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Vivemos num mundo em que o ritmo de vida está cada vez mais acelerado e que o número de informações dobra a cada 72h. Nunca se fez mais urgente a descoberta da paz interior do que hoje em dia. Qual a razão da existência de cada vez mais agentes estressores na nossa vida? O nosso universo é um sistema auto-organizado, um sistema vivo, segundo os conceitos de Humberto Maturana 93:5.

Vimos no volume I, que a Segunda Lei da Termodinâmica diz que o caos tem uma tendência a gerar mais caos. H. Haken e Ilya Prigogine (1.917-2.003) comprovaram matematicamente que algumas vezes um sistema caótico pode, ao acaso, gerar estruturas complexas e frágeis. Essas estruturas podem evoluir para estruturas mais complexas ou podem se autodestruir. Essa teoria das “estruturas dissipativas”, explica bem o mecanismo da evolução no nosso Universo 33:108. Estamos em um estado de aumento de complexidade (aumento do caos) visando atingir um ponto crítico de transformação, porta de acesso a uma nova organização. Mas existe o perigo real de autodestruição se o caos não for adequadamente “usado”.

Vimos, no Capítulo II do Volume 1, que a existência do mal, da infelicidade e do sofrimento são necessários à evolução humana, por isso vieram à existência. A ausência de conflitos seria o fim da própria noção de vida. Gradualmente compreendemos que cada dor nos mostra o que temos de superar ou amadurecer em nós. Da mesma forma que o caos é necessário para que a complexidade aumente, mesmo com o risco de dissolução do sistema, o estresse é necessário à nossa evolução, mesmo com o risco de morte. Ao contrário do que poder-se-ia pensar, os fatores estressores não podem, nem devem, ser retirados de nossa vida. Eles são necessários à nossa evolução, à medida que forçam a nossa adaptação, a nossa evolução. Mas como isso acontece em nosso corpo físico?

“Precisamos de lila [o cosmodrama da vida] para evoluir. Mas devemos encarar lila como lila, e não encarar lila como realidade”.

Dra. Susan Andrews – doutora em Psicologia

 

Entende-se estresse como o gasto de energia que o organismo tem para adaptar-se a condições que contrariam sua natureza e seu equilíbrio e que provocam mal-estar ou sofrimento. Isso pode ocorrer por motivos físicos, como num processo inflamatório qualquer, por motivos ambientais, como num local com ruído acima de 85 decibéis, por motivos químicos, como na sede ou na ingestão de alimentos muito gordurosos, ou por motivos meramente psicológicos. Um agente estressor é qualquer coisa do ambiente que tira o corpo de sua homeostase (equilíbrio) e desencadeia uma série de adaptações fisiológicas visando o restabelecimento do equilíbrio. Mais que em outras espécies, nos primatas e nos humanos essa resposta ao estresse pode ser desencadeada pela simples antecipação do evento, sem que esse ocorra na realidade. O organismo como um todo não distingue entre o perigo verdadeiro e o imaginado. Entramos no reino da neurose, da ansiedade e da paranóia.

O agente estressor age no hipotálamo fazendo com que esse ative a zona medular das supra-renais a secretar adrenalina e atue na hipófise diminuindo a secreção do hormônio do crescimento e aumentando a secreção do hormônio ACTH. Esse último estimula o córtex supra-renal a secretar cortisol. A adrenalina prepara para a ação (lutar ou fugir), e o cortisol seria o bálsamo antiinflamatório para depois da luta ou da fuga. A essa resposta orgânica, chamamos estresse, e a adrenalina e o cortisol são os nossos hormônios do estresse.

O sistema nervoso simpático é, então, ativado, de forma que o coração dispara, a respiração se torna torácica e acelerada, glicogênio hepático é quebrado em glicose, como forma adicional de energia, e o raciocínio é acelerado. Toda a nossa energia é levada para os músculos (gerando tensões) e, assim, a digestão e a sexualidade são inibidas, o ácido gástrico aumenta e surgem alterações do ritmo intestinal (diarréia e/ou constipação) e menstrual (amenorréias e/ou dismenorréias).

