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O Sistema Energético Cutâneo (SECt) é representado pelo maior órgão do corpo humano: a pele. Ela corresponde a cerca de 16% do peso corporal e, entre as suas múltiplas funções, regula a temperatura corporal, e serve de barreira física e imunológica contra microorganismos patogênicos além de suas funções sensoriais de calor, frio, tato, dor e pressão.

 

Embriologicamente, o SECt e o Sistema Nervoso Central têm a mesma origem, provinda do folheto externo do embrião (o ectoderma). Uma parte desse ectoderma, durante terceira semana de existência do embrião, dobra-se sobre si mesmo formando um tubo, chamado tubo neural, que vai originar o Sistema Nervoso Central, e a parte que permanece externa formará a pele e seus anexos. Portanto, desde o início a pele está em ligação direta com o Sistema Nervoso Central, enviando-lhe constantemente informações sobre o meio externo.

Do cérebro, e da medula espinhal, partem nervos que chegam à derme, aos vasos e à camada mais superficial da pele, a epiderme. As mensagens entre o SNC e a pele se dão por meio de substâncias químicas, chamadas neuropeptídios. Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens por meio de mediadores químicos produzidos por suas células, que viajam até o SNC pelo sangue ou pelos nervos. A comunicação entre o SNC e a pele é constante e imediata, provocando alterações muito sutis que, na maioria das vezes, não são percebidas, como as alterações na produção do suor e no fluxo sangüíneo.

Em comunicação direta com o sistema imunológico, a pele realmente funciona como um sistema energético-informativo que envolve todo o corpo captando informações do “mundo externo” e refletindo em si própria o estado imunológico, emocional e mental do “mundo interno”. A psoríase é o exemplo mais eloqüente, na qual um alto nível de ansiedade é quase sempre encontrado em seus portadores. A dermatite atópica, um tipo de alergia, que pode aparecer logo aos primeiros meses de vida, também contém um componente emocional intenso da mesma forma que o vitiligo, outra doença sobre a qual o estresse exerce importante influência.

A dermatite seborréica, a neurodermite, a hiperidrose axilar e palmoplantar, a alopécia areata e, possivelmente, o líquen plano, a dermatite numular, a dermatite artificial (auto-escoriação) e a tricotilomania (arrancamento compulsivo de cabelos e pêlos) são outros quadros em que a conexão emocional e mental com a pele é evidente, em maior ou menor grau. A pele recebe sinais energético-informativos do que está se passando na psique da pessoa e, quando há estresse, a pele torna-se úmida, seus vasos se contraem ou se dilatam, aumenta a secreção sebácea, diminuem suas defesas, sua ecologia se altera e ela fica propensa a gerar sintomas pelas alterações a que está submetida. Daí, pode sofrer alterações anatômicas, que vão se traduzir como uma inflamação, um ressecamento, um excesso de oleosidade, uma descamação exagerada ou um espessamento, até chegar a uma doença propriamente dita.

No sentido inverso, o simples estímulo tátil do toque pode levar a uma série de repercussões positivas no combate ao estresse. Tem-se como certo, hoje, que o contato físico é essencial para que os bebês tenham desenvolvimento físico, neurológico, psicológico e emocional normal. A pele transmite a natureza do contato, por meio de organelas sensoriais representadas por terminações nervosas livres e encapsuladas, destinadas à percepção do tato fino (terminações livres nos pêlos, discos de Merkel-Ranvier da epiderme e corpúsculos de Wagner-Meissner nas papilas dérmicas), pressão e tato profundo (corpúsculos de Vater-Pacini no subcutâneo), calor (corpúsculos de Ruffini na derme e subcutâneo), frio (bulbos de Krause na derme) e dor (terminações livres e os corpos de Malpighi).

As células de Merkel, elementos mais importantes no disco de Merkel-Ranvier, têm importante papel sensorial e constituem cerca de 3% do conjunto de células da pele. Fazem parte do sistema neuro-endócrino (APUD) da pele junto com os melanoblastos, células do sistema glandular neuro-endócrino da pele, conhecido como sistema citocriniano. Essas últimas, de origem embriológica neuroectodérmica, estariam ontogeneticamente relacionadas com as células neurogliais e com as células de Schwann do sistema nervoso. Já as células de Langerhans fazem parte do sistema imunológico cutâneo.

Mas o mais fantástico componente do Sistema Energético Cutâneo é utilizado, por exemplo, pela Acupuntura, pela Reflexologia e pelo Reiki. Um sistema sutil e não-anatômico de fluxo energético-informativo que interliga, por exemplo, os dedos dos pés com os olhos e os ouvidos, independentemente dos sistemas circulatório, linfático e nervoso e que será descrito mais adiante nesse mesmo capítulo.

Categoria: Órion Volume 2

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