Quem Somos Nós? Parte 1 das Legendas Filme 2

Uma Nova Evolução

Tradução feita por Cláudio Azevedo

 

Capa DVD

 

Sucesso de público e crítica no Brasil, o instigante e revolucionário “Quem Somos Nós?” ganha agora uma nova e especialíssima versão em DVD, trazendo um filme ainda mais surpreendente e com duração de duas horas e meia! Traz depoimento de mais três cientistas: Lynne Mctaggart, Dean Radin e Masaru Emoto.

 Esse é um daqueles filmes que não é pra ser visto entre um compromisso e outro, ou com gente conversando do lado. Ele exige atenção integral, e assim mesmo você vai querer vê-lo de novo pra poder entender melhor. Por isso publicamos aqui a síntese das legendas do filme, editadas por mim.

Muito mais descobertas científicas, entrevistas e depoimentos inéditos e animações totalmente delirantes! “Quem Somos Nós? Uma Nova Evolução” mistura ficção e documentário para nos mostrar que a realidade, da forma como a percebemos, é ilusória, que nós é que a criamos e que, sim, nós podemos mudá-la. E que nós podemos ter controle sobre nosso corpo, as doenças e as emoções, pois podemos escolher a realidade em que queremos viver e assim alterar nossas vidas. E então? Você está preparado para ir ainda mais longe?

Cláudio Azevedo

 

 

 

DVD Quem Somos Nós? Uma Nova Evolução

“Notícias Reais” Filmagens apresenta:

Excitantes Notícias!

Acabou-se o divórcio… Espírito e matéria voltam a se unir em matrimônio? A Igreja e o laboratório estão dizendo o mesmo? Das nebulosas eras da Antigüidade… A busca do divino e a busca do conhecimento do Universo vieram passando de mão em mão. Na antiga Suméria havia um deus da astronomia, um deus da agricultura, um deus da irrigação. E os sacerdotes do templo eram os escribas e os técnicos que investigavam estes campos de conhecimento.

Na antiga Grécia, os filósofos se perguntavam: “Por que estamos aqui? Qual é o propósito da Vida? (“Pensava que você sabia!”) Desenvolveram a teoria do átomo,dos movimentos celestes e da ética humana.

Europa medieval. A Igreja Ocidental alcançou uma posição de supremo poder, de grande influência e detentora da verdade. A Igreja se achou no direito de ser a
única conhecedora de tudo. O dogma era a Lei. Sem dúvida, a ciência avançou. E agora rebate o dogma de que a Terra é o centro do Universo. Copérnico, Bruno e Galileu sentiram a mão pesada da Igreja.


– A tragédia!
– “Eis aqui o Cordeiro de Deus”
– “Não terás NENHUM outro deus diante de mim”
Ao não poder mais reprimir a ciência, a Igreja e a ciência dividiram o conhecimento e o empenho humano.
– “Você conhecerá a Verdade e a Verdade o libertará”
 

Dualismo.

Descartes inventou o dualismo. A Igreja teria o Oculto e a ciência o Manifesto. E nasceu o materialismo.


– “Escolha – Materialismo – Consumo”
 

Uma trégua precária. Os cientistas já não eram reprimidos e reagiram com vingança. Tudo o que fosse oculto se tornou fantasia, ilusão. Somos apenas máquinas que se movem em um Universo-máquina predizível, governado por leis restritas e imutáveis. A Igreja os fez retroceder. Os cientistas sem alma foram condenados ao inferno! Darwin contra-atacou: O Criador não existe, em nenhum lugar. Somos mutações aleatórias, simplesmente um portador de um DNA em uma busca implacável por mais, em um Universo sem sentido…

Nesse meio-tempo, a ciência e a religião se batiam contra a parede. Se tudo era um mecanismo, e Deus era o Sagrado Criador, então o que devíamos fazer nós humanos? A ciência escavou mais profundamente num Universo morto, tropeçou e desenterrou um mistério: em locais microscópicos de tempo e espaço, Os cientistas encontraram uma energia incomensurável… e mistérios alucinantes.

Mistérios que sugerem que todos estamos conectados, que o universo físico é essencialmente não-físico, e o tempo e o espaço são somente construções dessa imaterialidade. E hoje, cientistas renegados se reúnem com líderes religiosos. Surgem conferências que fomentam uma reunião da ciência com o espírito. Tal como o século XX fez voar as portas da perspectiva mecanicista, o século XXI derrubará a parede de ferro entre a Igreja e o laboratório?

Seu repórter desse noticiário, se despede.
 