A estimulação repetitiva neuronal desenvolve novas sinapses, melhorando a memória e sofisticando a resposta ao estresse (lutar ou fugir). Enquanto a adrenalina nos faz direcionar nossa atenção a um só ponto, fortalece os nossos neurônios e aumenta a interconexão entre eles através do aumento dos dendritos (aumenta a inteligência), além de melhorar nossa imunidade, pelo aumento do número e da atividade das Células NK, linfócitos T e macrófagos, o cortisol elevado deprime o sistema imunológico (infecções e câncer), aumenta a perda óssea (osteoporose) e prejudica o aprendizado e a memorização pela destruição de células cerebrais do hipocampo, bloqueio da neurogênese e degeneração dos dendritos celulares (SCIAM 17:45).

Essa resposta continuada gera um ciclo vicioso em que surgem perda do apetite (ou aumento), insônia (ou sonolência) e perda de memória, que levam a mais estresse, que leva a palpitações, gastrites e dispnéia, os quais levam a mais estresse, que, por sua vez, pode levar a infartos, úlceras e asma. Eles mantêm o nosso organismo em permanente estado de estresse, de forma que a resposta, que deveria ser fugaz (lutar ou fugir), passa a ser constante, e a secreção do cortisol se mantém em níveis altos.

Essa programação neuro-endócrina, que no passado nos possibilitou a sobrevivência, no presente está “nos matando”, pelo excesso de cortisol produzido pelo estresse contínuo. O grande vilão nessa história é a geração e manutenção de sentimentos inferiores, como a raiva, a decepção e o medo, que permanecem como novos agentes estressores, após o agente estressor inicial sumir. A raiva pode fazer secretar quatro vezes mais adrenalina e 40 vezes mais cortisol.

“Um único impulso de raiva é capaz de deprimir nosso sistema imunológico durante seis horas”.

Dra. Susan Andrews

Doutora em Psicologia Transpessoal

A nível psicológico, à ansiedade sentida como resposta continuada ao estresse, se não convenientemente tratada, segue-se o sentimento de desamparo ou desespero. À exposição prolongada aos hormônios do estresse, que antes causava hiperatividade e vigilância, segue-se a redução dos níveis de dopamina (diminui a percepção do prazer), de norepinefrina (atenção diminuída e lentidão psicomotora) e de serotonina (surgem alterações no humor e nos ciclos do sono).

Surge a depressão. No início a resposta ativa visava o exterior (lutar ou fugir), mas agora ela foi internalizada e a agressão se volta para dentro. Uma intensa batalha emocional passa a ser travada internamente, com algumas seqüelas (como dificuldades cognitivas) que às vezes persistem após a cura da depressão, conseqüência da morte celular cerebral, ocorrida principalmente no hipocampo.

Conclui-se, então, que a nossa exposição à adrenalina deve existir, na forma de um aumento rápido e curto dela, sem o cultivo de sentimentos negativos que mantém a secreção de cortisol. Os otimistas têm 10% menos doenças e mortes prematuras do que os depressivos. A cada estresse experimentado deveríamos intercalar períodos de recuperação. Desligar-se desse mundo ilusório.

“O relaxamento afasta as teias da mente” 12:57.

Madre Teresa de Calcutá (1.910-1.997)

Os exercícios de relaxamento, feitos diariamente, trazem uma paz que perdura o dia inteiro, facilitam o dormir, previnem doenças e facilitam a cura, despertam a criatividade, facilitam a solução de problemas pessoais, trazem facilmente à lembrança os sonhos, redistribuem as energias no corpo, facilitam a meditação e desenvolvem as capacidades paranormais. Mas relaxar não é sinônimo de meditar.

O primeiro passo para a meditação é o relaxamento. O simples acalmar da mente, levando-a para longe das perturbações cotidianas, já é, por si só, uma bênção e um alívio para o praticante. Quando ele perceber que pode libertar a sua mente do fluxo incessante de pensamentos e sentimentos negativos, das preocupações, ressentimentos, angústias, desapontamentos, raivas, e etc., ele nunca mais conseguirá viver sem esse bálsamo divino. Pesquisas mostram que mesmo principiantes na prática meditativa tanto têm uma menor resposta ao estresse quanto se recuperam muito mais rapidamente dele do que os que não meditam 40:26.

