Transpessoalidade

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(“Spiritual Emergence and Spiritual Problems”) 

Resumo da Apresentação do Dr. David Lukoff no IV Congresso Internacional da Associação Luso Brasileira de Transpessoal realizado em Cascais de 09 a 12 de outubro de 2003 – Portugal. (Síntese transcrita por Maria Beatriz da Silva Mattos)

 

David Lukoff iniciou sua oficina contando-nos uma lenda :

 

 

“Havia um rei cujo reino estava sendo destruído por um dragão que a tudo queimava. O rei consulta então um oráculo e ele lhe diz que a solução seria casar sua filha com o dragão. O rei dirige-se à filha que o ouve e, apesar de descontente, aceita casar-se com o dragão pelo bem do reino. Porém, a princesa impõe uma condição: antes de casar-se queria aconselhar-se com uma velha sábia. O rei consente e a sábia diz à princesa que se case com o dragão mas que na noite de núpcias usasse dez vestidos, um sobre o outro. Quando o dragão fosse tirar-lhe o primeiro vestido, ela deveria pedir-lhe para que tirasse também um pedaço de sua própria pele e que assim fosse fazendo a cada vestido seu que tirasse. A princesa casa-se com o dragão e conforme a velha sábia a orientara , a cada vestido seu que é retirado também um pedaço de pele do dragão é tirado fora até que, ao retirar o último vestido e o último pedaço de pele , o que aparece debaixo da pele do dragão é um príncipe.”

 

David Lukoff comentou que se lembrou desta lenda ao pensar nas questões da espiritualidade e da saúde mental e deixa-nos a história para pensarmos a respeito. Sua abordagem sobre o assunto iniciou-se através da definição que vários autores dão sobre religião, como Freud e Skinner. Lembra-nos que Freud dizia ser a religião um sistema de ilusões, desejos, juntamente com uma negação da realidade, como dificilmente se vê em outro contexto, mas que também traz uma sensação imensa de bem estar, bem-aventurança. 

Citando Skinner diz que em seus seiscentos artigos e quinze livros, nunca pronunciara-se sobre religião,  mas em seu romance “Walden II”, há um personagem que diz que religião é uma ficção explicativa e que oração é um comportamento supersticioso reforçado por um reforço intermitente. Ou seja, há a possibilidade de um pedido feito durante uma prece ser aleatoriamente respondido.  

Dentro de uma abordagem cognitiva-comportamental, pode-se dizer que o que existem são metas, objetivos e intenções mas jamais a existência de figuras de devoção ou crenças como Santa Klaus, fadas e outros.  

D. Lukoff cita que no “New England Journal of Medicine” de junho/2002, foi publicado um artigo intitulado “Religious Activities?” o qual trazia a preocupação com as amplas generalizações que vem sendo feitas sobre bases limitadas a respeito das questões referentes à religiosidade das pessoas. Em função disso questiona-se se os médicos devem discutir com seus pacientes sobre suas preocupações espirituais. 

David Lukoff lembra que S. Peck diz que a negligência sobre as questões da espiritualidade gerou cinco amplas falhas:

 

1)    Erros de diagnóstico ;

2)    Erros de tratamento ;

3)    Aumento da má reputação dos psiquiatras ;

4)    Pesquisas e teorias inadequadas ;

5)    Limitação no próprio desenvolvimento pessoal dos psiquiatras .

 

Em 1990 David Lukoff começa a trabalhar também na mudança dessa mentalidade, a abrir o campo da saúde mental para as questões da espiritualidade.

 

Desse trabalho surge no DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 4ª edição , da Associação Psiquiátrica Americana) a categoria diagnóstica Problema Espiritual ou Religioso (Emergência Espiritual). Essa categorização pode ser usada quando surgirem as seguintes questões:

 

1)    Perda ou questionamento da fé ;

2)    Problemas associados à conversão a nova fé ;

3)    Questionamentos de outros valores espirituais os quais não são necessariamente relacionados a uma igreja organizada ou instituição.