Jeffrey Statinover

A Toca do Coelho. Até que profundidade e distância queremos ir. O quanto será, realmente, que queremos descobrir sobre nossa própria natureza? Alice entrou pela Toca do Coelho e encontrou o chapeleiro maluco. O chapeleiro estava louco. E o fato é que queremos sair da Toca do Coelho, após termos entrado. Assim, existem dois grupos na ciência. Uma parte está louca, pois entrou pela Toca do Coelho, e uma outra parte está verificando a loucura das teorias, usando um processo rigoroso e restrito. Sumamente restrito.

David Albert

Creio que o interessante da ciência, o interessante sobre a física, é que se trata de uma maneira genuinamente nova e original de tentar entender o mundo. Creio que o método experimental, que é importante para a física, é um método muito diferente do método da revelação, ou do método da meditação, ou de algum
outro similar. Não creio que seja verdade que, por exemplo, os adeptos, digamos, do budismo, possam imaginar a possibilidade de mudar suas crenças, baseados nos resultados de experimentos que a gente fizer com os elétrons.

Miceal Ledwith

Por que essa separação aparente entre a Igreja e a ciência, ou entre a ciência e a religião, surgiu na atualidade? Creio que as raízes disso são muito profundas. Porque, provavelmente, remontam a uma convicção de que alguns livros das Escrituras, como o livro do Gênesis, que trata do início dos tempos, nos está contando as origens do mundo. De fato, qualquer especialista em textos bíblicos lhes dirá, isto não é uma novidade, que o livro do Gênesis nunca teve o propósito de dissertar sobre as origens do mundo. Porém, muitos clérigos crêem que o livro do Gênesis tem algo assim como notícias ao vivo, como CNN, sobre os começos da criação. E, portanto, existiram muitas pessoas através dos séculos, como o famoso Arcebispo James Ussher na Irlanda de 1650, que calculou todas as idades dos patriarcas passados e resolveu, para sua própria satisfação, que a criação do mundo ocorreu no ano de 4004 a.C., do dia 17 de setembro, às 9:00 da manhã.

Stuart Hameroff

Creio que deve haver uma explicação científica para a espiritualidade. Não creio que tenha havido alguma boa recentemente. Para mim, a única que tem sentido é que a protoconsciência, os valores platônicos, a bondade, a verdade, existem nesse nível fundamental da geometria do espaço-tempo e podem influenciar nossas ações, se estivermos abertos a elas, e nos interconectam com todos os outros seres e com o Universo em geral.

Está na hora de nos tornarmos sábios

Lynne Mctaggart

A ciência cria histórias como as que vivemos e a ciência nos conta uma história muito sombria. Nos tem dito que somos algo assim como um erro genético, que temos genes que nos usam para avançar á próxima geração e que mudamos aleatoriamente. Nos tem dito que estamos fora de nosso Universo, que estamos sós, que estamos separados e que somos esta espécie de erro isolado, em um planeta isolado, em um Universo isolado. E isso determina nossa perspectiva de mundo. Determina nossa perspectiva de nós mesmos. E agora nós estamos nos dando conta de que esta perspectiva, esta perspectiva separatista, é uma das coisas mais destrutivas, é o que cria todos os problemas do mundo. E agora vemos que esse paradigma está equivocado, que não estamos separados. Somos todos unos, estamos todos juntos. Na parte mais profunda de nosso ser, estamos conectados. Por isso, estamos tratando de entender e absorver quais são as repercussões disso. Que significa isto, realmente, para minha vida?

Alan Wolf

Necessitamos de um envoltório espiritual novo. Necessitamos de uma maneira espiritual nova de entender a natureza do que é ser um Ser Humano. Porque os modos antigos, as mitologias antigas, a antiga monarquia, Reis-Deus, contra a velha maneira legítima do cientista de fazer tudo, estão mortos. Temos que enterrá-los. Necessitamos de um reino novo, uma visão nova. E creio que a física quântica, em todo caso, poderia nos ajudar a dar um passo adiante na direção correta.

Candace Pert

Creio que o aspecto chave do novo paradigma, pelo menos na medicina, que é meu pequeno campo, é que a consciência é real e tem um impacto.

Joe Dispenza

Devemos ir mais além de nossos sentidos, para criar um novo paradigma.

Alan Wolf

Bem pode ser que o que acontece dentro de você, em seu cérebro, em seu sistema nervoso, na natureza de sua observação, como funciona a memória, como funciona a mente, bem pode ser que o que está acontecendo aí é algum tipo de inter-relação Observador-matéria, que, por certo, faz com que as coisas sejam reais para você, afetando a sua percepção da realidade. Não está mudando a realidade externa, não está mudando grandes cadeiras e grandes caminhões, escavadeiras e foguetes que decolam. Não está mudando isso. Não. Porém está mudando sua percepção, quem sabe até seu modo de pensar sobre as coisas, o que sente sobre as coisas, como você percebe o mundo.