Quando se relaxa percebe-se que o nosso real desejo é um desejo de paz. Mas essa paz só é obtida quando entramos em paz conosco mesmos e com o mundo em volta. As diferenças entre as diversas tradições residem nas formas diferentes de fazer florescer essa paz consigo mesmo e com os que estão à nossa volta, através de diferentes regras que visam a um mesmo objetivo: aprendermos a viver harmoniosamente no presente, aceitando os nossos erros do passado, e seguirmos algumas regras éticas de relacionamento com os outros seres vivos. A meditação ajuda na cura de lembranças dolorosas e de sentimentos escondidos, de forma que cada vez mais sintamos aquela tão almejada paz e conseqüente felicidade.

Longe de produzir alienados e zumbis, a meditação treina a capacidade de prestar atenção, pois não permite que a mente divague à vontade, como em muitas técnicas de relaxamento. E essa atenção perdura durante todo o dia, fazendo com que as pessoas fiquem mais perspicazes e atentas. Os meditadores até estabelecem uma relação maior de empatia com os outros, enquanto conversam, pela capacidade de prestar atenção especial ao que o outro está fazendo ou falando: percebe até as mensagens sutis que os outros estão transmitindo.

No estado de vigília, quando estamos banhados com nossas irritações, preocupações, hostilidades, ansiedades e etc., nosso cérebro funciona emitindo diversos tipos de ondas, rápidas, irregulares e de baixa amplitude, que podem ser vistas em um eletroencefalograma (EEG) de rotina. Esse padrão, associado com o pensar ativo ou com a atenção fixa em algo, funciona com um ritmo médio de cerca de 14 a 24 ciclos por segundo: as ondas beta.

Quando entramos num estado de relaxamento, um estado interno com tendência à interiorização que surge também na hipnose, uma sensação de bem estar geral surge, nossa eficiência mental aumenta, começam a surgir insights e até fenômenos telepáticos (pensar em alguém e receber uma ligação dele, por exemplo), clarividência e clariaudiência. As nossas ondas cerebrais lentificam-se, atingindo um ritmo de 8 a 13 ciclos/s: as ondas alfa.

Esse padrão alfa, predominante no sonho, surge quando se fecham os olhos e se relaxa, mas os praticantes Zen conseguem produzi-los, de maneira estável, com os olhos abertos 44:38. Ele pode surgir com baixa ou alta amplitude, sendo este último característico de um profundo estado de concentração, associado à meditação mais avançada ou às experiências místicas.

As ondas teta irregulares, com cerca de 4 a 7 ciclos/s, surgem muitas vezes acompanhadas de sonhos vívidos, chamados de imagens hipnogógicas e com aqueles sonhos que transcendem o tempo e espaço (Cf. em “A REALIDADE”, no capítulo passado) 44:47. Na sua forma regular e contínua, é o padrão normal do sono profundo. Já quando surgem em longas seqüências rítmicas, intercaladas com o padrão alfa de alta amplitude, geralmente após 30 ou 40 minutos de exercício meditativo, associam-se a um estado meditativo profundo onde se experimenta uma inspiração criativa, com insights mais profundos e fenômenos parapsicológicos, como a pré-cognição.

É interessante saber que quem medita periodicamente entra facilmente no estado alfa, e que esse padrão, começando no lobo frontal, se estende posteriormente pelos lobos parietal, temporal e occipital 44:38. Com o progredir do exercício aumentam de amplitude e diminuem de freqüência e é, provavelmente, o estímulo necessário ao “despertar”, ao trazer à consciência das inúmeras lembranças esquecidas no inconsciente, nossas feridas, nossa ações infantis, nossos autojulgamentos, causadores de tantas Máscaras e mecanismos de defesas (Cf. em AUTOCONHECIMENTO, no capítulo anterior)

Esse estado alfa é rapidamente bloqueado pela atenção dirigida, como por exemplo, a um barulho externo, levando de volta ao estado beta. No místico e no iogue, essa resposta bloqueadora de ondas alfa é inibida se o barulho se torna constante e rítmico. Já no meditador Zen o bloqueio permanece de uma forma extremamente rápida (uma fração de segundo), para depois retornar ao padrão alfa anterior 44:38.

Em estado de profundo Samadhi e em alguns casos de sono profundo, o ritmo cerebral chega a seu ritmo mais lento, o das ondas delta, com 1 a 4 ciclos/s. Mas, durante o processo meditativo, a presença de algum padrão de onda não exclui a presença de outro. Há um constante intercalar deles. Há um experimento clássico, feito por um dos principais neuropsiquiatras dos Estados Unidos, que também trabalhou durante 15 anos como físico em pesquisa de foguetes e mísseis dirigidos: Dr. Elmer Green (Menninger Foundation – Kansas).