 

Isso gerou inclusive o surgimento de um novo curso acadêmico nos EUA, intitulado Formação Universitária em Religião e Problemas Relacionados. Em função disto, o tema central desta oficina foram os problemas espirituais, lembrando que, apesar de muito semelhantes, há pequenas variáveis entre os problemas considerados religiosos e os problemas espirituais. Os problemas religiosos que se enquadram na categoria acima citada do DSM-IV são:

 

Problemas Religiosos :

 

1)    Perda ou questionamento da fé;

2)    Mudança de filiação e de práticas religiosas (incluindo conversão);

3)    Associação a novos cultos e movimentos religiosos;

4)    Problemas espirituais (que serão melhor esclarecidos a seguir);

5)    Em casos de doença ou grandes perdas, as pessoas perdem sua fé ou ao contrário, acabam por tê-la fortalecida.

 

A presença de um ou mais dos problemas acima geraria um diagnóstico de Depressão dentro de uma abordagem psiquiátrica clássica , porém hoje, o diagnóstico deveria ser de “Perda de Fé” e sua terapia deveria incidir sobre este ponto: a perda da fé.

 David Lukoff comenta que nos EUA há muitas religiões e que aquelas que são pequenas quanto ao número de seguidores, em geral, acabam por isolar muito seus fiéis, facilitando certos tipos de problemas psíquicos e religiosos. Portanto, este é um tipo de problema cada vez mais comum e ao qual precisamos estar atentos.

A seguir, ele listou quais são os tipos de problemas espirituais:

 

Tipos de Problemas Espirituais :

 

1)    Perda , questionamento ou mudança de valores espirituais;

2)    Experiências místicas/aberturas psíquicas;

3)    Despertar da Kundalini;

4)    Experiências de possessão;

5)    Crises xamânicas/Abduções por OVNIs (UFOs);

6)    Experiências de EQM (Experiências de Quase Morte);

7)    Experiência “visionária” – considerar como experiência momentânea de visão e que é positiva para a pessoa;

8)    Doenças graves ou terminais.

 

O David Lukoff ressalta que 80% das religiões do planeta crê em possessões, que 1% da população norte-americana relata ter sido vítima de abdução e 15% relata ter visto OVNIs. A seguir, David Lukoff passa a aprofundar um pouco mais o assunto do ítem 7 acima (Experiência visionária). Começa falando da similaridade encontrada por Barkley ao comparar escritos de místicos e esquizofrênicos conforme vemos a seguir:

 

1)    Sensação de ser transportado de uma realidade normal para uma nova realidade;

2)    Comunhão com o Divino;

3)    Perda do Self-object que é a sensação de não estar limitado ao seu corpo;

4)    Sensação noética – nova percepção da realidade;

5)    Sensação distorcida do tempo;

6)    Mudanças perceptuais;

7)    Alucinações;

8)    Ampliação de Consciência.

 

Como se vê é difícil diferenciar entre ambos, místicos e esquizofrênicos.

 

A fim de ilustrar, David Lukoff cita neste momento uma frase de Ed Podvoll sobre doença mental e experiência religiosa: “Há concordância geral entre os que a tiveram (experiência religiosa) que as verdades religiosas são compreendidas, as verdades religiosas que são as dos padres dos desertos e dos mestres”.

 E ainda mais outra frase de um capelão de um hospital psiquiátrico sobre a genuína experiência espiritual: “Eu achei suas histórias tão genuínas, bem acreditáveis. Suas experiências do Divino e do espiritual são saudáveis e trazem vida “. Conforme mostra Gallup Poll , a experiência das pessoas com alguma “presença” (no sentido de Ser espiritual) ou com Deus, vem aumentando ao longo do tempo:

 

1973 – 27% de relatos;

1986 – 42% de relatos;

1994 – 54% de relatos.

 

Neste momento então, David Lukoff inicia o relato de um caso que ele atendeu em seu consultório a fim de ilustrar a questão da Emergência Espiritual :

 

O cliente em questão, um rapaz de 23 anos, esteve por 2 meses no hospital psiquiátrico da Universidade da Califórnia (UCLA). Aos 19 anos era um moço saudável como qualquer outro de sua idade. Um dia voltou para a casa de seus pais após um período de passeios pelos EUA de carona e escreveu um poema o qual reescreveu inúmeras vezes ao longo de toda uma noite. Ao nascer do sol ele pensou que tinha tido uma experiência de renascimento. David Lukoff teve a permissão deste cliente para gravar seu relato (por volta de 5 minutos) sobre sua história, na presença de um grupo de psicólogos da UCLA.