Joe Dispenza

A informação infinita que o cérebro processa a cada segundo nos diz que o mundo é mais do que percebemos. Sem dúvida, cada vez que estamos imersos em uma experiência com nossos sentidos, visão, olfato, paladar, tato, como se estivéssemos imersos, sensitivamente, em nossa realidade.

Ramtha

Não sabemos nada da realidade, e toda a nossa percepção, da suposta realidade exterior, é filtrada por nossos órgãos dos sentidos.

Joe Dispenza

O cérebro processa 400 bilhões de bits de informação por segundo, porém somos conscientes unicamente de 2.000 deles. Isso significa que a realidade ocorre no cérebro o tempo todo.

– Deveria testá-lo!
– Sabe o que estou fazendo?
– O jarro e eu somos somente Um!
– Poderia ajudar você em seu trabalho.
– Eu vivo através de meus olhos.
– Opero na realidade
– Não em um mundo nebuloso, vazio, delicado, de mutações do que se foi.
– Se é real, quero vê-lo.
 

Andrew B. Newberg

Os olhos são, de alguma forma, uma câmera de vídeo, porque tomam essa informação e a armazenam. Porém não se pode dizer que signifique nada até que, de fato, se una tudo. Assim, requer a mesa do montador para poder montar tudo, para unir na película o que realmente é a sua vida e seu mundo.

David Albert

Se me levanto de manhã e decido prontamente tomar com muita seriedade a afirmação, que seguramente é uma afirmação correta, de que não sei com certeza se meus olhos funcionam corretamente, assim, até onde eu sei, embora pareça que exista um piso estável junto à minha cama, poderia haver um precipício ou algo desse estilo. Concorda? Se sou capaz de comandar essas possibilidades, enquanto as possibilidades que lhes assinalo, então não saio da cama. Parece que fico paralisado, no sentido mais literal da palavra. Não tenho a menor idéia de como dar o passo seguinte. Literalmente, definitivamente, nesse caso, quando sabemos que os olhos poderiam, em princípio, estar enganando-me a qualquer momento, sentimos a experiência das pessoas que têm alucinações. E, até que percebamos que esse não é o caso, não saberemos como demonstrar, com uma questão fundamental, que nossos olhos nunca nos enganam. Isso é absolutamente correto. Porém, quando tomamos a decisão de sair da cama de manhã estamos escolhendo possibilidades, entre as diversas hipóteses compatíveis com o fato de que vejo um piso junto à cama. Uma hipótese é a de que realmente existe um piso aqui e por isso o estou vendo. Outra hipótese é que o fato de eu estar vendo o piso é uma alucinação, e existe um precipício aqui. Ao sair da cama de manhã, referendo uma dessas hipóteses como mais provável que a outra. Em última instância, creio que a realidade, com freqüência, depende muito mais de como as pessoas a percebem do que como ela crê que é a verdadeira realidade em nosso mundo.

Joe Dispenza

Se o cérebro está processando 400 bilhões de bits de informação, e temos conhecimento de apenas 2.000, isso significa que a realidade ocorre no cérebro o tempo todo. Ele está recebendo essa informação e, sem dúvida, não a integramos. Porém, se nos dão conhecimento e informação, fora dos convencionalismos, fora da caixa dos convencionalismos, ou, digamos que unimos a física quântica e a neurofisiologia, e se pede ao cérebro que considere, ou pedimos a nós mesmos que consideremos isso, que examinemos os “quês” e os “se”, as probabilidades e os potenciais, e que associemos nossos conhecimentos com a experiência do que
sabemos, e que o repitamos uma outra vez, o cérebro começará a integrar duas redes independentes, e criará uma nova visão, e essa nova visão será como tomar uma lanterna e fazê-la brilhar a partir dos 2.000 bits de informação, que tem a ver com nosso corpo, com o ambiente à nossa volta e com o tempo, movendo-a apenas, na escuridão, e mirando em algo novo. Isso se chama Realização.

– Tudo bem? Ouvi um grito… Foi outro sonho?
– Era um índio, e eu vi as naus de Colombo se materializarem do nada.
– Uauh!
– E um xamã me tocava várias vezes…
– Genial!
– Talvez fosse uma vida passada, ou uma realidade paralela, ou uma vida futura.
– Cai na real!
– Ou talvez esse sonho quisesse te dizer a verdade. Acho que depende do que você crê que seja o real. Deveria trocar seus comprimidos para ansiedade.
– Meus comprimidos estão ótimos! OK! Obrigada.
– Bom, tenho que trocar de roupa
– Espero que melhore, Amanda.
– Meu Deus, Amanda! Você é uma idiota de primeira.

