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         A publicação de A Doutrina Secreta um século atrás foi chamada de O Renascimento da Tradição Oculta. Mas temos tomado contato com ela com os mesmos instrumentais de compreensão que herdamos dos dois últimos séculos? Se tal for, é esta a maneira certa ou existe alguma outra aproximação que seja a maneira mais adequada à natureza da Tradição Oculta?

         Vejamos por momentos aquela maneira herdada de buscar conhecimento e compreensão, maneira que é altamente influenciada por métodos científicos. É o modo de análise e síntese, uma atividade da mente, dividindo aquilo que está defronte a nós em pedaços de tamanho apreciável, de preferência pedaços reconhecíveis. A partir deles compomos um quadro, que para nós representa a realidade daquilo que estamos olhando. E ao compor este quadro quase sempre seguimos padrões e leis que já estão em nossas mentes, variando ou as extrapolando.

         Assim, essa é a maneira que temos nos aproximado da natureza e da vida durante pelo menos os últimos cem anos. É o modo de investigação e estudo, científicos. Apesar do homem comum não aplicar estritamente esses métodos, mesmo assim dominam sua maneira de tentar compreender e aprender. Podemos notar que a maneira científica implica que a atenção esteja focalizada naquilo que pode ser percebido pelos cinco sentidos, quase sempre dando peso mais em um que em outro. Mas não apenas isto. A maneira científica também implica em estarmos levando em conta apenas àquilo que pode ser medido e pesado, aquilo que pode ser tratado de maneira ‘exata’, quase sempre pela ajuda da Matemática.

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(por Brant Jackson)·

The Quest (set-out de 2002 p.175)

Tradução- Maria Beth Oliveira 

            No ano de 313 aD., o Imperador Constantino necessitava de uma nova religião estatal para prover ao seu novo império unido, com unidade religiosa e estabilidade, pois o antigo foi, de modo geral, desacreditado durante as lutas pela sucessão imperial. Constantino escolheu uma versão do Cristianismo (chamada “Católico,” significando “universal”) entre as muitas seitas cristãs competidoras, para revitalizar e trazer estabilidade ao império, e fez uma proclamação (o “Edito de Milão”) que prometia tolerância. Para os bispos católicos, que estavam sendo perseguidos até ao recente 311 aD., o favor do imperador foi um milagre de Deus. Eles tinham agora poder político assim como religioso, e descobriram cedo que havia um preço a pagar pelo privilégio.

            Considerem-se as imensas mudanças necessárias para ir de uma igreja composta de congregações pequenas, homogêneas, para uma igreja que suprisse as necessidades de todo o império Romano, uma coleção de pessoas e religiões sem precedentes, em tamanho e diversidade. Mais ainda, a cristandade inicial não tinha uma única posição “ortodoxa” ou oficial antes de 325 aD., quando Constantino reuniu o Concílio de Nicéa para acertar alguns pontos em disputa sobre fé. O principal deles era se Cristo era de fato Deus ou era mais que humano e menos que divino.

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O DESPERTAR DA LUZ INTERIOR:

Entendendo a natureza transformadora do ministério de Jesus

Raul Branco[1]

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Podemos perceber um fato novo no seio da família cristã. O fiel que anteriormente parecia satisfeito com suas práticas devocionais tradicionais, agora está buscando o caminho espiritual. O que preocupa as autoridades eclesiásticas, no entanto, é que essa busca está levando um grande número de fiéis para outras tradições, principalmente as orientais.

Ainda que o protestante geralmente conheça intimamente seu livro sagrado, a Bíblia, o mesmo não ocorre com seu irmão católico. Ambos, porém, geralmente desconhecem que a Escritura tem três níveis possíveis de entendimento. A Bíblia, tal como o ser humano, é constituída de corpo, alma e espírito. O “corpo” é o seu significado literal, que não deixa de ser útil a algumas pessoas. A alma são as lições morais a serem derivadas do texto. O espírito está escondido na alegoria, e traz geralmente lições bem diferentes das percebidas no sentido literal.

Como as chaves da interpretação da Bíblia, que permitem desvelar o espírito da Escritura, não estavam até recentemente ao alcance do grande público[2], o véu da simbologia e os aparentes absurdos de certas passagens do texto bíblico faziam com que muitas pessoas simplesmente desistissem de tentar entender a verdadeira natureza dos profundos ensinamentos que ali se encontram. Este artigo é uma tentativa de apresentar a natureza transformadora do ministério de Jesus. O primeiro passo para isso é entender o ponto central de toda Sua pregação, o objetivo de todo o aprendizado humano no mundo, o Reino.

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Uma Carta a um caro irmão,

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O Caminho Interior, a questão do discipulado, está presente em todas as tradições: Buda e seus discípulos, Pitágoras e seus matemáticos, Jesus e seus apóstolos, Maomé e seus seguidores, Moisés e os chefes das tribos, etc.. Nas ordens monásticas da Igreja Católica, o fundador e seus seguidores também são exemplos de relação Mestre/discípulo.

Tenho a impressão de que, embora os Adeptos K. H. e M. não mais tenham se manifestado ostensivamente, outros Adeptos ainda o fizeram após eles. Posso aqui citar, a título de exemplo, Mestre D. K. com Alice A. Bailey, o Guia com Eva Pierrakos (1.915-1.979), Sua Voz com Pietro Ubaldi (1.886-1.972) e Babaji com Paramahansa Yogananda (1.893-1.952). Os ensinamentos de Bailey, de Eva, de Ubaldi e de Yogananda têm perfeita concordância com os ensinamentos de Blavatsky (1.831-1.891). Acredito que os Adeptos mantém contato contínuo, com formas diferentes de abordagem, para divulgar a Verdade, a Vida e o Caminho (Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida), mas a forma escrita (não psicografada nem canalizada) desse contato, ao menos até agora, parece ter ocorrido apenas na ST.

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Raul Branco[1]

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Conheço várias pessoas adoráveis, sinceramente engajadas na busca espiritual. Algumas participam de vários grupos de estudo, cura e meditação, e dedicam de uma a duas horas por dia a seus ‘decretos’ e práticas espirituais ditadas pelos “Mestres Ascensos.” Tocado pela dedicação e candor dessas pessoas, comecei a pesquisar a respeito dessas doutrinas e práticas que, obviamente, parecem estar fazendo bem a elas. Com todo o respeito e carinho, gostaria de oferecer as observações e considerações a seguir a essas pessoas queridas e a milhares de outros irmãos devotos dos Mestres. Procurei enfocar a questão de forma objetiva, apresentando considerações e sugestões que poderiam ser investigadas por esses sinceros buscadores da verdade.

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