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A massagem ayurvédica, que faz parte da milenar medicina ayurvédica, é uma técnica de massagem profunda que integra manobras de tração e alongamento dos tendões e ligamentos, com a estimulação de diversos pontos e órgãos vitais. Tem sua eficácia comprovada na eliminação de toxinas e no combate ao estresse físico, emocional, mental e energético.

Ativa a irrigação sangüínea, a drenagem capilar e a linfática, atuando sobre os músculos (melhora a sua nutrição e oxigenação e elimina as toxinas acumuladas), sobre a pele (melhora a sua irrigação, estimula as glândulas sebáceas e nutre os folículos pilosos dos pelos e cabelos), e sobre todos os órgãos.

Esse aumento do fluxo sangüíneo se faz independente da atividade cardíaca, que paradoxalmente diminui. Os movimentos manuais repetidos fazem circular endorfinas e aumentam a imunidade (revitalizam os linfócitos T-killer). Esses fatores levam a uma rápida recuperação da fadiga, acalmam a dor e o estresse, dando uma sensação de bem estar geral e um relaxamento profundo do corpo.

Sua principal indicação é no relaxamento e na manutenção da saúde.  Mas outras indicações são comuns: dores musculares, enxaquecas, dores reumáticas, problemas de coluna, má postura, fortalecimento do sistema imunológico, estresses, depressões, síndrome do pânico, etc.. É também recomendada como terapia complementar a outros tratamentos para transtornos físicos, emocionais, mentais ou espirituais, mas é contra-indicada em gestantes e pacientes oncológicos, pois as manipulações podem prejudicar o bebê ou ocasionar fraturas patológicas em pacientes com metástases ósseas subclínicas (ainda não diagnosticadas). Evita-se a massagem em pessoas com infecções ou febre, ou massagens vigorosas em locais inflamados ou com alguma erupção ou ferida cutânea, em pacientes comatosos, terminais e portadores de Aids.

Indicado seu uso, recomenda-se pelo menos uma sessão por semana durante dez semanas, devendo receber uma sessão esporádica como forma de manter o benefício energético e manter a pessoa livre de novas tensões. Cada sessão deve durar 30 a 45 minutos reservando mais quinze minutos, no final, para o repouso do paciente. A massagem deve ser realizada no chão, sobre um tatame (colchonete), usando um óleo neutro (ou um óleo de amêndoas), sem propriedades químicas, apenas como forma de melhor deslizar as mãos por sobre o corpo do paciente.

A massagem ayurvédica trabalha em todo o corpo físico, incluindo os órgãos internos. Para isso se usam os pés (caminhando nas costas do paciente), a palma das mãos, a ponta dos dedos, o dorso da mão, o antebraço e os cotovelos. Possui movimentos suaves que são sempre direcionados no sentido das extremidades para a cabeça, podendo se inverter nos membros superiores. Na região do coração, visando ativar esse centro energético e a glândula a ele associado (o timo), a massagem se dá desse centro para a periferia torácica. Já no abdômen, a massagem se faz por movimentos giratórios no sentido horário.

A seqüência básica da massagem se inicia pelas costas (coluna, nádegas e caixa torácica), desce à região posterior dos membros inferiores, seguido de tração da coluna, peito e membros superiores. Segue então com tração e massagem na região anterior dos membros inferiores, abdômen e tórax anterior, para depois ir aos membros superiores com alongamento dos tecidos e músculos dos braços e pescoço. Por último sobe à cabeça, passando pela mandíbula, maxila, orelhas, sobrancelhas, fronte, couro cabeludo e por último os olhos. Termina-se a sessão com uma imposição das mãos por sobre os olhos.

No campo físico, todas as disfunções da coluna vertebral sofrem grande melhora, podendo até haver correção completa, pois o manuseio e o alongamento dos tendões e músculos devolvem ao corpo sua postura normal. Como parte integrante da filosofia védica, a massagem ayurvédica visa estimular todos os Chakras maiores e menores do corpo (Cf. as figuras no APÊNDICE) e concentrar energia nos canais sutis da coluna vertebral (Cf. no capítulo anterior). Como resultado das massagens, muitas pessoas relatam que observam que seus olhos passaram a ter mais brilho, sua pele ficou mais limpa, mais luminosa, enfim, que uma nova luz passou a brilhar em todo o seu ser.

Para os bebês, uma outra técnica, conhecida como shantala e também inspirada na medicina ayurvédica, é parte da prática familiar, ensinada de mãe para filha e de mulher para mulher da família. Desde o nascimento, se massageia o bebê com óleo usando-se as mãos, numa série de 20 movimentos definidos. Visa aumentar a circulação sangüínea e a flexibilidade do bebê, e auxiliar no seu desenvolvimento emocional e mental. Feita diariamente, normalmente até os três anos de idade, passa a ser semanal até os seis anos.

Categoria: Órion Volume 2

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