 

Dean Radin

Pessoas me perguntam de que serve a mecânica quântica, pois ela lida com coisas minúsculas. Agora, o que importa? Há três respostas possíveis. De um ponto de vista prático não faz diferença nenhuma. Temos que trabalhar, dirigir o carro e fazer todo o resto igualmente. De um segundo ponto de vista, ela se infiltra em todo o mundo, sobretudo no mundo da eletrônica. Quando você vai ao supermercado e o leitor escaneia a compra, esse é um efeito de mecânica quântica. Porém, creio que a parte importante é a terceira resposta, que é, fundamentalmente, um aspecto filosófico. Por que os filósofos se apaixonam tanto por desconstruir os pré-supostos do mundo? Finalmente entendi. Entendi depois de examinar a mecânica quântica e compará-la com a mecânica clássica. Elas apresentam duas formas de pensamento muito diferentes acerca de como funciona o mundo e acerca do que somos. Então, de uma perspectiva clássica, somos máquinas. E nas máquinas não há lugar para uma experiência consciente. Não importa se a máquina morre. Podemos matar a máquina, podemos jogá-la no lixo. Não importa. Se o mundo é assim, então a gente se comportará desse modo. Porém há uma outra maneira de se pensar acerca do mundo, que é ensinada pela mecânica quântica, que sugere que o mundo não é esta coisa que funciona como um relógio, mas é um organismo. Uma coisa “organísmica” de algum tipo altamente interconectada, que se estende através do espaço e do tempo. Dessa maneira, o que eu penso e a maneiro que me comporto, tem um impacto muito maior, não só sobre mim, mas sobre o resto do mundo, do que teria se fosse um mundo clássico. Assim, de um ponto de vista muito básico, relacionado com a moral e com a ética, o que eu penso afeta o mundo. Em um sentido, essa é a chave do porque uma mudança de visão é importante.

Alan Wolf

Falemos do mundo subatômico, e logo falaremos do que nos diz sobre a realidade. Primeiro quero dizer, sobre o mundo subatômico, é que é uma total fantasia criada por físicos loucos, tentando entender o que diabos ocorre quando fazem esses pequenos experimentos. Me refiro a uma grande energia em espaços pequenos, em pequenas fatias de tempo. Isso se torna uma loucura nesse reino de coisas, e a física subatômica foi inventada para elucidar tudo isso. Necessitamos de uma nova ciência aqui. Ela se chama física quântica e está sujeita a toda uma série de hipóteses, pensamentos, sentimentos e intuições questionáveis, acerca do que diabos está ocorrendo.

David Albert

Assim, se por um lado tínhamos uma teoria que, do ponto de vista conceitual, era profundamente desconcertante, e por outro lado, do ponto de vista prático, tinha muito mais êxito que qualquer outra coisa que pudéssemos ver, este é o tipo de situação que produz a tensão de que todos os fundamentos de mecânica quântica se alimentam desde então. Por outro lado, esta é uma teoria extremamente paranóica, desconcertante, que confunde conceitualmente. Assim, não temos nenhuma outra opção de descartá-la ou não reconhecê-la, porque é a ferramenta de comprovada eficácia mais poderosa para predizer as condutas de sistemas físicos, que tivemos nas mãos.

Stuart Hameroff

O Universo é muito estranho. Parece haver dois corpos de leis que governam o Universo. Em nosso mundo clássico diário, referindo-me em termos gerais a nosso
tamanho e escala de tempo, as coisas se descrevem pelas leis do movimento newtoniano, estabelecidas há centenas de anos. E funcionam muito bem para bolas de bilhar, balas de canhão e gravidade. Sem dúvida, quando consideramos uma escala pequena, quando consideramos o nível dos átomos, um corpo diferente de leis toma o controle. São as leis quânticas, a teoria quântica, a mecânica quântica. E nesse nível, as partículas podem estar em múltiplos lugares ao mesmo tempo (“Superposição”). Elas podem se comportar como ondas disseminadas no espaço e no tempo (“Dualidade onda-partícula”). Podem estar interconectadas através de grandes distâncias (“Entrelaçamento”). Podem estar unificadas em um estado quântico governadas por uma só função de onda (“Condensados de Bose-Einstein”). E o limite, o umbral, essa cortina entre o mundo quântico e o mundo clássico, é realmente um mistério. Denomina-se, às vezes, colapso da função de onda, porque no mundo quântico tudo está em superposição e tem múltiplas possibilidades. E no mundo clássico, estas múltiplas possibilidades parecem colapsar-se em escolhas definidas e particulares,  no momento em que tudo está em um lugar particular.

John Hagelin

A mecânica quântica, realmente, mostra a informação, mostra a potencialidade, ondas de informação, ondas potenciais de elétrons. É importante essa palavra “potencial”. Este não é o mundo dos elétrons, é o mundo dos elétrons potenciais. Então a pergunta que se formula é: ondas de que realmente? Qual é o campo que está se ondulando? É o oceano? Não. É um oceano universal, um oceano de pura potencialidade. Um oceano de existência potencial abstrata. Nós o chamamos de “campo unificado”, o “campo da supercorda”. E é disso que somos feitos.

