva curar o ser humano como um todo, em todas as suas dimensões (física, emocional, mental e espiritual), num processo que visa muito mais a prevenção que o combate aos sintomas das doenças. Essa prevenção ocorre através do reequilíbrio do ser como um todo, que impede que qualquer mal (mental, emocional ou físico) se manifeste.

Sua ação, que depende da diluição e da freqüência com que se toma o produto, intriga até hoje a medicina convencional ocidental. Um acompanhamento constante é necessário, com o uso dos chamados “remédios de fundo”, remédios personalizados de acordo com o estilo de vida e características pessoais e utilizados mesmo ante a ausência de sintomas. A simplicidade do método, a inocuidade dos medicamentos, junto com os bons resultados geralmente obtidos, fizeram com que a doutrina, mesmo combatida no início pela medicina oficial, se difundisse por vários países.

Foi divulgada em 1.796, tendo como princípio a tese de que "semelhantes curam semelhantes" (similia similibus curantur), ou seja, as doenças devem ser tratadas com drogas que provocam, em pessoas saudáveis, sintomas semelhantes aos das doenças. Contrapõe-se assim à alopatia (termo com que Hahnemann batizou a medicina convencional), que preconiza o uso de remédios que combatam os sintomas da doença em foco, mesmo que desencadeiem sintomas diferentes daqueles manifestados pela doença em tratamento (os efeitos colaterais).

Esse princípio é o mesmo que explica os tratamentos de alergia, em que são inoculadas, no doente, doses infinitesimais da substância responsável pela reação alérgica, de forma que a pessoa perca a sensibilidade a ela, e a vacinação, em que são inoculados antígenos ou os próprios agentes causadores da doença para a qual se será vacinado, tratamentos amplamente definidos como científicos pela medicina convencional. Na homeopatia, em geral, se os sintomas piorarem no início do tratamento, considera-se um sinal de que o organismo está reagindo bem.

Em 1.800, Hahnemann formulou a teoria de que quanto menor for a diluição da substância ativa ministrada para o tratamento de uma certa doença, maior o poder de cura: teoria da potencialização da dinamização. A dinamização é um processo em que se fazem sucessivas diluições da matéria inicial (tintura-mãe), a fim de se obter uma microdosagem. Quando se mistura uma parte da solução-mãe com 99 partes de diluente (álcool) consegue-se uma diluição denominada “primeira diluição centesimal” (1 CH). Quando se mistura uma parte dessa diluição com outras 99 partes de álcool produz-se a “segunda diluição centesimal” (2 CH), e assim sucessivamente. Esse processo pode chegar a até 9 CH. Em diluições tão elevadas, a substância curativa somente é detectável graças a modernos meios de análise bioquímica.

Mas somente diluir não homeopatiza o insumo, pois cada diluição deve ser seguida pelas sucuções (batidas em anteparo macio e resistente) em nº de cem p/centesimal e dez p/decimal. Só assim desenvolve-se a energia contida no insumo. Muitos utilizam o aparelho de fluxo continuo.

(citado por William no Portal Órion)

Então, grânulos de lactose (açúcar), a forma mais comum do medicamento, são embebidos na preparação líquida obtida por esse processo. Além dos grânulos, empregam-se também misturas de diferentes princípios ativos em estado líquido, os chamados complexos homeopáticos. As substâncias utilizadas na homeopatia podem ser minerais (como o mercúrio, o arsênio, o cobre, a grafita, o sódio, o potássio, o chumbo ou o enxofre), derivados vegetais (como a beladona, o ópio, o carvão vegetal, a cicuta ou o fumo) ou derivados animais (como a sépia, a esponja ou princípios tóxicos ativos extraídos do veneno de víbora).

Introduzida no Brasil por Benoit-Jules Mure (ou Bento Mure) em 1.841, seu espectro de abrangência é muito variado, incluindo doenças que vão da acne, alergias respiratórias e cutâneas, às artroses, cólicas e insônia. Trata a intoxicação alimentar e diferentes doenças infecciosas como sarampo, infecção urinária ou gripe. Aplica-se também ao alívio de sintomas como febre, fadiga e náuseas, das afecções agudas e crônicas. O estado psíquico do paciente, seus hábitos, seus problemas e suas respostas comportamentais às mais diversas situações, também são informações importantes, pois não se concebe a saúde física independente da saúde psíquica. O remédio não age sozinho, pois é apenas mais um componente da cura.

A homeopatia vê o doente, procura conhecer a pessoa como um todo, seu passado e sua personalidade, para achar uma substância química que seja similar à pessoa, numa forma de somar energia vital à energia do paciente. Homeopatas são terapeutas do corpo e da mente.

Categoria: Órion Volume 2

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