Transpessoalidade

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Todos queremos uma vida calma, cheia de amor e de paz. Esta é uma vida possível. Ela acontece mediante caminhos como:

  • a disciplina pessoal para o autoconhecimento
  • uma reeducação emocional como tarefa diária – momento a momento.
  • e uma vida mais espiritualizada.
Uma vida mais espiritualizada é aquela em que as pessoas: 
  • sabem que todos são iguais.
  • têm a preocupação com a manutenção da vida, do planeta, do universo.
  • têm consciência de que o que cada um faz afeta o outro e colaboram entre si para o bem de si próprio e de todos os seus semelhantes.
  • compreendem e aplicam a lei universal: quanto mais doa mais se recebe, quanto mais correto é o modo de viver mais tranqüila e amorosa é a vida.

Para obtermos este tipo de vida temos que aceitar que somos seres humanos.

Ser humano é saber que:
  • podemos errar.
  • faz parte da vida adoecer
  • sofrer é condição natural na vida.
  • cair, levantar, ter problemas acontece na vida de todo mundo.
E porque temos que compreender e aceitar que somos humanos ? Para nos humanizarmos, para sermos amorosos com todas as pessoas, inclusive com a gente mesmo. Tivemos a mesma educação e faltou a educação emocional. Como a gente sabe que faltou este tipo de educação? Porque o homem de hoje:
  • é muito estressado
  • sofre muito
  • vive em conflito, em pé de guerra
  • se torna cada vem mais doente física e mentalmente.
  • foi educado para ficar calado, não falar o que sente, ser bonzinho,  maravilhoso, perfeito, tirar sempre 10 etc.
E o resultado de tudo isso?
  • temos dificuldade de expressar nossas emoções.
  • ficamos confusos, emburrados e enfezados quando nos dizem algumas verdades.
  • permanecemos muito tempo no sofrimento e no isolamento.
  • temos dificuldades de relacionamentos.
  • somos críticos com tudo e todos e não assumimos responsabilidades pelo que nos acontece, pelo que sentimos.
  • apesar de sermos iguaiszinhos, só o outro é que é ruim e culpado, e eu posso errar e me justificar; minha opinião é que vale, estou sempre correto.   

Essa forma de vida, ser emocionado, é uma das causas das doenças psicossomáticas. Este tipo de vida isola, mata. Uma das causas da doença mental é o isolamento. Todos temos emoção, pensamento, sentimento, ação. Mas a emoção é mais forte, tem a carga maior e esta carga que prevalece. É aí que a gente vê realmente a falta da tal da educação emocional. 

Quando a pessoa começa a se reeducar emocionalmente, ela fica mais calma, mais serena, mais amorosa, agindo de forma diferente. Não deixa de errar, afinal tem que se reeducar todo dia, porque foram longos anos aprendendo a ser emocionado.

Sem educação emocional, agimos de acordo com o que aprendemos, de acordo com o que acreditamos e principalmente de acordo com o que sentimos. Temos a obrigação moral de mudar isso para obter a paz pessoal, a paz mundial.

A gente constata que vivemos sempre em contato com a polaridade: certo e errado, bonito e feio, ruim e bom e assim por diante. Isto divide a mente, não a unifica. Isola a pessoa do mundo. Como é chata uma pessoa que vive criticando tudo, apontando, discordando etc. A queremos bem longe da gente.

Vivemos mais voltados para o mundo de fora do que para o mundo de dentro, porisso não nos entendemos , não aceitamos críticas, colocamos a culpa nos outros pelo que sentimos e fazemos de errado. Emoção gente, influencia a percepção sensorial! Cega qualquer um e a pessoa não vê a realidade como ela é. A pessoa é o que aprendeu. Porisso ela age do jeito que age. Se ela não sabe precisa aprender e não ser criticada. Isso  torna a pessoa agressiva; faz sofrer. Se a emoção é negativa nos deixa inquietos e inseguros, se é positiva nos aquieta e nos torna disponíveis. 

