Jane Eyre de Melo

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Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso!

E eu vos direi: Amai para entendê-las,

Pois só que ama, tem ouvido capaz de ouvir e entender as estrelas.

(Via Láctea, Olávio Bilac)

 

Nasci em Fortaleza, cidade da luz, pertinho do equador, onde a incidência dos raios da estrela solar nos presenteia de forma generosa. Depois de uma infância bem introspectiva, junto aos poetas e à interpretação de poemas. Conheci aos 14 anos a filosofia e o estudo do Yoga. Também gostava de conhecer a vida dos santos da Igreja Católica, tradição religiosa onde fui criada. Aos dezessete anos passei no vestibular para Filosofia, como não tinha definido o que queria ser profissionalmente, fui para os filósofos. Eles me ajudaram muito. Sou-lhes grata imensamente. Lá descobri a Astrologia, meus olhos brilharam, um conhecimento que tenho como sacerdócio e guardiã ao mesmo tempo. Nesta época conheci Roberto Augusto, com quem me casei.  Fomos estudar livros sobre espiritualidade e tradição. Também estudei inglês, espanhol, francês e alemão. E depois aos 25 anos fui estudar Psicologia. Com a Psicologia conheci a Mitologia e foi arrebatador para mim. Fiz duas especializações, Ciência Política e Gerência de Recursos Humanos tendo como tema da dissertação: Mitologia Grega na Cultura Organizacional. Além de muitas formações livres, tão pertinentes à área da Psicologia.

Sou grata aos meus muitos mestres, meus pais, irmãos e amigos; aos mestres Prof Hermógenes, Prof Paulo Petrola, Profª Adisia Sá,  Profª Socorro Osterne, Profª Conceição Weyne, Drª Lika Queiroz (BA), Drª Gercilene Campos, Dr. Stanley Kipnner, Dr Stanley Grof, Dr. Roberto Crema, Dr. Jean-Yves Leloup, Drª Aidda Pustilnik, Drª Theda Basso , entre outros.

Terapeuta Clínica do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT-CE), hoje estou atuando no consultório na clinica de adultos, ministro palestras, cursos e publico artigos para jornais e revistas, também gosto de pesquisar. Decidi optar pela minha vocação, pelo meu desejo intransferível. Pela minha convocação a existir. A ouvir para que este mundo me convoca. Para que me levanto toda manhã? Para quem eu trabalho? Decidi estudar e tirar o néctar do sentido da minha dor primordial. Decidi acolher meus momentos estelares. Ficar atenta a escuta do mestre interior. Escutando o manto do ser, deixar-me conduzir ao lar, ao serviço; ao viço do ser. Meus olhos brilham de novo. Venho aceitando meu serviço é acompanhar as pessoas na sua missão. É tocar e passar. Tocar a missão. Tocar aquilo que brilha e nos convoca e passar, apenas passar. Assim sou eu com minha Ferida e meu Dom.