Dean Radin

A conexão entre todas as coisas, é um componente básico da trama da realidade. É muito difícil convencer a mente disso. Para Erwin Schrödinger, um dos
fundadores da mecânica quântica, ele disse que o enredo, que essa idéia de conexão não é somente uma propriedade da mecânica quântica, é “A Propriedade”. Essa propriedade da mecânica quântica, parece muito estranha, e não parece se encaixar em nosso mundo ordinário, em nossa experiência ordinária. Porém, de fato, se encaixa.


– Quer jogar comigo?
– Não precisa reagir assim
– Vem jogar.
– Olha, prova. Não tem tempo para uma partida de um contra um?
– Há quanto tempo não joga?
– Vamos, você está com a bola. Arremesse!
– Não, não, não milady! Não daí. Está fora da linha.
– Tem que estar na quadra para poder jogar
– Bem-vinda à quadra do Duque Reginald, das possibilidades infinitas.
– Regras do jogo. Tem que acertar a última.
– Essa doeu
– Nunca tocou em você.
– Claro.
– Aliás, nem é sólida. Essa bola está praticamente vazia.

Stuart Hameroff

Na escola nos ensinam que o mundo está cheio de coisas, de matéria, de massa, de átomos (“Elétron – núcleo”). Os átomos formam moléculas. As moléculas formam a matéria. E tudo está cheio disso. Porém, os átomos, na realidade estão praticamente vazios. Por exemplo, se esta bola fosse o núcleo de um átomo, um próton em um átomo de hidrogênio, por exemplo, então o elétron girando ao redor dele, que descreveria o limite exterior desse átomo, estaria aonde está aquela montanha, há aproximadamente 30 kilômetros. E tudo nesse meio está vazio. De fato, o Universo está praticamente vazio. Sem dúvida, quando baixamos na escala, no vazio, finalmente chegamos a um nível, o nível fundamental da geometria do tempo-espaço, O nível mais inferior do Universo, de onde a informação tem um patrão que se chama a escala de Planck. É a trama do Universo. E a esse nível, há informação que tem estado aí desde a grande explosão. Assim, a maior parte do Universo, inclusive da matéria, está vazia.

William Tiller

A maioria das pessoas crêem que o espaço está vazio. Porém, para a autoconsistência interna da mecânica quântica, e da teoria da relatividade, se requer que se tenha o equivalente a 10 elevado a 94 gramas de massa-energia. Cada grama equivale à quantidade de energia E = mc². Esse é um número enorme, porém o que significa em termos práticos? Em termos práticos, se pode supor que o Universo é plano, e cada vez há mais dados astronômicos que demonstram que é totalmente plano. Se pode se supor isso, então se toma o volume ou se toma o vazio dentro de um só átomo de hidrogênio, isso é aproximadamente 10 ¯²³ centímetros cúbicos. Se tomo essa quantidade de vazio e tomo a energia latente nisso, existirá um trilhão de vezes mais energia aí que em toda a massa de todas as estrelas e todos os planetas num raio de até 20 bilhões de anos-luz. Isso é grande. Isso é grande. E se a consciência te permite controlar inclusive uma pequena fração disso, criar um Big Bang não é nenhum problema.

Lynne Mctaggart

Organizações como a NASA e a Aeroespacial Britânica, tentam explorar esse mar de energia incrível e inimaginavelmente extenso. E sentem que se puderem explorar isso, poderemos viajar a diferentes galáxias. Eles entendem que no espaço vazio existe essa energia incrível.

Alan Wolf

A idéia básica mais importante implicada na física quântica, que nos faz entender isso, ou inclui pensar nesse novo paradigma, é que existe esse mundo subterrâneo. Tem que haver um reino da existência que não se pode nunca tocar ou ver, que surge como uma bolha e dá lugar à nossa compreensão do mundo.

John Hagelin

Quanto mais rigorosamente os físicos tentam entender a realidade física, entender do que é feita, quais são os blocos centrais de construção da vida, na base de tudo, a vida, o Universo escapam pelas mãos. E encontram-se com algo que é cada vez mais abstrato, até que se chega ao reino da abstração pura. E isso é o campo unificado. É um potencial abstrato puro, um Ser abstrato puro, é a conscientização da Consciência Abstrata Pura, que sobem em ondas de vibração, para dar origem às partículas, à gente, a tudo o que vemos no vasto Universo.

Alan Wolf

O que constitui as coisas, não são mais coisas. O que constitui as coisas são idéias, conceitos, informações.

Stuart Hameroff

Outro fato estranho é que os objetos, na realidade, nunca se tocam entre si. Quando quico essa bola, os átomos da bola e os átomos do solo, na realidade, nunca se encontram. Assim, nada toca em nada.