O MUNDO DE HOJE, em que vivemos, é cheio de:

  • estresse
  • luta pela sobrevivência – 2 empregos
  • falta de tempo para si e para a família
  • de mentes inquietas
  • frustrações
  • doenças físicas e mentais
  • sofrimentos, conflitos e separações
  • isolamento
  • falta de amor a si e às pessoas
  • guerra
  • infelicidade
  • busca incessante por prazer e não por tranqüilidade, moralidade, igualdade etc.

O que temos a obrigação de FAZER para obtermos uma vida melhor, para sermos uma pessoa melhor?

  • desenvolver uma autoconsciênciae aprender a dar vazão aos sentimentos – porque é a consciência e o incômodo que traz a necessidade de mudança.
  • direcionar os pensamentos e emoções - de forma positiva e construtiva.
  • aprender a expressar nossas emoções por meio de palavras (com suavidade e afeto). Dizer eu sinto isso, e não você que fez isso.
  • arranjar tempo para o autoconhecimento,a reflexão, a busca pela espontaneidade e beleza interior.

Isso é que estamos buscando na associação. Tudo que foi dito até agora é nada mais nada menos que a busca, um caminho para nossa SANIDADE MENTAL. Vamos transformar nosso ambiente mental.

  • Saber e aceitar as emoções positivas e negativas dentro de nós.
  • Enxergar o poder e a força das emoções construídas por toda a nossa vida e que estão guardadas dentro de nós. Saber que isso faz parte do humano mas que tem que ser modificado e que a autotransformação é o caminho para a sabedoria e para a saúde.
  • Autoconhecimento, reflexão, disciplinar e ação. Um ser moral.
  • Redirecionar emoções, transformar sentimentos negativos em positivos através de novos pensamentos, novas atitudes.  
Ou seja, transformar nossa mente:
  • de uma mente inquieta para uma mente tranqüila
  • de uma mente negativa para a positiva
  • de uma mente inflexível pra uma flexível.
  • de uma mente egóica para uma mente que compartilha conhecimentos, aprendizados, falas, valores.
  • olhar as pessoas nos olhos, dar atenção ao outro, ter intimidade.
Como fazer isso? 
  • Tornar a vida significativa e preciosa
  • Buscar um equilíbrio.
  • Saber que para que haja esse equilíbrio precisamos suprir as necessidades básicas e secundárias (Físicas, intelectuais, emocionais e espirituais).
  • Ter um emprego que realize e que nos dê segurança, alimentação, conforto.
  • Dormir bem – o sono regenera física e mentalmente cada um de nós. Sem ele vem a doença mental.
  • Buscar se nutrir biológica e afetivamente – através da sexualidade, sensualidade, contato ...
  • Buscar atividades que nos dêem prazer e resgatem nossa espontaneidade, nossa criatividade (viajar, ler, ver filmes, fazer atividades artísticas ...)
  • Ter um lar e não uma casa. Ter uma casa é quando você não quer volta seu endereço, ter um lar é quando você adora voltar do trabalho, da viagem, é quando você tem calor humano lá, quando você gosta de onde mora, do aconchego.
  • Ter bons relacionamentos.
  • Viver no aqui e no agora.

Muita gente mostra que já está doente quando não vive a própria vida. Quer viver e resolver os problemas do outros – então vive noutro lugar que não o seu. Provavelmente tem medo de viver sua própria vida. Ou vive cobrando dos pais que são os culpados por tudo dar errado. Ou vivem querendo um amor do passado. Ou vivem trabalhando, trabalhando, trabalhando sem preencher as outras áreas da vida. Tem gente que vive correndo atrás de dinheiro, e depois o gasta todo recuperando a saúde que perdeu enquanto trabalhava demais, enquanto direcionava sua energia apenas para a área do trabalho.

Mas principalmente: 
  • Aprender sobre as emoções.