 

(Neste momento David Lukoff faz o seguinte comentário: “Visionary vem de vision e o caso que veremos tem a ver com isso uma vez que há relatos de alucinações por parte do cliente).

 

Então D. Lukoff inicia o relato do caso propriamente dito :

 

Ele era um paciente invulgar pois por si mesmo fazia pesquisas sobre os símbolos que lhe ocorriam. Há descrições na gravação em cassete de imagens e de mitos antigos. Após aquela noite, ao acordar, ele decidiu fazer uma viagem pela montanha e levou com ele o que chamou de objetos de poder, como símbolos de seu eu renascido: “Vou levá-los e enterrá-los  pois tenho que dar à Terra os símbolos do meu renascimento”. 

Vai à montanha dizendo que sua musa o guiava. Foi com um amigo dizendo-lhe: “nós vamos às portas do inferno e minha mão direita carrega meus objetos de poder e minha musa conduz e quando os carrego com minha mão esquerda é a morte que me conduz“. 

À beira do rio diz que atravessaram as portas e que estão num campo aberto mas tem que continuar pois precisa ir às portas do céu. Achou duas grandes árvores, sentiu-se cansado e pensou que o diabo o impedia. Forçou-se a avançar e foi até um local com neve. Viu pegadas de coelho na neve e nelas a mensagem de que Deus o estava a apoiar nesta jornada para o céu. Pensou não estar mais nas entranhas do inferno mas no céu. Então enterra seus objetos mágicos e isso faria com que casasse seu renascimento com a Terra. Isto foi sentido como algo profundo e significativo. Viu então um local como uma caverna numa rocha e disse: “esse é o meu local no reino do céu“. Viu um rosto numa raiz, achou que a morte ria e que devia rir com a morte e achou que sua jornada estava finda. 

Contou para os pais e amigos: “atravessei as portas do inferno... subi as montanhas do céu, confirmei meu renascimento e ocupei meu lugar no reino do céu“. Falou desta forma com muitas imagens e símbolos mitológicos por três dias. Depois de três dias seus pais o levaram ao hospital psiquiátrico. Ele não estava violento – não era violento consigo ou com os outros. Estava numa crise espiritual .

 Seu pai enganou-o dizendo que o levaria para o hospital a fim de fazer testes e ele pensou que sua experiência tinha sido tão importante que o queriam estudar. Foi medicado com Thorazine  por dois meses. No hospital, mesmo medicado, fazia a subida à montanha assim como na arte-terapia. No quarto guiava rituais, via falcões, albatrozes. Tentava falar com os médicos sobre suas experiências e eles o ignoravam. 

Depois de dois meses, como não havia melhora do quadro, pensaram em mudá-lo para um hospital de doentes crônicos. Precisavam que ele assinasse um documento para tanto e como ele se recusasse a assiná-lo, ameaçaram-no com eletro-choque. Os pais temendo isso assinaram o documento e ele parou de tomar o medicamento.  

Era difícil pensar claramente. Não sabia se a confusão era da força da experiência que tivera ou dos remédios. Chegou a precisar de uma hora para ler apenas um parágrafo. Entusiasmou-se ao ver semelhanças entre suas experiências e as relatadas por Jung.

Depois de seis meses começou a trabalhar como bombeiro e disse que era bom pois era uma ocupação muito física e era disso que ele precisava naquele momento. Envolveu-se com um pequeno grupo religioso pois falavam nesse culto de símbolos que ele havia experimentado. Passou cinco meses nesse culto. Como continuasse a falar de suas experiências, ao ver a propaganda de um dos workshops de David Lukoff, resolveu procurá-lo. O workshop era anunciado da seguinte forma – que foi o que o atraiu: “Psicoses : misticismo , xamãnismo ou patologia?”.

