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“A meditação principia pela unipolarização mental, ou seja, concentração, e, ultrapassando esta, esvazia o homem de todos os conteúdos do seu ego físico, mental e emocional, permitindo ser invadido pelos poderes cósmicos ou divinos” 24:155.

Humberto Rohden

 

 

É o tipo de meditação a que o budismo chama Meditação de Tranqüilidade (Samatha). Nesse tipo de meditação a mente é dirigida a alguma coisa, que pode ser uma frase, como a ensinada no livro “O Caminho de um Peregrino” (“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tenha piedade de mim!”), ou uma palavra, como a aramaica Maranatha 35:22 que quer dizer “vem Senhor”. Para a tradição hindu e budista, palavras, frases ou sons, com ou sem significado, usados como objeto de concentração na meditação, são designados mantras.

A concentração em linhas de pensamento pré-fixadas, como o Amor Universal (Metta Bhavana dos budistas), em fatos presentes nas Escrituras, imagens visualizadas ou mentalizadas, ou a simples observação do respirar (inspiração e expiração), também são exemplos de Meditação Dirigida. Até o ato sexual pode e deve ser transformado num exercício meditativo, numa busca por Deus.

A tradição sufi usa tanto o Zikhr (recitação ou recordação), uma técnica de concentração, quanto o muragaba, uma técnica de discernimento que observa o fluxo da própria consciência. A meditação nas Escrituras, a purificação do coração e o desenvolvimento da percepção levam ao objetivo último do faqir (discípulo sufi), que é a contemplação de Alá, alcançada após a experiência do êxtase (estado de arrebatamento da pessoa que, alheia ao mundo sensível, parece estar em comunicação com, ou diante de um ser espiritual), na qual se descobre que Ele mora dentro do homem (Halladj).

Categoria: Órion Volume 2

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