– E como eu disse, nunca toca.
– Vamos, deixa as suas coisas, pois ninguém as levará.
– Como disse, esta é a minha quadra Não tem problema algum.
– A quanto tempo não joga?
– Estou atrasada.
 

Alan Wolf

A primeira implicação na física, de que o tempo não é o que parece ser, veio com a relatividade. Essa foi a primeira implicação, a de que o tempo não é absoluto. Não é o soberano absoluto do Universo. Que Deus Todo Poderoso não diz “um segundo, um segundo, um segundo”, “Um metro, um metro, um metro”. Estamos num campo gravitacional. Sua cabeça se move a um ritmo levemente mais rápido que seus pés.

Stuart Hameroff

A segunda lei da termodinâmica diz que as coisas se desenrolam e avançam. Assim como uma flecha do tempo. Porém, no mundo quântico, no micromundo, a segunda lei da termodinâmica não parece válida, e as coisas podem voltar atrás ou ser eternas.

David Albert

As equações fundamentais da física têm uma propriedade que se conhece como simetria do tempo invertido. E a simetria do tempo invertido significa que um grupo de leis, que são simétricas quanto ao tempo invertido, são leis com a seguinte característica: para qualquer processo, que é possível segundo essas leis, o inverso do mesmo processo é igualmente possível segundo elas. Entende? Isso, então, significa que o leite salta do café com a mesma freqüência com que se dissolve nele, que a gente se torna mais jovem com a mesma freqüência com que envelhece, que temos o mesmo tipo de acesso, epistemológico ao futuro, como temos ao passado, que ao agir agora, deveríamos influenciar o passado, da mesma forma que influenciamos o futuro. Tudo isso é um erro. Quer dizer, tudo isso está em violento conflito com a maneira com que experimentamos psicologicamente o mundo.

Alan Wolf

Uma das idéias mais difíceis de aceitar apesar do tempo que a física quântica já existe, é a possibilidade, ou noção de que o futuro pode ter um efeito causativo no presente. Acreditamos que apenas o passado pode ter esse efeito causativo no presente. Tenho uma bola, e a deixo cair. Cai. Causa e efeito. Quando chega ao solo, porém, poderia o solo ser o motivo pelo qual eu deixei a bola cair inicialmente?

Stuart Hameroff

É somente na experiência consciente que parece que avançamos no tempo. Na teoria quântica, também podemos ir para trás no tempo. E há uma teoria de que os processos cerebrais relacionados com a consciência, se projetam para trás no tempo. Por exemplo: no fim da década de 1970, um neurofisiologista da Califórnia, em São Francisco, chamado Ben Libet, fez alguns experimentos muito famosos. O que Libet fez foi estudar pacientes submetidos a neurocirurgia cerebral com o cérebro exposto enquanto estavam acordados. Foram anestesiados apenas para acessar o cérebro. Estavam acordados e Ben falava com eles. Assim, por exemplo, o que ele fez foi estimular o dedo mínimo do paciente e observar a porção do córtex sensitivo no lado oposto, que estava relacionada com ele. Gravava eletricamente e perguntava ao paciente quando ele, ou ela, sentia o estímulo no dedinho. Também estimulava essa área particular do córtex. Agora, o que você pensaria é que se você estimula o dedinho passa um certo período finito de tempo para chegar ao córtex oposto, e o paciente relataria a sensação frações de segundo após o estímulo. E quando se estimulasse diretamente, o paciente relataria imediatamente. Ele descobriu o oposto. Quando estimulava o dedinho, o paciente relatava imediatamente, e quando estimulava diretamente o córtex, havia uma demora. Depois de analisar todos os dados e repetir o experimento várias vezes, Libet concluiu que, de alguma maneira, o cérebro projetava a informação para trás no tempo. Demandava uma quantidade finita de tempo para chegar ao córtex sensitivo, porém o cérebro o projetava para trás no tempo de maneira que a percepção consciente era que o estímulo se sentia quando o estímulo realmente ocorria. Houveram estudos que mostraram que quando a gente pensa em mover uma mão, ou pensa em decidir algo, há atividade em certa células nervosas cerebrais inclusive antes se ficar consciente do que queremos fazer.

Muitas vezes faço coisas e pouco depois decido o que fazer, mas já as fiz. Cheguei tarde.

– Você sempre pode voltar no tempo
– Que houve?
– Lembra…
– Está vazia.
– Como sabe tudo isso?
– Leio as histórias do Dr. Quantum.
– Todos acreditam que são coisas de criança. Mas eu sei que é real.
– É assim que faço a minha mágica na quadra.
 

Dr. Quantum

Bem, o que nos ensinaram não é como é realmente. E, todavia, nossos sentidos brincam conosco. Temos que perguntar: o que é esta realidade em que nos encontramos? A física quântica diz que são simplesmente ondas de informação. Acredita nisso? Espero que sim. Ai!