 Telefonou a David Lukoff para perguntar-lhe se teria interesse por sua experiência. Marcaram um almoço no qual contou sua história mas como o tempo era curto D. Lukoff convidou-o para um momento mais amplo na faculdade (um encontro de duas horas). Encontraram-se mais quinze vezes para que sua experiência fosse anotada com detalhes. O irmão do cliente era escritor e havia escrito sobre a experiência do irmão e D. Lukoff viu esse texto assim como as anotações feitas pelos médicos durante sua internação. Fez testes com ele pedindo-lhe que recuasse dez anos e colocou esse material num estudo de caso publicado no Jornal de Psicologia Transpessoal Americano: “Os mitos na doença mental“. 

Escreveu para realçar dois pontos: os mitos e as psicoses, porque ele era um caso muito interessante de . Segundo D. Lukoff , ele não deveria ter sido internado e medicado , deveria ter estado numa terapia onde pudesse expressar sua experiência e então D. Lukoff acredita que entre seis e oito semanas ele teria saído de sua psicose sem medicação. Com este caso e outros escreveu um artigo criando critérios para diferenciar psicose de emergência espiritual. Foi este trabalho que estabeleceu as categorias para o DSM IV – para diferenciar psicose de emergência espiritual. emergência espiritual

 Quais são então esses critérios ?

 

Como reconhecer uma experiência de emergência espiritual – Critérios Diagnósticos para Experiência Mística:

 

1)    Há semelhança na fenomenologia. Essa semelhança pode ser em vários níveis como nas categorias citadas anteriormente;

2)    O prognóstico tem que ser positivo para poder categorizar como experiência mística. Os critérios para isso são:

  a)    Bom funcionamento prévio ( bom relacionamento pessoal, escolar, etc);

  b)    Os sintomas aparecem rapidamente e não ao longo de meses;

  c)     O episódio precipitador é estressante (uma perda por exemplo);

  d)   Atitude exploratória positiva: atitude curiosa sobre a própria experiência, se outros passaram pelo mesmo, e não uma atitude de medo, paranóia a respeito;

3)    Não ser um significativo risco para si e para os outros.

 

Há casos em que os pacientes podem ter os dois primeiros critérios positivos mas significarem risco. Terão que ser cuidados mas não necessariamente passarem por uma internação clássica.

 

A seguir o relato que David Lukoff nos fez refere-se a linhas básicas do tratamento.

 

Três fases da Integração Terapêutica :

 

1)    Contar a história – a maior parte desses clientes , ao ser internado num hospital psiquiátrico , não consegue a atenção dos demais, aliás nem podem contar suas histórias;

2)    Investigar heranças simbólicas , espirituais e culturais que a pessoa tenha;

3)    Criar uma nova mitologia pessoal através dos símbolos pesquisados.

 

O caso relatado levou entre 20 e 24 meses e na última vez que D. Lukoff o viu, o cliente trabalhava como editor numa TV. Ele achava que sua forma de vida deveria refletir essa experiência de alguma forma.  Dois meses antes do artigo de D. Lukoff sair, o cliente foi estudar Psicologia. Treze anos depois o cliente queria falar com David sobre terminar seu curso de Psicologia e numa abordagem Transpessoal. Hoje ele é professor de Psicologia Transpessoal .

 Portanto, ao invés de esconder sua experiência ela é o foco de toda sua vida. É um bom exemplo de como um indivíduo que passa por essa experiência pode transformá-la na base de sua vida. Essas são realmente as três fases de integração depois de uma emergência espiritual.

 

O que podemos fazer com uma pessoa na fase aguda da crise ?

 

Relato de um caso de emergência espiritual, com duração de uma semana, observado por Jack Cornfield – psicólogo clínico e professor de meditação. Um jovem estudante de Karatê decidiu meditar não movendo-se um dia e uma noite. Acordou sentindo uma enorme energia e correu para a sala principal onde estavam as outras pessoas em meditação e começou a gritar e fazer karatê no meio da sala. Então disse que ao olhar para as pessoas via muitos de seus corpos de vidas passadas. Seu professor de meditação, por ser experiente, reconheceu que o que acontecia era fruto de sua meditação e não um surto psicótico.

