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Bhagavad G?t?

Krishna & Arjuna

Por Cláudio Azevedo

Azevedo, Cláudio; A Bhagavad G?t?, Editora Órion, Fortaleza, 2.009

(ainda no prelo)

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Capítulo 2 (parte 3)

 

s==]Ky=y==eg=/

O CONHECIMENTO TRANSCENDENTAL

 

 

k:m=*j=] b=ui3y=ukt== ih  f:D=] ty=ktv== m=n=Ii{=[=/ +

j=nm=b=nQ=iv=in=m=*ukt==/  p=d] g=c%nty=< an==m=y=m=< ++çâ++

karma-ja? buddhi-yukt? hi phala? tyaktv? man??i?a?

janma-bandha-vinirmukt?? pada? gacchanty an?maya?

(2.51) Ocupando-se nesse serviço devocional ao Senhor, grandes sábios ou devotos livram-se dos resultados do trabalho no mundo material. Desse modo, eles transcendem ao ciclo de nascimentos e mortes e passam a viver além de todas as misérias.

 

y=d= t=e m==ehk:òD=D=]  b=ui3r< vy=it=t=ir{y=it= +

t=d= g=nt==òs= in=v=e*d]  X=et=vy=sy= Xut=sy= c= ++çä++

yad? te moha-kalila? buddhir vyatitari?yati

tad? gant?si nirveda? ?rotavyasya ?rutasya ca

(2.52) Quando tua inteligência tiver cruzado a densa floresta da ilusão, tornar-te-ás indiferente a tudo o que se ouviu e a tudo o que se há de ouvir.

 

Xuit=iv=p=>it=p=á= t=e  y=d= sq==sy=it= in=xc=D== +

s=m==Q==v=c=D== b=ui3s=<  t=d= y==eg=m=< av==psy=òs= ++çà++

?ruti-vipratipann? te yad? sth?syati ni?cal?

sam?dh?v acal? buddhis tad? yoga? av?psyasi

(2.53) Quando tua mente deixar de perturbar-se pela linguagem florida dos Vedas, e quando se fixar no transe da auto-realização, então terás atingido a consciência divina.

 

aj=u*n= Wv==c= òsq=t=p=>Nsy= k:= B=={==  s=m==iQ=sq=sy=  ke:x=v= +

òsq=t=Q=I/ ik]: p=>B=={=et=  òk:m=< a=s=It= v=>j=et= òk:m=< ++çå++

arjuna uv?ca sthita-prajñasya k? bh??a sam?dhi-sthasya ke?ava

sthita-dh?? ki? prabh??eta ki? ?s?ta vrajeta ki?

(2.54) Arjuna disse: Ó Krishna, quais são os sintomas daquele cuja consciência está absorta nessa transcendência? Como fala, e qual é sua linguagem? Como se senta e como caminha?

 

XIB=g=v==n=uv==c= p=>j=h=it= y=d= k:=m==n=<  s=v==*n=< p==q=* m=n==eg=t==n=< +

a=tm=ny=ev=< a=tm=n== t=u{!/  òsq=t=p=>Ns=< t=d=ecy=t=e ++çç++

?r?-bhagav?n uv?ca prajah?ti yad? k?m?n sarv?n p?rtha mano-gat?n

?tmany ev?tman? tu?ta? sthita-prajñas tadocyate

(2.55) A Suprema Personalidade de Deus disse: Ó Partha, quando alguém desiste de todas as variedades de desejo de gozo dos sentidos, que surgem da invenção mental, e quando sua mente, assim purificada, encontra satisfação apenas no eu, então se diz que ele está em consciência transcendental pura.

 

du/K=e{v=< an=ui8gn=m=n==/  s=uK=e{=u iv=g=t=sp=&h/ +

v=It=r=g=B=y=k>:=eeQ=/  òsq=t=Q=Ir< m=uin=r< Wcy=t=e ++çê++

du?khe?v abudvigna-man?? sukhe?u vigata-sp?ha?

vit?-r?ga-bhaya-krodha? sthita-dh?r munir ucyate

(2.56) Quem não deixa a mente se perturbar mesmo em meio às três classes de misérias, nem exulta quando há felicidade, e que está livre do apego, medo e ira, é chamado um sábio de mente estável.

 

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n==òB=n=ndit= n= 8eò{!  t=sy= p=>N= p=>it=ò{@t== ++çë++

ya? sarvatr?nabhisnehas tat tat pr?pya ?ubh??ubha?

n?bhinandati na dve??i tasya prajña prati??hit?

