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Para o taoísmo, o corpo humano é uma representação do Universo, uma parte do todo que contém o todo. Assim, se compreendermos essa parte, compreenderemos o todo. Na moderna ciência esse conceito está materializado no holograma. Da mesma maneira, algumas partes do organismo seriam uma representação de todo o organismo.

 

A reflexologia é uma terapia baseada no conceito chinês da existência de “hologramas” no corpo: pequenos corpos humanos contidos em partes do corpo humano. Esse mesmo conceito pode ser encontrado na representação do corpo humano na língua e nos lábios, da medicina Ayurvédica, ou na observação da íris por um iridologista. Para a medicina oriental (chinesa e japonesa) o corpo possui também uma representação nas orelhas, na palma das mãos e na planta dos pés.

Há cinco mil anos, diversos povos, como os camponeses europeus, os índios norte-americanos, os chineses, japoneses e egípcios, praticavam alguma forma desse tipo de massagem. E foi justamente entre os índios norte-americanos que o médico otorrinolaringologista, Dr. William Fitzgerald (1.872-1.942), entrou em contato com a reflexologia. Ficou tão impressionado que, no início do século XX, escreveu o livro “Terapia Zonal”, com recomendações para médicos, dentistas e profissionais de saúde. Defendia que o corpo humano era dividido em dez zonas, ou fatias verticais, de forma que quando se massageava o pé em uma determinada faixa, todos os órgãos dessa faixa seriam massageados.

Posteriormente, Eunice Ingham, massagista americana, desenvolveu um método utilizando pressões puntiformes e registrou em ilustrações todos os órgãos representados em cada área dos pés. Embora ainda não muito bem definido porque a reflexologia funciona, a alemã Hanne Marquardt contribuiu sistematizando e comprovando cientificamente os seus efeitos. Em pesquisas com fotografias Kirlian, as alterações observadas em alguns dedos não conseguiam ser interpretadas usando somente os mapas da acupuntura, pois apenas ele não cobria todos os órgãos, mas juntando-o com os mapas da reflexologia, o número de órgãos possíveis de serem pesquisados era muito maior e a interpretação das alterações observadas muito melhor.

Considerando os dois pés como um conjunto em posição vertical, o dorso do pé é a face anterior do corpo e sua planta é a face posterior. Imagine os dedos como representando a cabeça, a região dos metatarsos representando o tórax e toda a porção posterior a essa, até o calcanhar, representando o abdômen e o quadril. A face interna dos pés representa a coluna vertebral e a borda lateral representa os membros. Os órgãos duplos ficariam representados respectivamente na planta de cada pé, os órgãos únicos centrais, como o pâncreas e o intestino, nos dois pés e os outros órgãos únicos, no pé correspondente, como por exemplo: o baço no pé esquerdo e o fígado no direito.

É uma prática que pode ser feita, como automassagem, diariamente durante quinze minutos. Em geral, não é necessário saber quais órgãos estão sendo massageados. Embora não exista uma ordem fixa, geralmente a massagem é iniciada, com a ponta dos polegares, pela ponta dos dedos seguindo-se até o calcanhar, pressionando-se cada pequena parte do pé durante cerca de três segundos. Se houver alguma parte dolorida, então se demora por cerca de dois minutos nesse local, até que a dor diminua ou desapareça, num processo chamado de sedação do ponto.

Algumas reações podem ocorrer, como a exacerbação de alguns sintomas, mas são apenas reações de desintoxicação e limpeza. Pode haver, também, um aumento da sudorese, ressecamento da boca, e aumento da atividade dos sistemas digestivo e urinário. Algumas restrições existem, por exemplo, a reflexologia não é aconselhável em pessoas com osteoporose avançada, com problemas circulatórios agudos, edemas linfáticos (inchaços) ou flebites (inflamações das veias). Também há restrições quando há febre, embora nas infecções sem febre a reflexologia tenha o seu lugar.

Categoria: Órion Volume 2

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