É importante repetir:

  • A emoção existe. Não é necessário julgá-la boa ou ruim. Não devemos controlá-la, ou jogá-la debaixo do tapete, escondê-la. A fuga só provoca novos ataques.
  • Devemos ser sinceros com nossas fraquezas, erros. Isso evita justificativas, impulsiona para a mudança. A sinceridade nos dá coragem e a abertura e foco para lidar com qualquer situação – seja ela agradável ou não.
  • Nos abrirmos para sabermos quem somos, para perceber nossas necessidades e as dos outros sem nos confundirmos, ou fugirmos de nossas próprias vidas, sem privilegiar o cuidado com o outro em detrimento de nós mesmos. E também nos flexibilizamos para a vida.

Aprender a falar sobre elas – as emoções-  na primeira pessoa: EU ME SINTO ... e não foi você o culpado.

Crescer portanto, significa:

  • Se observar com compromisso e responsabilidade, ou seja – agir de forma a aproveitar os acontecimentos e problemas como oportunidades de crescimento. Deixar a postura de vítima e ser atuante em sua própria mudança, em sua autoajuda.
  • Deixar o eu observador funcionando o tempo em que estiver acordado e ir se modificando de acordo com o que for necessário.
  • Usar técnicas para se acalmar e agir menos impulsivamente:
Diante de qualquer problema, ou situação, de uma emoção forte:
  1. Eu paro
  2. Percebo a emoção forte
  3. Respiro
  4. penso sobre as alternativas e possibilidades
  5. Decido
  6. Ajo de forma mais apropriada.
Esta é, e terá que ser, uma prática diária... Outras práticas a longo prazo:
  • jin shin shitsu, meditação, yoga, leituras ... Procurem estes aprendizados.
  • Reavaliar posições, posturas, voltar atrás, ser humilde (pedir ajudar, dizer que estava errado)...
  • Valorizar o que você tem – dar mais valor ao ser do que ao ter. Se perguntar toda vez que for comprar algo: eu preciso realmente disso.
  • Estar desperto, alerto, atento a desculpas para não evoluir.
  • Não se acomodar, nem resistir à mudança.
  • Viver a vida consigo e com as pessoas e não apenas conviver.
  • Se amar. Gente, isso é o mais importante. Quando eu não gosto de algo em mim eu preciso constantemente de elogios, de disfarces, de subterfúgios como fama etc. É a tal da FAMA. Não desejar a fama, o tal do dinheiro para ser melhor, ou ser importante, ou até mesmo para ser amado. A FAMA é uma estupidez intelectual, uma busca que pode estar escondendo uma baixa auto-estima, um desejo de ser amado pelo que faz e não pelo que se é. O importante é ser humilde, suprir suas necessidades, estar bem, ser feliz.
  • Permitir que nos amem, permitir a tão difícil intimidade. Tenho medo que me deixem se souberem quem eu sou.
  • Aprender que podemos errar e crescer com o erro.
  • Entender que não somos seres isolados, sair do desejo egoísta, e se doar.
  • Compreender que ser feliz é saber não sofrer desnecessariamente. O sofrimento é passageiro, se você decidir.
  • Elaborar cada situação, decidir e colocar fim a uma dor emocional.
  • Viver um estado energético positivo e permanente abertura e disponibilidade.
  • Entender que tudo é impermanente.
A felicidade não é algo ligado ao ter, mas ao fazer. Ela não é um humor ou um estado de ânimo, por mais exaltados e duradouros que sejam. Ela é o resultado de uma vida bem conduzida, ou seja, das escolhas e valores que definem nosso percurso. A felicidade jamais será um estado final que se possa adquirir e dele tomar posse de ma vez por todas. Ela é uma atividade, algo que se cultiva e se constrói, algo que por alguns momentos se conquista e se desfruta, que é fonte de contentamento, mas que está sempre exigindo de nós empenho e amor. Sempre recomeçando outra vez.
Categoria: Psicologia