(2.57) No mundo material, quem não se deixa afetar pelo bem ou mal a que está sujeito a obter, sem louvá-los nem desprezá-los, está firmemente fixo em conhecimento perfeito.

 

y=d= s=]hrt=e c==y=]  kU:m==e*CV<g==n=Iv= s=v=*x=/ +

wòn7y==[=Iòn7y==q=e*By=s=<  t=sy= p=>N= p=>it=û{@t== ++çè++

yad? sa?harate c?ya? k?rmo ‘ng?n?va sarva?a?

indriy???ndriy?rthebhyas tasya prajña prati??hit?

(2.58) Aquele que é capaz de retirar seus sentidos dos objetos dos sentidos, assim como a tartaruga recolhe seus membros para dentro da carapaça, está firmemente fixo em consciência perfeita.

 

iv={=y== iv=in=v=t=*nt=e  in=r=h=rsy= deihn=/ +

rs=v=j=*] rs==eCpy=sy=  p=r] ¡{!<v== in=v=t=*t=e ++çï++

vi?ay? vinivartante nir?h?rasya dehina?

rasa-varja? raso ‘py asya para? d???v? nivartate

(2.59) A alma corporificada pode restringir-se do gozo dos sentidos, embora permaneça o gosto pelos objetos dos sentidos. Porém, interrompendo tais ocupações ao experimentar um gosto superior, ela se fixa em consciência.

 

y=t=t==e Äip= k:=Ent=ey=  p=uo{=sy= iv=p=ûxc=t=/ +

wòn7y==ò[= p=>m==q=Iin=  hrònt= p=>s=B=] m=n=/ ++êî++

yatato hy api kaunteya puru?asya vipa?cita?

indriy??i pram?th?ni haranti prasabha? mana?

(2.60) Os sentidos são tão fortes e impetuosos, ó Arjuna, que arrebatam à força mesmo a mente de um homem de discriminação que se esforça por controlá-los.

 

t==in= s=v==*ò[= s=]y=my=  y=ukt= a=s=It= m=tp=r/ +

v=x=e ih y=sy=eòn7y==ò[=  t=sy= p=>N= p=>it=ò{@t== ++êâ++

t?ni sarv??i sa?yamya yukta ?s?ta mat -para?

va?e hi yasyendriy??i tasya prajña prati??hit?

(2.61) Aquele que restringe os sentidos, mantendo-os sob completo controle, e fixa sua consciência em Mim, é conhecido como homem de inteligência estável.

 

Qy==y=t==e iv={=y==n=< p=u]s=/  s=V<g=s=< t=e{=Up=j==y=t=e +

s=V<g==t=< s=]j==y=t=e k:=m=/  k:=m==t=< k>:=eQ==eCiB=j==y=t=e ++êä++

dhy?yato vi?ay?n pu?sa? sa?gas te??paj?yate

sa?g?t sañj?yate k?ma? k?m?t krodho ‘bhij?yate

(2.62) Enquanto contempla os objetos dos sentidos, a pessoa desenvolve apego a eles, e de tal apego se desenvolve a luxúria, e da luxúria surge a ira.

 

k>:=eQ==d< B=v=it= s=]m==eh/  s=]m==eh=t=< sm=&it=iv=B=>m=/ +

sm=&it=B=>]x==d< b=ui3n==x==e  b=ui3n==x==t=< p=>[=xy=it= ++êà++

krodh?d bhavati sammoha? sammoh?t sm?ti-vibhrama?

sm?ti-bhra??ad buddhi-n??o buddhi-n???t pra?a?yati

(2.63) Da ira, surge completa ilusão, e da ilusão, a confusão da memória. Quando a memória está confusa, perde-se a inteligência, e ao perder a inteligência, cai-se de novo no poço material.

 

r=g=8e{=iv=y=ukt=Est=u  iv={=y==n=< wòn7y=Exc=rn=< +

a=tm=v=xy=Er< iv=Q=ey==tm==  p=>s==dm=< aiQ=g=c%it= ++êå++

r?ga-dve?a-vimuktais tu vi?ay?n indriyai? caran

?tma-va?yair vidhey?tm? pras?dam adhigacchati

(2.64) Mas quem está livre de todo o apego e aversão e é capaz de controlar seus sentidos através dos princípios reguladores com os quais se obtém a liberdade, pode receber a completa misericórdia do Senhor.

