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Corporificar a consciência é o foco central da Escola da Dinâmica Energética do Psiquismo, que busca a formação de seres integrados

A terapeuta é aquele que cuida dos seres e tem como princípio, cuidar, antes de mais nada, de seu próprio ser, integralmente. Esta é a concepção de uma escola, criada pelas experientes psicóloga e terapeuta corporal, Aidda Pustilnik e Theda Basso, denominada de Dinâmica Energética do Psiquismo (DEP).

Trata-se, no entanto, de estudo teórico vivencial não apenas direcionado para terapeutas. As turmas da DEP comportam profissionais das mais diversas áreas de atuação, de advogados a sociólogos, de empresários, executivos a donas de casa. Qualquer ser que deseje se conhecer e se responsabilizar por seu processo de transformação pessoal sente-se chamado aos estudos do corpo e da consciência ativa.

Aidda Pustilnik ir ao encontro do Ser Essencial
(Foto: Patrícia Araújo)

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Conforme a psicóloga Lívia Costa, coordenadora e organizadora local da DEP, a segunda turma da Escola no Ceará está sendo concluída este ano, as entrevistas para os candidatos a ingresso em sua próxima jornada de quatro anos estão sendo realizadas até o final deste mês (www.depsique.org.br ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ).

A responsabilidade de se tornar consciente em todos os atos da vida faz uma grande diferença naquele que se propõe a auscultar o outro e facilitar também sua caminhada, diz Costa. Embora não somente os terapeutas se abram para o enfoque transpessoal da DEP, essa busca do ser essencial é para todos.

Instrumento

O corpo, para Theda Basso e Aidda Pustilnik é percebido como um instrumento do ser. Ambas se reportam às palavras de Jean-Yves Leloup no tocante à educação das crianças ´Nossa tarefa consiste em fornecer-lhes boas raízes, o sentido da argila de que são feitas. Em seguida, elevar-se, erguer-se, erguer os braços para o céu, elevar-se. Mas, para que se possa elevar-se bem, é necessário estar bem implantado!´

Esse enraizamento, manter os pés firmes no chão, é o propósito do primeiro ano da formação da Escola. São seis encontros, nos quais os alunos experienciam o corpo enquanto fluxo energético e cuja fonte é o próprio ser.

Além disso, estudam a cartografia no fluxo energético do corpo, com o propósito de ampliar a consciência corporal, perceber os registros dos bloqueios que existem em cada parte de seu ser. Resgata-se também as memórias corporais e aprende-se a usar a respiração no trabalho de desbloqueio energético.

O corpo, para as estudiosas, necessita de uma reeducação orgânica, uma vez que é um campo informacional. Os bloqueios do fluxo energético têm conseqüências tanto nas funções orgânicas corporais, como sociais e, mesmo, espirituais.

Assumir a responsabilidade por seu próprio fluxo energético e pelas percepções das sombras é um avanço a seu processo de desbloqueio, a fim de se poder alcançar espaços de silêncio.

Leloup é lembrado novamente, quando se reporta ao corpo como lugar de memória mais arcaica do ser. ´O corpo registra tudo: o que vivenciamos no seio de nossa mãe após o nascimento. Nossa própria respiração é condicionada por essas memórias do corpo, pelos traumas que porventura ele tenha vivenciado; trata-se da memória encarnada. O corpo lembra-se de tudo que vivenciou´, destaca o escritor.

Crenças

O corpo resguarda memórias, registradas como crenças. Estas fazem parte do segundo ano do curso da DEP, uma vez que se constituem na história pessoal de cada um. As crenças estão resguardadas no superconsciente, não no subconsciente.

Esses encontros respeitam ao aspecto psíquico do ser. A mente como instrumento. O campo individualizado da Consciência e a psique a serviço do ser. A psicodinâmica da personalidade e o conhecimento psicológico na perspectiva do ser são abordados, bem como esclarecidas as funções do ego, a reeducação do campo emocional individualizado. As vivências nesta etapa ajudam a liberar os fantasmas psicológicos e a trabalhar crenças, mandatos, padrões e condicionamentos antigos.

Campos mórficos (zonas de influência e permanência de formas), padrões de interferência, desbloqueio da mente e espiral do desenvolvimento da consciência também são vistos.

O aprofundamento metodológico da DEP faz parte do terceiro estágio, da psicologia existencial à psicologia do essencial. A autoresponsabilidade por seu caminho de vida, a Ética a partir do ser e o trabalho não como sacrifício mas o Sacro Ofício, como Basso e Pustilnik denominam.

Finalmente, o quarto estágio ou ano refere-se à integração de todo esse conhecimento corporal com o psíquico. A presença do ser nas diversas formas e áreas de atuação profissional (por isso, quanto mais diversa a turma, mais rica de conteúdo e experiências). Sustentação e aplicação do aprendizado no cotidiano pessoal e profissional, a multidimensionalidade da percepção (cada um de nossos olhares). E o reconhecimento do saber que penetra através dos sentidos corporais, da mente e da contemplação. A DEP oferece diversas ferramentas para seus participantes e os acompanha no início de seu uso, para que cada um possa ir abrindo as portas criadas pelas limitações do ego e, assim, acessar sua verdadeira Essência, uma vez que cada um já ´é´, só necessita aprender a se enxergar além.

ROSE MARY BEZERRA
Redatora
Categoria: Artigos ICDEP