A nuvem da culpa

Capítulo 13 – O MUNDO SEM CULPA

IX. A nuvem da culpa

1. A culpa continua sendo a única coisa que oculta o Pai, pois a culpa é o ataque ao Seu Filho. Os culpados sempre condenam e tendo feito isso, eles ainda condenarão ligando o futuro ao passado conforme a lei do ego. A fidelidade a essa lei não permite a entrada da luz, pois ela exige fidelidade à escuridão e proíbe o despertar. As leis do ego são rígidas e as violações severamente punidas. Portanto, não obedeças de jeito nenhum às suas leis, pois são as leis da punição. E aqueles que as seguem acreditam que são culpados e assim têm que condenar. Entre o futuro e o passado, as leis de Deus têm que intervir se queres te libertar. A Expiação se interpõe entre eles como uma lâmpada que brilha com tal fulgor que a cadeia de escuridão na qual prendeste a ti mesmo desaparecerá.

2. A liberação da culpa é o desfazer de todo o ego. Não faças ninguém ficar com medo, pois a culpa do outro é a tua e obedecendo às ordens duras do ego trazes para ti mesmo a sua condenação e não escaparás da punição que ele oferece àqueles que o obedecem. O ego recompensa a fidelidade a ele com dor, pois ter fé no ego é dor. E a fé só pode ser recompensada em termos da crença na qual foi depositada. A fé faz o poder da crença e a recompensa que ela te dá é determinada por onde a investes. Pois a fé sempre é dada àquilo que se considera um tesouro e o que é um tesouro para ti te é devolvido.

3. O mundo só pode te dar o que deste a ele, pois nada sendo além da tua própria projeção, não tem significado à parte do que achaste nele e de onde depositaste a tua fé. Sê fiel à escuridão e não verás, porque a tua fé será recompensada assim como a deste. Tu vais aceitar o teu tesouro e se depositas a tua fé no passado, o futuro será como ele. Seja o que for que valorizes, pensas que é teu. O poder da tua avaliação fará com que seja assim.

4. A Expiação traz uma reavaliação de tudo o que aprecias, pois é o meio através do qual o Espírito Santo pode separar o falso e o verdadeiro, os quais aceitaste em tua mente sem distinções. Portanto, não podes valorizar um sem valorizar o outro e a culpa veio a ser tão verdadeira para ti quanto a inocência. Não acreditas que o Filho de Deus é sem culpa porque vês o passado e não o vês. Quando condenas um irmão, estás dizendo: “Eu, que era culpado, escolho continuar sendo.” Tu negaste a sua liberdade e ao fazer isso negaste o testemunho da tua. Poderias com a mesma facilidade tê-lo libertado do passado e erguido da mente do teu irmão a nuvem de culpa que o prende a ele. E na sua liberdade estaria a tua própria.

5. Não coloques a sua culpa sobre ele, pois a sua culpa está em seu pensamento secreto de que foi ele quem fez isso a ti. Irias tu, então, ensinar-lhe que ele está certo em sua delusão? A idéia de que o Filho de Deus sem culpa pode atacar a si mesmo e se fazer culpado é insana. Sob qualquer forma, em qualquer pessoa, não acredites nisso. Pois pecado e condenação são a mesma coisa e a crença em um deles é fé no outro invocando a punição em vez do amor. Nada pode justificar a insanidade e invocar punição para ti mesmo não pode deixar de ser insano.

6. Não vejas, portanto, ninguém como culpado e assim afirmarás a verdade da inculpabilidade para ti mesmo. Em toda condenação que ofereces ao Filho de Deus está a convicção da tua própria culpa. Se queres que o Espírito Santo te liberte da culpa, aceita a Sua oferta da Expiação para todos os teus irmãos. Pois assim aprendes que ela é verdadeira para ti. Lembra-te sempre que é impossível condenar o Filho de Deus parcialmente. Aqueles que vês como culpados vêm a ser as testemunhas da culpa em ti e lá a verás, pois ela está lá enquanto não for desfeita. A culpa sempre está na tua mente, que condenou a si mesma. Não a projetes, pois quando o fazes, ela não pode ser desfeita. Por cada um que liberas da culpa, grande é a alegria no Céu, onde as testemunhas da tua paternidade se regozijam.

7. A culpa te cega, pois enquanto vires uma única mancha de culpa dentro de ti, não verás a luz. E ao projetá-la, o mundo parece ser escuro e estar amortalhado na tua culpa. Jogas um véu escuro sobre ele e não podes vê-lo porque não podes olhar para dentro. Tens medo do que irias ver lá, mas isso não está lá. Essa coisa que temes se foi. Se olhasses para dentro verias apenas a Expiação brilhando em quietude e em paz sobre o altar ao teu Pai.

8. Não tenhas medo de olhar para dentro. O ego te diz que tudo é negro de culpa dentro de ti e pede que não olhes. Em vez disso, pede que olhes para os teus irmãos e vejas neles a culpa. No entanto, isso não podes fazer sem permaneceres cego. Pois aqueles que vêem os seus irmãos no escuro, e culpados no escuro no qual eles os amortalharam, estão por demais temerosos para olhar para a luz interior. Dentro de ti não está aquilo que acreditas que esteja e no qual depositas a tua fé. Dentro de ti está o sinal santo da fé perfeita que o teu Pai tem em ti. Ele não te avalia como tu te avalias. Ele Se conhece e conhece a verdade em ti. Ele tem o conhecimento de que não há diferença, pois não conhece diferenças.Podes ver culpa onde Deus tem conhecimento da inocência perfeita? Podes negar o Seu conhecimento, mas não podes mudá-lo. Olha, então, para a luz que Ele colocou dentro de ti e aprende que o que temias que estivesse lá foi substituído pelo amor.

 

 

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