Ele então tirou-lhe da prática meditativa e indicou uma das pessoas do retiro para acompanhá-lo em caminhadas e ficar com ele de manhã até à tarde. Prescreveu-lhe alimentação com carne (embora o retiro de meditação oferecesse alimentação vegetariana) para enraizá-lo mais e também banhos quentes e frios. Também orientou para que trabalhasse no jardim. Havia uma pessoa que ficava com ele o tempo todo  e após três dias ele estava pronto para dormir pela primeira vez e a partir de então meditar comedidamente. Um professor de meditação experiente nunca o encaminharia para um hospital psiquiátrico.

 

Vejamos então 9 orientações a fazer durante uma crise de emergência espiritual :

 

1)  Regularizar, mostrar à pessoa que é uma experiência normal e que está tendo uma experiência espiritual. Isto ajuda a pessoa a ter um mapa cognitivo do que está acontecendo com ela e muda a relação que passa a ter com a própria crise, sem medo; Jung contava que se lembrava de um professor que teve uma visão e achou que estava louco e ficou em pânico. Mostrou-lhe um livro de 400 anos com uma figura igual a da sua visão e mostrou-lhe que não precisava ter medo. No entanto ele ficou com seu ego desinflado. É importante educar as famílias em pânico e que imediatamente levam ao pessoa em crise para o hospital psiquiátrico.

2)  Criar um continente terapêutico – um junguiano criou nos anos 70 um centro onde os pacientes não eram medicados mas estimulados a expressar artisticamente suas experiências. Ele era muito cuidadoso na escolha dos profissionais que trabalhariam em sua clínica e que teriam contato com os pacientes, procurava pessoas afáveis, calorosas, compassivas e que aceitavam o que o inconsciente dos clientes dissesse, não importava quão estranho parecesse. Ajudava mesmo os indivíduos a fazerem experiências psicodélicas para entenderem as experiências dos pacientes ;

3)  Ajudar o paciente a reduzir a estimulação do ambiente e inter-relacional. Exemplo: mandar cavar o jardim e tentar não fazer muito trabalho ligado ao seu processo. Algo que deixa David muito irritado são as TVs e rádios em hospitais psiquiátricos pois isto é o oposto do que os pacientes neste estado precisam. É recomendável que o paciente pare sua atividades espirituais como yoga e meditação;

4)   Reduzir / interromper práticas espirituais;

5)  Usar as sessões terapêuticas para fazer “ground” com o paciente, isso significa levá-lo  a manter-se no aqui e agora. Ajuda muito manter o contato visual com o paciente para ele não fugir para seu mundo interno. Também atividades físicas durante as crises para gastar a energia que aflora.

A atitude em geral é considerar que as pessoas estão “malucas” demais para falarem. É o oposto, falar ajuda a trazer a pessoa para o real;

6)  Alimentação com alimentos pesados pois o jejum leva algumas pessoas a esses estados (cereais integrais, lácteos, leguminosas e carne). Frutas e saladas, sucos e saladas não são alimentos que enraízam. Jejuns com frutas aumentam muito a energia e não são recomendáveis para enraizamentos. Açúcar, café e álcool não se recomenda;

7)  Encorajar o paciente a fazer atividades que o acalmem e o enraízem. Caminhadas na natureza, jardinagem, etc;

8)  Encorajar o paciente a expressar suas vivências de alguma forma, particularmente pela arte. As atividades artísticas auxiliam a expressar o que se pensa e sente e permite ao paciente certa distância da experiência;

9)  É controversa : o uso de medicação. Alguns clínicos dizem para nunca usar medicação mas D. Lukoff trabalhou com um psiquiatra transpessoal que é um especialista em fármacos e ele diz que às vezes a experiência pode ser tão violenta para o indivíduo que pequenas doses de medicamento podem ajudar não a parar a experiência mas a reduzí-la a níveis manejáveis pelo paciente .

D. Lukoff indicou vários pacientes seus a este psiquiatra que deu-lhes baixas doses de remédios e eles puderam sair do hospital e cuidar de suas experiências em terapia.

 

E desta forma David Lukoff encerra sua oficina .

 

 

No livro Psicologia da Consciência  há dois capítulos que abordam o conteúdo todo desta oficina e que tentamos acima relatar .

 

 

O site www.internetguides.com traz textos de David Lukoff .

Categoria: Psicologia

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