– É assim que faço minha mágica na quadra.
– Sim, sempre escolho a Menino Maravilha primeiro.
– O Dr. Quantum diz que todos o têm, todos estão fazendo, fazendo constantemente cada vez que olham.

 

Dr. Quantum

E aqui estamos, o avô de todos os estranhos quantum. O infame experimento da dupla fenda. Para entender este experimento, primeiro necessitamos ver como as partículas, ou pequenas bolas de matéria, atuam. Se dispararmos aleatoriamente pequenos objetos, digamos bolas de gude, sobre uma tela, veremos um padrão na parede de trás após passarem pela fenda e a atingirem. Agora, se incluirmos uma segunda fenda, esperaríamos ver uma segunda faixa repetida à direita. Agora, observemos com as ondas. As ondas atingem a fenda e saem na forma de raios atingindo a parede posterior com grande intensidade, diretamente à altura da fenda. A linha de luz na tela atrás, mostra essa intensidade. Isso é similar à linha que fazem as bolas de gude. Mas, quando incluímos a segunda fenda, algo diferente ocorre. Se a crista de uma onda se encontra com a depressão de outra onda, elas se cancelam mutuamente. Assim, agora há um padrão de interferência na parede posterior. Os lugares onde as duas ondas se encontram são onde as linhas brilhantes são mais intensas, e aonde elas se cancelam, não há nada. Bem, quando lançamos coisas, quer dizer matéria, através das fendas, obtemos isso. Duas faixas de acertos. E com ondas obtemos um padrão de interferência de muitas fendas. Tudo bem, até agora! Agora, façamos com um quantum. Um elétron é um pedaço de matéria muito pequeno, como uma bola de gude minúscula. Disparemos uma rajada através da fenda. Se comporta como a bola de gude. Uma só faixa. Assim que se dispara essas coisas diminutas através das duas fendas, deveríamos obter o mesmo que com as bolas: duas faixas. Como? Um padrão de interferência. Disparamos elétrons, coisas minúsculas de matéria, através da fenda, porém obtemos um padrão de ondas, não de pequenas bolas. Como? Como coisas materiais podem criar um padrão de interferência tipo onda? Não tem sentido. Mas os físicos foram inteligentes. Eles pensaram: “talvez essas bolinhas estejam se chocando umas com as outras e criando esse padrão”. Assim, decidiram disparar elétrons pela fenda, mas um por vez. É impossível que possam interferir um com o outro. Mas, após uma hora de experiência viu-se emergir o mesmo padrão de interferência. A conclusão é inevitável: O elétron isolado, que sai como uma partícula, se converte em uma onda de potenciais, atravessa as fendas e interfere consigo mesmo, atingindo a parede como uma partícula. Porém, matematicamente fica mais estranho. Ela atravessa ambas as fendas e não atravessa nenhuma e atravessa só uma e atravessa só a outra. Todas essas possibilidades simultaneamente em superposição uma com a outra. Os físicos ficaram totalmente desconcertados com isso. Então decidiram observar secretamente para ver por qual fenda ele passava. Colocaram um dispositivo de medição junto a uma das fendas, para ver por qual ele atravessa e ver o que acontecia. Porém o mundo quântico é muito mais misterioso do que podiam imaginar. Quando observaram, o elétron voltou a se comportar como uma pequena bola. Produziu um padrão de duas faixas e não um padrão de interferência de muitas faixas. O simples ato de medir, ou observar por qual fenda atravessaria, significou a sua passagem por uma, e não ambas. O elétron decidiu atuar de maneira diferente, como se estivesse consciente de que estava sendo observado. Foi aqui que os físicos entraram para sempre no mundo misterioso dos acontecimentos quânticos. Que é matéria? Bolas ou ondas? E ondas de quê? E que tem a ver um Observador com qualquer dessas coisas? O Observador colapsou a função de onda simplesmente por observar.

Amit Goswami

Nós somos sempre o Observador. Porém, às vezes, nos identificamos tanto com os acontecimentos, que até perdemos o aspecto de Observador. É por isso que o materialista se perde totalmente e crê que poderíamos prosseguir sem o Observador.

Alan Wolf

Os dados da física nos dizem que um simples objeto é realmente uma simplificação para o que denominamos “aqui fora”. Quando observamos partículas atômicas e subatômicas, ou matéria atômica e subatômica, de qualquer forma, o que descobrimos é, quando vamos observá-la, ou quando escolhemos observá-la, isso de fato muda as propriedades do que observamos aqui fora.