Falando de um Swami hindu que havia testado, o Dr. Green escreveu: “quando o Swami produziu alfa, não cessou de produzir beta. E quando produziu teta, tanto alfa quanto beta continuaram, cada um cerca de 50% do tempo. Da mesma forma, quando produziu delta, estava ainda produzindo teta, alfa e beta durante uma relativamente alta porcentagem do tempo... Uma vez que o alfa é um estado consciente, será necessário retê-lo quando teta se produz, se se quiser perceber as imagens hipnogógicas que com freqüência se associam ao teta” 44:46.

Mas as alterações que o relaxamento proporciona, não se restringem às ondas cerebrais. Na prática descrita acima, quando nos concentramos em uma respiração diafragmática (abdominal), o nosso sistema nervoso parassimpático é estimulado, e então a secreção de adrenalina e de cortisol diminuem. Um relaxamento que dure cerca de 10 minutos diminui a concentração sérica de cortisol em 50%, durante todo o dia. Cinco minutos de relaxamento são mais eficientes que uma hora de sono, e podem curar 80% das doenças causadas pelo estresse. Os batimentos cardíacos, a pressão arterial, o ritmo respiratório e o metabolismo do corpo diminuem 40:15. Diminui a freqüência das cefaléias, melhoram-se as arritmias cardíacas, melhora o controle do “diabetes mellitus” tipo II e aliviam-se as dores crônicas em geral, em particular a angina por aumentar o fluxo sangüíneo às coronárias 40:39-40.

Beta-endorfinas são produzidas e entram na circulação trazendo uma rápida recuperação da fadiga. Endorfinas são potentes analgésicos, com estrutura química semelhante à morfina, que acalmam a dor e o estresse, dando uma sensação de bem estar geral e um total relaxamento do corpo como um todo. Um dos maiores pesquisadores do poder da mente sobre a saúde é o cardiologista Herbert Benson, da Escola de Medicina de Harvard. Pesquisas realizadas na Universidade da Califórnia e na de Ohio 33:84 indicam que o relaxamento e a meditação evitam até o depósito de gordura nas artérias, pois baixam o nível geral das gorduras no sangue 40:39.

“Meu trabalho consiste em dar respaldo da ciência a práticas que as pessoas cultivam há milhares de anos, como meditar, praticar yoga, relaxar e rezar. Temos uma capacidade natural de cura dentro de nós”.

Herbert Benson

Além disso, as beta-endorfinas revitalizam os linfócitos T-killer, de importância vital no sistema imunológico, pois são responsáveis pelo reconhecimento e destruição completa de qualquer célula estranha ao organismo. Dessa forma protegem-nos de infecções (os resfriados ficam menos freqüentes, por exemplo) e de células do próprio organismo que sofreram mutações e adquiriram potencial para desenvolver uma neoplasia (câncer). Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) testaram os efeitos da meditação na função imunológica. Para se chegar a uma resposta, pacientes foram divididos em dois grupos e observados após dois meses: um que não meditava e outro que praticava meditação uma hora por dia, seis dias por semana. Então, os integrantes de ambos os grupos tomaram uma vacina contra gripe. De quatro a oito semanas depois da administração da vacina, os participantes do estudo fizeram exames de sangue para medir o nível de anticorpos que produziram contra a vacina. No grupo da meditação, houve um aumento mais significativo.

E os efeitos benéficos da meditação não param por aqui. Pesquisas mostram aplicações da meditação no combate aos efeitos colaterais da hemodiálise, da quimioterapia, das desordens gastrintestinais, da insônia, enfisema e até em doenças de pele 40:41. Mas é em psicoterapia, onde está a sua maior aplicação prática atualmente, embora algumas pessoas possam entrar em pânico como reação a um relaxamento aumentado. No caso particular dos esquizofrênicos, um contato maior com os seus conteúdos internos pode piorar o seu contato com a realidade 40:41.

Usando imagens de ressonância magnética nuclear funcional, associadas a um aparelho de eletroencefalograma, a mesma equipe da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) comprovou que a meditação produz efeitos concretos no cérebro. Os dados mostram que, entre os que meditavam, houve um aumento na ativação do córtex pré-frontal esquerdo, a área do Sistema Nervoso Emocional (Cf. no Capítulo II) associado às emoções positivas. Cada vez mais escolas médicas associam exercícios meditativos a seus tratamentos convencionais, tanto no Brasil como no mundo.