 

p=>s==de s=v=*du/K==n==]  h=in=r< asy==ep=j==y=t=e +

p=>s=ác=et=s==e Ä=x=u  b=ui3/ p=y=*v=it={@t=e ++êç++

pras?de sarva-du?kh?n?? h?nir asyopaj?yate

prasanna-cetaso hy ??u buddhi? paryavati??hate

(2.65) Para alguém que sente essa alegria, as três classes de misérias da existência material deixam de existir; nessa consciência jubilosa, a inteligência logo torna-se resoluta.

 

n==òst= b=ui3r< ay=ukt=sy=  n= c==y=ukt=sy= B==v=n== +

n= c==B==v=y=t=/ x==ònt=r<  ax==nt=sy= ku:t=/ s=uK=m=< ++êê++

n?sti buddhir ayuktasya na c?yuktasya bh?van?

na c?bh?vayata? ??ntir a??ntasya kuta? sukha?

(2.66) Quem não está vinculado ao Supremo não pode ter inteligência transcendental nem mente estável, sem as quais não há possibilidade de paz. E como pode haver alguma felicidade sem paz?

 

wòn7y==[==] ih c=rt==]  y=n=< m=n==eCn=uiv=Q=Iy=t=e +

t=dsy= hrit= p=>N=]  v==y=ur< n==v=m=< wv==mB=òs= ++êë++

indriy???? hi carat?? yan mano ‘nuvidh?yate

tad asya harati prajñ?? v?yur n?vam iv?mbhasi

(2.67) Assim como um vento forte arrasta um barco na água, mesmo um só dos sentidos errantes em que a mente se detenha pode arrebatar a inteligência de um homem.

 

t=sm==d< y=sy= m=h=b==h=e  in=g=&hIt==in= s=v=*x=/ +

wòn7y==[=Iòn7y==q=e*By=s=<  t=sy= p=>N= p=>it=ò{@t== ++êè++

tasm?d yasya mah?-b?ho nig?h?t?ni sarvaa?

indriy???ndriy?rthebhyas tasya prajña prati??hit?

(2.68) Portanto, ó pessoa de braços poderosos, o indivíduo cujos sentidos são restringidos de seus objetos com certeza tem a inteligência estável.

 

Dy== in=x== s=v=*B=Ut==n==]  t=sy==] j==g=it=* s=]y=m=I +

y=sy==] j==g=>it= B=Ut==in=  s== in=x== p=xy=t==e m=un=e/ ++êï++

y? ni?? sarva-bh?t?n?? tasy?? j?garti sa?yam?

yasy?? j?grati bh?t?ni s? ni?? pa?yato mune?

(2.69) Aquilo que é noite para todos os seres é a hora de despertar para o autocontrolado; e a hora de despertar para todos os seres é noite para o sábio introspectivo.

 

a=p=Uy=*m==[=m=< ac=D=p=>it={@] s=m=u7m=< a=p=/ p=>iv=x=ònt= y=8t=< +

t=8t=< k:=m== y=] p=>iv=x=ònt= s=v=e* s= x==ònt=m=< a=pn==eit= n= k:=m=k:=m=I ++ëî++

?p?ryam??a? acala-prati??ha? samudra? ?pa? pravi?anti yadvat

tadvat k?m? ya? pravi?anti sarve sa ?anti? ?pnoti na k?ma-k?m?

(2.70) Só quem não se perturba com o incessante fluxo de desejos – que são como rios que entram no oceano, que está sempre sendo enchido mas nunca se agita – pode alcançar a paz, e não o homem que luta para satisfazer esses desejos.

 

iv=h=y= k:=m==n=< y=/ s=v==*n=<  p=um==]xc=rit= in=/sp=&h/ +

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vih?ya k?m?n ya? sarv?n pum??? carati ni?sp?ha?

nirmamo niraha?k?ra? sa ?anti? adhigacchati

(2.71) Aquele que abandonou todos os desejos de gozo dos sentidos, que vive livre de desejos, que abandonou todo o sentimento de propriedade e não tem ego falso – só ele pode conseguir a paz verdadeira.

 

A{== b=>=ÉI òsq=it=/ p==q=*  n=En==] p=>=py= iv=m=uÄit= +

òsq=tv==Csy==m=< ant=k:=D=eCip=  b=>Éin=v==*[=m=< Pc%it= ++ëä++

e?? br?hm? sthiti? p?rtha naina? pr?pya vimuhyati

sthitv?sy?m anta-k?le ‘pi brahma-nirv??a? ?cchati

(2.72) Este é o caminho da vida espiritual e piedosa, e o homem que a alcança não se confunde. Se, mesmo somente à hora da morte, ele atinge essa posição, pode entrar no reino de Deus.

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Categoria: Escrituras Hindus