Ramtha

É este o Observador! E por que é tão complicado entender esse mundo louco e estranho de partículas quânticas e o modo como reagem? Seria esse, então, o Observador? E, de qualquer forma, não podemos ter um campo quântico sem a observação de cientistas que tenham ido lá, que o tenham descoberto, véu atrás de véu, atrás de véu. Todos eles são Observadores, porém nenhum deles concorda de maneira conclusiva em todos os pontos no campo, porque percebem o campo matematicamente de diferentes ângulos de percepção.

David Albert

Nós não sabemos, na mecânica quântica, como captamos as coisas, como observadores do mundo. Não sabemos como tratamos as coisas como observadores, como só outra parte do sistema físico que estamos descrevendo. O único modo de fazer mecânica quântica, como se formula tradicionalmente, é manter o Observador fora do sistema que está descrevendo. Enquanto o colocarmos dentro, obteremos todos esses paradoxos e nos veremos obrigados a dizer coisas como: “O livro faz o que faz devido à mecânica quântica… “vejo isso porque estou ali e o vejo”. E é importante que não analisem a segunda parte da oração, onde a mecânica quântica se aplica, porque ela se desmoronará. É por isso que existem duas leis separadas da evolução dos sistemas físicos. Uma se aplica quando não se está observando e a outra se aplica quando se está observando. Por isso é uma loucura.

Alan Wolf

É impossível que cheguemos a explicar em uma fórmula matemática, este preciso momento em que um Observador consciente, chega à resposta. Nós dizemos: “os instrumentos de medição; o gravador grava, e ali está. Está na fita, está gravado”. Esquecemos uma parte da equação. Alguém tem que observar a fita. E até que alguém veja a fita não estará gravado em absoluto.

Amit Goswami

Quando não estamos olhando, são ondas de possibilidade. Quando estamos olhando, então, são partículas de experiência.

Jeffrey Statinover

Uma partícula, que consideramos como uma coisa sólida, na realidade existe em uma onda de superposição, uma onda extensa de possíveis localizações, que está em todas elas simultaneamente. No mesmo instante em que olhamos assume imediatamente uma dessas possíveis posições. Imagens do Filme Quem Somos Nós

David Albert

É fácil gerar situações em que as situações de movimento prognostiquem, por exemplo, que a função de onda. O psi de uma determinada bola, está distribuída
uniformemente em toda a quadra de basquetebol. Não temos idéia de como imaginar um estado como esse. De acordo com a lei da mecânica quântica, supostamente esse é um estado que sequer tem sentido. É como perguntar: “Onde está a bola de basquetebol?” Quer dizer, de acordo com a lei da mecânica quântica, perguntar: “Onde está a bola cujo psi está uniformemente distribuído em toda a quadra de basquetebol” é o equivalente lógico de perguntar o estado civil do número cinco. Não se trata de não sabermos a resposta, não saber se o número cinco está casado ou é solteiro. É que a pergunta, primeiramente, é radicalmente inapropriada. O número cinco não tem um estado civil. Não se tem nada para perguntar aqui. De modo similar, uma bola cuja função de onda está distribuída uniformemente por toda a quadra de basquetebol, não tem uma posição sobre a qual poder-se-ia perguntar de modo coerente. Agora, o problema de medição é precisamente que, apesar de a equação de Schrödinger predizer que sob certas circunstâncias, circunstâncias que basicamente sabemos reproduzir em laboratório, as bolas deveriam entrar em estados dessa maneira, estados onde não existe nenhuma ação compreensível, nem sequer nenhuma pergunta sensata
acerca de onde estão. Sem dúvida, quando observamos na quadra de basquetebol, situações como essa, invariavelmente vemos uma bola aqui ou uma bola aí, ou uma bola ali. O fato de que vemos a bola em uma posição específica, a diferencia de vê-la em algum estado de ficção científica o qual não podemos nem sequer imaginar como é, onde não existe a pergunta sobre qual é a posição. O fato de que sempre a vemos em alguma posição definitiva é uma violação explícita das equações de movimento. E é justamente aqui onde aparece o problema da medição.

Alan Wolf

Quando observamos, as coisas acontecem. Quando não observamos, não ocorrem.

– Os super-heróis usam superposição, num mundo que é um conjunto de formas potenciais de realidade até que escolhamos uma. Os heróis escolhem o que querem: estar em muitos lugares ao mesmo tempo, experimentar muitas possibilidades ao mesmo tempo até colapsar a escolha. A pergunta é: até que profundidade da Toca do Coelho você quer ir?

Stuart Hameroff

Sua própria mente está criando múltiplas possibilidades em seu subconsciente. As superposições de possibilidades estão em seu subconsciente. Podemos estar
conscientes de muitas delas, porém permanecem, creio, na superposição de múltiplas possibilidades, até que após algum tempo colapsam numa ou noutra,

Joe Dispenza

Projete um plano para o futuro, ou projete um pensamento diante de si.

– Bom arremesso.
 

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