O cérebro humano, que utiliza cerca de 20% do total de toda a energia produzida no corpo, consome seis vezes menos oxigênio meditando do que dormindo. Já existem experiências científicas de cura de doenças somente com a meditação, que é capaz de aumentar o fluxo sangüíneo cerebral em até 35%. De mais de 11 mil pacientes atendidos no Centro de Redução de Estresse, da Universidade de Massachusetts, os sintomas de dores, hipertensão e problemas digestivos diminuíram, em média, 40% após dois meses de meditação diária, duas vezes ao dia.

Estados depressivos, irritabilidades, hostilidades, estresses e ansiedades diminuem, enquanto aumentam o estado de alerta cotidiano, a sociabilidade, a empatia, a autoconfiança e a clareza de pensamento.

Animados com esses resultados, a ciência descobriu métodos de produzir o estado mental eletroencefalográfico associado com o estado meditativo. Mas nenhum método de biofeedback ou aparelho pode produzir a meditação, pois a verdadeira meditação transcende a mente. Esses métodos artificiais trazem benefícios apenas aos corpos mortais (físico-etérico e astral). Podem-se criar ondas cerebrais de meditação, mas não se cria a meditação, pois essa vem de dentro para fora e não de fora para dentro. As ondas cerebrais são a conseqüência do estado meditativo e não a sua causa. A verdadeira meditação não necessita de nenhuma técnica.

Mas não é necessário que deitemos e relaxemos, ou que, relaxados, sentemos com a coluna ereta para que tenhamos benefícios à saúde. A meditação nas atividades diárias, ou na forma de rituais caseiros produz o mesmo efeito (Cf. adiante). Desenvolver a plena atenção em tudo o que se faz, viver o momento presente, desenvolver práticas diárias em horários regulares é uma atitude de vida que deve ser implementada.

Pesquisas mostram que o simples fato de se sentar à mesa para suas refeições com regularidade, à mesma hora, na mesma cadeira, faz com que crianças fiquem menos suscetíveis a resfriados e outras infecções. Em pesquisa publicada em 1.997, com 527 adolescentes entre 12 e 18 anos, pelo Dr. Blake Bowden, mostrou que aqueles que faziam a refeição com um adulto da família cinco dias por semana em média eram menos suscetíveis à drogadição (cigarro, drogas ou álcool), mais motivados na escola e mais otimistas em relação ao futuro, em contraste com aqueles que faziam três refeições semanais em média 74:240.

Mas como o verdadeiro objetivo da prática meditativa é a busca da Verdade, da Sabedoria, do Amor, valores mais altos que não se conseguem no mundo intelectual e emocional comuns, o maior benefício de sua prática é a obtenção de um sentido à existência própria e do Universo e não apenas a saúde do corpo físico. Essa vem em conseqüência daquela. A verdadeira meditação transforma não somente o físico, mas o emocional e o mental como conseqüência do contato com a Verdade, o Amor e a Sabedoria.

Situações em que antes reagíamos com raiva agora reagimos com profunda compaixão. A verdadeira meditação muda todo um estilo de vida, pois é um estado de ser no qual se chega pela percepção direta da Verdade. E para isso não se necessita de técnicas pré-estabelecidas. Nenhuma máquina trará a percepção da Verdade. Ela não é adquirida por partes, como num subir em espiral, mas como num salto quântico. Ocorre como um raio, num momento, e nesse momento colocamos o falso de lado.

Da mesma forma que há vários níveis de ilusão, há vários níveis de Verdade. O mais superficial virá primeiro e o mais profundo posteriormente. Mas não se tem controle de quando ocorrerá a percepção. A compreensão depende da receptividade pessoal. O único problema que nos impede de perceber a Verdade é a distorção da mente racional, que interpreta os fatos de acordo com seus condicionamentos. O pensamento é a resposta mental ao passado, àquilo que já é conhecido. A idéia do que seja a Verdade não é a própria Verdade. Não são alcançáveis pela lógica (pela mente racional que usa a memória), mas pela parte misteriosa da mente capaz de ver além do conhecido, descobrindo o novo que independe da memória.

Categoria: Órion Volume 2

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