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Um Diálogo

Cláudio Azevedo:

Quanto aos termos sânscritos utilizados no Advaita Vedanta, há algumas diferenças entre Parambrahmam – Brahmam – Brahma. Brahma se refere a um Universo em particular, sendo considerado como a Energia primordial que cria um Universo e Brahmam é o Vazio Primordial, de onde emanam os múltiplos Brahma’s (Universos no Multiverso). A Realidade Una é Parambrahmam (o Tao que não pode ser pronunciado), a verdadeira Luz da qual tudo o mais é mero reflexo! Assim, tenho dúvidas cartesianas quanto a quem corresponde o Ser, definido pela DEP, pois ora a descrição de Ser se enquadra na descrição de Brahmam (O Deus Criador do Multiverso que é igual a Atmam; que ora é o Manifesto, ora entra em repouso – pralaya - se tornando Imanifesto), ora se enquadra na ‘não-definição’ de Parambrahmam (Aquele do qual não podemos dizer Nada, cuja descrição é ‘não-isso’, não-aquilo’: o Verdadeiro Tao). O Vedanta fala de Parambramam como Aquilo que está acima do Ser (Sat) e do não-Ser (Asat), então, cartesianamente, o Ser é Brahmam, a Consciência Pura, Aquilo!

Qual a Sua fonte, quanto ao Concílio de Constantinopla?

Moacir Amaral:

1- Quanto ao Concílio de Constantinopla. Minha fonte foi Steiner, que o menciona em vários de seus escritos. Ontem confirmei em uma série de palestras de 1.919, publicadas tipo apostila pela Sociedade Antroposófica no Brasil, chamada de "A Missão de Micael".
2- Sem sombra de dúvidas o Ser é Parabrahmam, o Incognoscível, além do Ser e do Não-Ser. Nada se pode falar disso, por isso dele fala-se "Aquilo" ou "Isto" simplesmente, sem atributos, sem nome nem forma.
3- O Ser não cria o Universo, quem cria o Universo é o Deus criador, ou o Brahmam que cria os diversos Brahmas. O Deus criador, ou Brahmam, são aparições, Consciência de Si mesmos, no Ser ou em Parabrahmam.
4- Parabrahmam = Ser = Quinto triãngulo.
5- No Ser aparece a Consciência. A Consciência cria o resto. Em Parabrahmam aparece Brahmam. Brahmam cria o resto.
 
O Ser sem dúvida nenhuma é Parambrahmam, quero apenas acrescentar que você tem razão quando diz que na DEP o Ser ora é apresentado como Brahmam, a Consciência, o Criador do Universo, o mesmo que Atmam (Atmam está para o Ser humano como Brahmam está para o Universo); e ora é apresentado como Parambrahmam, sem atributos, sem nome nem forma, Imanifesto e Incognoscível. Mas isso ocorre ora por vícios de linguagem, ora por ignorância mesmo. Nem todos compreendem que o Tao que pode ser nomeado não é o Tao verdadeiro; ou, que o Ser que pode ser nomeado (substantivo) não é o Ser verdadeiro (verbo). Substantivo é Brahmam (Sujeito Criador de criaturas objeto). Verbo (= ação, sem ninguém agindo) é Parambrahmam, sem começo e sem fim, cuja imagem (reflexo, aparência) é a Vida, transformação perene na Consciência em que se distingue como Informação e Forma e Mudança, a dança na dualidade.
 

Que alegria desconhecida é cruzar essa porta

e, no inefável, livre entrar!

Abrir-se ao que é,

âmago,

Ser essencial,

e chegar.

 

Descansar.

 

E deixar nas vicissitudes do tempo,

o passado a se dissipar.

A tristeza de quem fica,

a falta em quem sente,

a dor de quem sofre.

As histórias que se contam.

 

Que bênção maravilhosa

é cruzar céu e terra,

e no Infinito morar.

Sem olhar para trás.

 

Boa é a ordem da Vida.

 
Categoria: Artigos ICDEP

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