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Criado no começo do século XX por Rudolf Steiner (1.861-1.925), tem como princípio fundamental a busca da conexão entre o homem, a natureza e o sagrado. Afirma que o sagrado se manifesta em todos os fenômenos e que é preciso desenvolver o homem integralmente, considerando sua alimentação, moradia e relacionamentos sócio-econômicos. Assim compõem e mantém uma sociedade alternativa mesmo dentro de grandes cidades. Sua medicina não visa apenas o corpo físico, mas envolve também os campos bioenergéticos mais sutis do ser humano.

 

Steiner defendia a existência de quatro corpos, quatro campos energéticos diferentes do ser humano: o corpo físico, o corpo etérico, considerado um campo de força vital, o corpo astral, registro de todas as sensações, sentimentos e emoções, e um corpo espiritual, onde se formam os conceitos e a própria noção de individualidade. Para ele, o desenvolvimento de cada corpo acontecia em períodos definidos de sete anos. Dessa forma, a atividade física, assim como a estimulação dos sentidos, é muito importante no período de formação do corpo etérico, e o ensino de artes plásticas é essencial na formação do corpo astral. As crianças se alfabetizam aos sete anos, aprendem “de onde as coisas vêm” aos nove anos (plantam, colhem e preparam pães em fornos de barros feitos por eles mesmos), aprendem lendas e mitos nas aulas de história e tocam violino (o contato do mesmo com o tórax faz vibrar o coração e promove o despertar das emoções).

Para a antroposofia, a alimentação influencia todos os aspectos de nossa vida: o físico, o etérico, o astral e o espiritual. É algo que reunimos e ingerimos para fazer parte integrante de nosso ser. Dessa forma, deve ser sadia, equilibrada e rica em energia vital (Prana), tendo por base a alimentação orgânica, livre de adubos químicos ou agrotóxicos.

Pode-se ingerir a carne, desde que não seja de animais criados em cativeiro, aos quais se administram hormônios, antibióticos e ração industrializada. A grande diferença é o valor dado à moderação e à variedade: carne em pequenas quantidades algumas vezes por semana, assada ou cozida (jamais frita), regra que vale para todos os alimentos. Em geral, alimentos “minerais”, ou que funcionam como um, como o sal e o açúcar, devem ser ingeridos moderadamente, pois tendem a enrijecer as articulações e formar cálculos no organismo. O ovo está liberado duas vezes por semana (cozido ou na composição dos pratos) e os laticínios (leite, queijos, coalhadas e iogurtes frescos e não industrializados) e os cereais (arroz, centeio, aveia, trigo integral, a cevada e o milho) podem ser ingeridos diariamente.

A antroposofia ensina que os indivíduos se dividem em quatro tipos básicos: o melancólico, o fleumático, o sangüíneo e o colérico, e de acordo com suas características, deve moderar mais em alguns alimentos e preferir outros. Mas, de uma maneira geral, a moderação e a variedade são a regra. Não há nada proibido, contanto que seja ingerido com moderação. Por exemplo, os indivíduos do tipo melancólico não devem ingerir álcool, açúcar, café e chocolate, mas comer um pedacinho de chocolate, esporadicamente, não irá prejudicar ninguém.

Para ela, quem ingere bastante fibra, além de reeducar seu trato intestinal, conta com o seu auxílio para absorver e eliminar consigo, nas fezes, o excesso de colesterol da dieta. Há restrição quanto ao uso de batatas e tomate por conterem substâncias, como as saponinas, prejudiciais às células sangüíneas. Recomenda ingerir alimentos frescos (repudiando as conservas, congelados, industrializados e enlatados) e cheios de energia vital (Prana). Aliás, o uso de microondas dissolve o Prana do alimento e o uso incorreto dos utensílios de cozinha também contribui para a perca dessa energia vital dos alimentos.

Categoria: Órion Volume 2

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